O estilo de liderança da herdeira da Zara

 

A ler na Executiva

A AESE Business School e a Executiva lançam a 2.ª edição do One Step Ahead — Liderança no Feminino, programa que vai decorrer entre outubro e dezembro, em formato híbrido. Uma formação executiva para mulheres que queiram desenvolver o seu potencial de liderança para darem um passo em frente na carreira. Saiba como se inscrever aqui.

 

A ler na Web

Herdeira da Zara quebra o silêncio

O seu pai, Amâncio Ortega, nunca concedeu entrevistas. Mas Marta Ortega quebrou a hermética cultura empresarial da sua família ao falar e fazer capa do prestigiado The Wall Street Journal. Por que Marta Ortega Pérez é o segredo do sucesso da Zara é o título do perfil, em que, pela primeira vez, fala sobre a visão para o futuro global da marca fundada pelo seu pai. Com raízes em La Coruña, cidade portuária da Galiza, edificou um império global que o tornou num dos homens mais ricos do mundo: a Inditex, o conglomerado que possui sete empresas de vestuário, incluindo Massimo Dutti, Bershka e a jóia da coroa, Zara. Nas últimas décadas, a Zara chegou a 96 países, onde algumas das suas 1854 lojas ficam em avenidas premium perto de marcas de luxo como Dior, Louis Vuitton, Cartier e Chanel.
A herdeira deste império começou a trabalhar como vendedora numa das lojas da marca, em Londres, há 14 anos. Hoje  demonstra ter um estilo de liderança heterodoxo. Não tem um cargo nem faz parte do organograma da empresa. Mais do que herdeira de uma empresa, ela sente-se a sucessora de uma cultura empresarial que coloca o trabalho em equipa e o capital humano no centro de seu sucesso.
Tal como o pai, não tem um escritório na sede da Inditex, em Arteixo, e trabalha numa mesa industrial, de bancos altos, que divide com outros colegas. Encontra-se diariamente com o responsável financeiro Miguel Díaz, com quem avalia, por exemplo, quais são os produtos mais vendidos pela empresa em todo o mundo. Visita as lojas Zara semanalmente, supervisiona o design da linha feminina e gere a imagem da marca. Apesar da omnipresença em diferentes departamentos, confessa que ignora as contas da empresa que no ano passado registou um lucro líquido de 16,7 mil milhões de euros.”No nosso dia-a-dia não é algo que nos preocupe ”, explica.
“Estarei sempre onde a empresa mais precisar de mim”, diz Marta Ortega. “Nunca sabemos o seu futuro e eu estou aberta. Mas, para ser sincera, prefiro continuar perto do produto. Acho que é o que o meu pai sempre fez”, acrescenta, deixando claro que vai continuar com o seu estilo de liderança discreto e mais ligado ao dia a dia da marca do que a grandes decisões executivas.

 

Marta Álvarez lança El Corte Inglés em novas áreas de negócio

De Espanha, mais uma executiva à frente de uma grande empresa. Marta Álvarez, a presidente do El Corte Inglés, não se deixou intimidar pelos efeitos da pandemia nas vendas nas suas lojas e anunciou que vai continuar a apostar na diversificação. Depois das incursões nos seguros e nas viagens — formar um grande grupo na área das viagens é um dos grandes objetivos para os próximos anos —, o El Corte Inglés vai expandir-se para a logística, telecomunicações, segurança, energia e imobiliário. Nuns casos desenvolvendo o know how e a estrutura que já detém, como nas viagens, na logística e no imobiliário, e em outros arriscando entrar em áreas novas. Esta é a prova de que apesar dos seus 80 anos o El Corte Inglés mantém a coragem e a ousadia de se lançar em terrenos desconhecidos.

 

Japão sob pressão pela igualdade

A Bolsa de Valores de Tóquio deverá adotar em breve novas regras que estimularão as empresas cotadas a garantir a diversidade e a promoção das mulheres. Será suficiente para finalmente trazer alguns progressos significativos na situação das mulheres nas empresas japonesas? Pelo menos, é um avanço num dos países que menor representatividade feminina tem nas suas organizações. Apenas 6% dos assentos no conselho de administração das empresas japonesas são ocupados por mulheres.
Escreve o The New York Times que apesar do seu poderio económico e da sua imagem de conhecedor de tecnologia, o Japão é um retardatário digital — e o gender gap persistente impede melhorias.

