O que aprendemos com Silvia Venturini Fendi

Encontrámos na Telva uma inspiradora entrevista com Silvia Venturini Fendi, neta dos fundadores da casa de moda Fendi e diretora criativa da suas linhas masculina e de acessórios. Herdeira da marca criada em 1925 pelos avós, logo que chegou à empresa, no final dos anos 90, Silvia criou a La Baguette, carteira que rapidamente se transformou numa it bag, daquelas que todas as mulheres querem usar.

Desta entrevista, na qual refere também que é das poucas pessoas – talvez a única pessoa – que pode afirmar que cresceu com Karl Lagarfeld, que trabalhava com a Fendi desde 1965, retirámos seis ideias-chave com que todas podemos aprender.

Negócio:

“O segredo está em vender quando tudo está bem. Se não, acabas a vender ao primeiro que aparece.”

Millennials:

“O regresso do logo deve-se aos jovens que o estão a pedir de novo, mas de uma forma distinta. Não como ostentação de poder de compra mas pelo valor de ter um objeto com história. Estão tão, tão preocupados com o futuro que procuram a estabilidade em produtos que sempre estiveram aí.”

Mudança:

“Hoje o ritmo é demasiado rápido, antes não era assim. As mudanças agradam-me, não te podem assustar quando te dedicas a uma profissão criativa. São um estímulo.”

Opiniões:

“Peço muitas vezes conselhos as minhas filhas. Os meus colaboradores não tem coragem de me dizer. Por isso me interessa tanto o ponto de vista delas, porque é sincero.”

Lema:

“Em Fendi temos um lema: nada é impossível se queres consegui-lo. Só tens de te propôr e fazê-lo, claro.”

Equilibrio pessoal:

“Ao fim de semana dedico-me a família. Descrito fazendo uma vida de “mulher normal”. Não gosto de fazer vida social, sair ou ir a festas. Parece que na moda todos temos uma vida social muito intensa. Não me interessa essa parte. O trabalho na moda exige tanto de ti que para mim é claro que ou trabalhas ou sais. Eu prefiro trabalhar.”