Eu cresci sem rede e ainda bem! 

Todas as vezes que abro as redes sociais dou graças a todos os deuses que por aí existem por não ter crescido na era do Facebook, do Instagram ou mesmo dos Whatsapp. Se eu, já a caminho dos 50, convivo mal com os abdominais da Carolina Patrocínio, imaginem ter, aos 15, o mundo inteiro como termo de comparação. Imaginem ter os ‘populares’, que antes se limitavam a controlar os recreios, a invadirem-nos a casa, com fotos de todas as festas para as quais não fomos convidados e das férias na lancha à qual nunca teremos acesso. Claro que, também na altura, os boatos se tornavam virais mas têm hoje uma taxa de mortalidade muito maior. Assim como as opiniões, o reconhecimento social agora avaliado pelo número de gostos. No mundo analógico, seria o equivalente a percorrer um corredor ladeado por uma multidão que vai gritando o que pensa de nós à medida que passamos.

Desabafo feito, vou agora muito mais leve para o ginásio. Lá para Junho espero apresentar-me nas redes com uma cratera no abdómen. Me aguarda Carolina!