Uma carcaça para esta morta-viva

Na escolas dos meus filhos não festejam o Halloween, dizem que não é uma tradição portuguesa. Eu compreendo, suas abóboras podres, mas não há Pão por Deus que possa competir com os gatos pretos, esqueletos brilhantes e crânios esponjosos que desfilam por aí. É a mesma coisa que perguntar a uma criança se prefere uma carcaça ou uma goma em forma de globo ocular. Americanices, dizem vocês, seus aranhiços, mas caíram que nem uns patinhos na teia de Mark Zuckerberg e todos os dias andam que nem zombies agarrados ao Facebook.
Agora, se me disserem que não há razão para celebrar porque o Dia das Bruxas é todos os dias, alto e pára o baile (de máscaras)! Aí, seus dedos amputados, dou-vos toda a razão. Ainda agora aqui passou o vampiro do meu chefe, que suga toda a minha energia e não percebe que estou mais morta que viva. Talvez não fosse má ideia mandar os meus filhos pedir um pão da avó aqui para a quase defunta mãe no dia 1 de novembro. Buuuuhhhhhh