Paraíso à beira mar

A vista da piscina mais próxima do mar.

Katathani Phuket Beach Resort, na praia da Kata Noi, na Tailândia: a vista da piscina mais próxima do mar

Mar de cor verde e de ondas indolentes, com a temperatura sempre certa. Uma praia da areia fina a dois passos de um resort relvado de piscinas e coqueiros, com massagistas sempre prontas a tirar-nos as dores de um ano inteiro. Que mais se pode querer?

Ali, naquele momento em que, do céu, caía uma chuva quente, naquela praia de areia fina da costa da ilha de Phuket, na Tailândia, com um mar de tonalidade verde pela frente, jorrando ondas mansas para a praia, realizei um sonho. Aquele de viver, mesmo que momentaneamente, num paraíso tropical com a mulher dos meus sonhos, Cristina, minha parceira e minha cúmplice de 30 anos. Foi assim que me senti naquele momento dos sete dias que passei no Katathani Phuket Beach Resort, na praia da Kata Noi.

Apesar do céu nublado, comum no início de Outubro, a temperatura nunca desceu dos 28 graus nem subiu dos 35, o que foi ajudando ao bem-estar dessa semana, em conjunto com a paisagem e a simpatia dos locais.

A praia, entre o mar e o resort

A praia de Kata Noi, entre o mar e o resort

Esperguiçando à sombra das palmeiras

Espreguiçando à sombra no hotel Kathatani, em Pukhet

Os sabores do ócio

Nos relvados dos jardins, chaise longues convidavam ao dolce fare niente, a descansar dolentemente olhando para a paisagem, entrecortada de vez em quando pelos turistas em experiências de parasailing que se iniciavam e terminavam na praia que separava o resort do mar. Também se podia ver o Acridotheres tristes, uma ave muito comum no sul da Ásia, grande apreciadora de migalhas deixadas pelos turistas e grande pedinchona. De vez em quando uma rola fazia-se ouvir do alto dos coqueiros que davam sombra a toda a zona de piscina do resort. Um pouco por todo lado gente oriunda do extremo oriente, incluindo brasileiros a trabalhar na China, reformados britânicos na Austrália e alguns europeus como nós.

O convite à inércia era grande, mas não deixámos de aproveitar a variada oferta de actividades, onde fui, quase sempre, o único representante do sexo masculino, com exceção dos instrutores, é claro. Com empenho fiz uma aula de ioga, onde perdi pelo menos um quilo, uma de hidroginástica, onde se foi outro, e uma caminhada a pé até a um ponto de vista da praia, onde devo ter perdido um pouco mais, dada a percentagem de inclinação e o passo estugado do guia escadas e ladeira acima, que deixaram sem fôlego um rebanho de quatro humanos que o seguia. Apesar de tudo, valeu a pena, porque o guia foi mostrando árvores de que apenas conhecemos os frutos, e porque descemos pela ladeira cimentada que deveríamos subir em caso de alerta de tsunami, como descobrimos um pouco mais tarde. Os sabores da comida local a bom preço nos restaurantes próximos da unidade hoteleira e a cerveja Chang (a minha preferida) e Singha, marcas locais, foram ajudando a não baixar demasiado o peso, o que certamente chocaria muitos quando voltasse a casa.

 

Spa sobre a relva

Depois, e porque os preços eram demasiado em conta, também usufrui de várias massagens tailandesas, e fiz, pela primeira vez, manicura e pédicure, não fosse o caso de nunca mais ter oportunidade para isso. Um pouco mais violento para a bolsa foi o curso de cozinha tailandesa, imperdível para quem gosta da arte culinária e de apreciar os prazeres de mesa. Com os ingredientes à disposição, que podem ser encontrados por cá no Jumbo ou no Corte Inglès, pois já deitei os olhos para as suas prateleiras, é uma cozinha fácil, com alguns pratos muito agradáveis de aromas e sabores.

Para além do usufruto das águas sempre cálidas do mar e das diversas piscinas, havia zonas de caminhada, vários restaurantes temáticos e bares de piscina, onde tinha a alegria diária de poder viver happy hours entre as 17h30 e as 19h00, em que todas as bebidas eram 135 baths (3,30 euros), desde a cerveja ao uísque. Fiquei-me sempre pelos cocktails, principalmente margaritas, para variar, enquanto esperava pelo pôr-do-sol no horizonte rodeado, quase sempre, por um bando alegre de australianos, e de orientais de diversas origens, principalmente da China, que enchiam os quartos do hotel.

De mãos na massa na aula de culinária

De mãos na massa na aula de culinária

Crepe de Banana com gelado, no restaurante OrchidCrepe de Banana com gelado, no restaurante Orchid

Os jantares eram quase todos fora do resort, pois ficavam a menos de cem metros de qualquer uma das receções, eram mais baratos e ofereciam de tudo, incluindo bruchettas ou pizzas, numa oferta alargada a mais de cem pratos. Fiquei-me principalmente pela oferta tailandesa, já que ali estava, incluindo Tom Yum Pla Chawn, uma sopa ácida de peixe bastante picante, ou variações de arroz frito. Imperdível é a sopa de milho com caranguejo do restaurante Orchid, ou a banana frita com gelado que terminou a última refeição de férias. Para trás tinham sido cinco dias fantásticos de descoberta de Banguecoque, das suas seduções, contrastes e da intensidade da sua vida, que ficarão para outra história, tal como a visita de dia inteiro às ilhas e à baia de Phang-Nga, o passeio de elefante, a visita à cidade de Pukhet. Depois, cinco dias dedicados ao usufruto do paraíso, porque todos merecemos isso pelo menos uma vez na vida.