 

Estará a McKinsey errada: a diversidade não dá mais lucros?

Se leu um artigo sobre a importância da diversidade no local de trabalho nos últimos anos, é provável que se tenha deparado com a afirmação de que empresas mais diversificadas geram lucros maiores. A popularidade desta ideia deve-se a três estudos da McKinsey, lançados em 2015, 2018 e 2020, que mostraram que as empresas com maior diversidade racial, étnica e de género na sua liderança tendem a ter um melhor desempenho financeiro. O The Wall Street Journal, o The New York Times, o Fórum Económico Mundiale a organização sem fins lucrativos Catalyst citaram as descobertas da McKinsey, juntamente com os estudos do Boston Consulting Group e de outras consultoras, para apoiar a ideia de que investir na diversidade é um bom negócio.
Será que a McKinsey se enganou e a diversidade não dá maiores lucros, interroga um artigo da Quartz. Os estudos académicos realizados sobre este tema são menos taxativos em traçar uma relação entre a liderança diversificada e os lucros da empresa — e muito menos uma relação de causa e efeito. Um recente artigo, publicado na plataforma de pesquisa de acesso aberto SSRN, traz uma nova visão. Os autores aplicaram a metodologia  da McKinsey às empresas do índice S&P 500 e não encontraram uma ligação entre a diversidade racial e étnica e o desempenho financeiro. Um paperainda não revisto por pares mas que já está a dar que falar.

 

Mulheres que quebram barreiras

Elvira Dyangani Ose é a nova diretora do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba) e a primeira mulher a dirigir esta instituição desde a sua inauguração em 28 de novembro de 1995. Com experiências de trabalho nas Ilhas Canárias, Sevilha, Nova Iorque e Londres, dirige uma equipa maioritariamente formada por mulheres, a começar pela responsável pela coleção permanente, Antonia María Perelló.
Conheça esta natural de Córdoba de ascendência da Guiné Equatorial, descrita como empática e curiosa, que desde 2018 dirigia em Londres o The Showroom Gallery, conceituado centro de arte fundado em 1983, centrado em práticas colaborativas e na promoção de jovens artistas britânicos.

Erika James tornou-se, o ano passado, a primeira mulher reitora da prestigiada Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Agora ela consegue aquilo que classificou como uma “uma conquista marcante”: este ano, pela primeira vez, as mulheres superaram os homens como novos alunos do programa de MBA. Elas representam 52% das matrículas no primeiro ano, um aumento de 10% em relação a 2020. Nos seus 140 anos de história nunca a Wharton teve uma turma maioritariamente feminina.

Nia da Costa, realizadora de “Candyman” é, segundo a Universal Pictures, a primeira cineasta negra a ter um filme em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos. A receita de bilheteira no fim de semana de estreia foi de 22 milhões de dólares.

 

As entrevistas em direto continuam a fazer “vítimas”

Desta vez, foi a ministra do Desenvolvimento Social da Nova Zelândia que foi interrompida pelo filho durante uma entrevista a uma rádio. A meio da conversa, o filho de Carmel Sepuloni entrou na sala com uma cenoura de formas fálicas levando a mãe a entrar numa espécie de luta de crianças para retirar do ar o incómodo legume. O entrevistador acabou por interromper a entrevista com um ar entre o condescendente e o divertido e a ministra viu-se na obrigação de justificar o “incidente” no Twitter. Felizmente, que estes casos não têm acontecido apenas a mulheres e já eram anteriores aos confinamentos. Em 2017, a vítima foi o analista político Robert E Kelly, que a meio da sua primeira colaboração com a BBC, a propósito da Coreia do Sul, foi surpreendido com a entrada dos dois filhos na sala — mas a verdadeira estrela do video foi a sua mulher, que apareceu de rompante para retirar as crianças o mais rapidamente possível.

 

Como o feminismo se alimentou do vegetarianismo

> Quando as mulheres conseguiram o voto pela primeira vez em 1918, para comemorar a Women’s Freedom League realizou um jantar piscitariano. O cardápio incluía sopa de legumes (consomme julienne), pregado com batata nova e costeletas de lentilha com molho de tomate. Um número surpreendente de sufragistas britânicas eram vegetarianas, escreve a historiadora Leah Leneman citada pelo site de viagens Atlas Obscura num artigo que traça as pontes entre o vegetarianismo e o movimento pela igualdade entre homens e mulheres na sociedade britânica eduardiana do final do século XIX e início do século XX.
Em 1918, algumas mulheres britânicas — aquelas que tinham mais de
30 anos, possuíam propriedades e tinham um curso superior — conquistaram o direito de votar e de serem candidatas ao Parlamento. Foi uma vitória parcial que não deixou as sufragistas britânicas inteiramente satisfeitas: queriam o direito de voto para todos, não apenas os mais velhos e ricos. A sede desta nova campanha era num clube com um café vegetariano, que pertencia e era gerido por sufragistas da Women’s Freedom League: o Café Minerva, em Holborn, inaugurado em 1916. Os pratos eram vegetarianos e preparados sem gordura animal, e até as porcelanas tinham mensagens políticas, pois eram adornadas com o escudo WFL, onde se lia “Votos para mulheres”, ou um busto guerreiro de Minerva. Brilhando em ouro, verde e branco, as placas às vezes exibiam o lema da WFL também: “Ouse ser livre.”
No final da década de 1930, as instalações e a cozinha decaíram de qualidade e o Clube desocupou as instalações em 1959. Hoje ainda existe uma placa dedicada à WFL no local.

 

Quem não gosta de cartas de amor?

> As cartas de amor que trocou a namorada inspiraram Shaun Usher a colecionar e divulgar não apenas as suas, mas também as mais bonitas que encontrou ao longo da vida. Tem um blogue sobre o tema desde 2009, “Letters of Note”, que conta com 126 milhões de visitas, e já publicou 15 livros. No mais recente, Amor, divulga a carta que Mandela escreveu a Winnie quando ela foi presa durante 17 meses, e talvez a mais bonita carta de amor de sempre, a do físico Richard Feynman, um dos pais da bomba atómica e Prémio Nobel da Física, à sua mulher já falecida: “Mesmo morta, [você] é muito melhor do que qualquer outra pessoa viva”.

 

Work hard, play hard!

LIVRO

Alimente-se sem deixar pegada

Os autores deste livro defendem que uma alimentação saudável e amiga do ambiente não tem de ser aborrecida, e até pode ser estimulante e transformadora. Para nos ajudar a adotar uma alimentação mais equilibrada e a contribuir para uma produção alimentar mais sustentável e acessível, juntaram neste livro ciência, nutrição e culinária, sempre de forma original, prática e saborosa! Cláudia Cordovil é especialista em agricultura e ambiente, Teresa de Herédia é nutricionista e Diogo Noronha já passou por várias cozinhas em vários países. Compre aqui.

 

SERIE

O regresso de Monica Lewinsky

Já estreou a terceira temporada da série “American Crime Story”, do canal de televisão FX, dirigida por Ryan Murphy. Os novos episódios, que começam no dia 27 de setembro, serão focados no impeachment do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, na sequência da sua relação com a ex-estagiária da Casa Branca, e a própria Monica Lewisnky foi produtora da mini série (e graças a esse experiência assinou um acordo com a 20th Television, uma divisão da The Walt Disney Company, para produzir conteúdos para a plataforma). “Durante décadas, outras pessoas contaram a minha parte desta história. Na verdade, só há alguns anos é que fui capaz de recuperar a minha narrativa; quase 20 anos depois”, afirmou à Vanity Fair. 
Em 1998, a ex-estagiária de Bill Clinton afirmou: “Eu fui o Paciente Zero de perder a reputação pessoal em escala global quase que instantaneamente.” Hoje, o tipo de vergonha pública online que ela sofreu tornou-se constante — e pode tornar-se fatal. Numa palestra corajosa examina seriamente a cultura online de humilhação e pede mudanças: “A vergonha pública enquanto desporto sangrento tem de parar”. E deixa uma mensagem de esperança: “Qualquer pessoa que esteja a sofrer de vergonha e humilhação pública precisa saber uma coisa: consegue sobreviver a isso”. Reveja esta corajosa TED Talk de 2015 que já atingiu perto de 20 milhões de visualizações. Veja a talk aqui.

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