A notícia que ninguém esperava: o divórcio de Bill e Melinda Gates

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. Adoramos histórias de sucesso! Ellen Bennett trabalhava num restaurante quando a fraca qualidade das fardas que usava a despertou para um potencial negócio. Tinha apenas 24 anos, não percebia nada de tecidos nem de costura, mas isso não a impediu de avançar. Hoje tem um império, a Hedley & Bennett, que fabrica fardas coloridas, que celebridades como Martha Stewart, Jessica Alba ou Zoey Deschanel ajudaram a tornar famosas. Ellen Bennett acaba de lançar o livro Dream First, Details Later, onde partilha as lições que aprendeu desde que lançou a empresa em 2015. Uma das que mais enfatiza é a importância de não gastar além do que se tem, porque a má gestão dos fluxos de caixa é uma das principais razões pela qual as empresas falham. Recorda que é muito fácil recorrer ao crédito, mas garante que só compra o que é necessário ao seu negócio quando tem o dinheiro no banco. Este foi exatamente um dos conselhos que Virginia Abreu, CEO da Crispim Abreu, também empresária na área têxtil, partilhou connosco quando a entrevistámos para o livro O Sucesso Não Cai do Céu.

. Outra empreendedora que está a dar que falar é Kat Norton, conhecida como Miss Excel, que em fevereiro deste ano decidiu que estava a ganhar o suficiente para deixar o seu trabalho como consultora sénior na empresa de consultoria global Protiviti para se concentrar a tempo inteiro no seu negócio. Um dos seus vídeos mais populares no Instagram, com mais de um milhão de visualizações, mostra a jovem de 27 anos a dançar a música “Level Up” de Ciara, ensinando os espectadores a usar a função “left & find” para extrair os primeiros nomes de uma lista de pessoas e adicioná-los a uma folha de cálculo. É apenas um das centenas de vídeos onde  ensina os 400 mil seguidores no Instagram e no TikTok a usar o Excel, o software de cálculo da Microsoft. Durante os primeiros meses deste ano, Kat Norton arrecadou mais de 80 mil dólares de receita das aulas na plataforma educacional Thinkific, de acordo a Business Insider. Isso coloca-a no caminho para ganhar mais de seis dígitos este ano, especialmente porque também dá palestras para empresas e escolas, como o Instituto de Tecnologia de Nova Iorque, que a contratou para falar com seus alunos.

MacKenzie Scott tem dado que falar pela sua generosidade, que segundo o The New York Times já excedeu os 6 mil milhões de dólares em doações. Rob Reich, professor de Ciência Política na Universidade de Stanford e especialista em filantropia, destaca, porém, que apesar das suas doações em 2020 terem sido 15 vezes maiores do que as das maiores fundações norte-americanas (a Ford Foundation, por exemplo, doou 350 milhões…) pouco se sabe sobre este lado filantrópico da ex-mulher de Jeff Bezos. Aliás, o papel das mulheres na filantropia sempre foi mais ou menos invisível. Este artigo do The Conversation aponta várias razões para isso, e nenhuma delas é a falta de mulheres generosas, pois já na Renascença elas existiam. Uma das razões mais frequentemente apontada é o receio do poder de emancipação que a filantropia lhes poderia dar. Felizmente, que hoje há cada vez mais mulheres a fazê-lo e com visibilidade — desde aquelas que herdaram fortunas, como Liliane Bettencourt (L’Oréal) e Alice Walton (Walmart), até aquelas que construíram a sua própria riqueza, como Sheryl Sandberg (COO do facebook), Oprah Winfrey (apresentadora e produtora) e Sara Blakely (fundadora da Spanx).

. E por falar em filantropia, a notícia do divórcio de Bill e Melinda Gates caiu que nem uma bomba nesta segunda-feira ao final do dia. Depois do divórcio de Jeff Bezos e MacKenzie Scott este é o divórcio mais caro da História, uma vez que o fundador da Microsoft é o quarto homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em mais de 130 mil milhões de dólares. Com a agravante de se desconhecer ainda que parte da fortuna entrará no acordo, uma vez que o casal Gates sempre disse que grande parte da sua fortuna seria doada à Fundação Bill e Melinda Gates. No comunicado que Bill Gates partilhou no Twitter garante que vão continuar a trabalhar juntos na Fundaçãoe isso para já é uma excelente notícia, uma vez que a Fundação, fundada em 2000, tem feito um trabalho notável em variadíssimas áreas — não só em cuidar e proteger os mais carenciados, como também em financiar inúmeros projetos que ajudem a atenuar e combater os efeitos do aquecimento global. Recorde-se que além do seu papel fundamental na Fundação, Melinda tem sido uma forte defensora do poder das mulheres. “O mundo está finalmente a acordar para o facto de que ninguém pode andar para a frente quando metade de nós é deixada para trás. Os dados são claros: dar mais poder às mulheres transforma as sociedades”, esta é uma das suas poderosas afirmações. Estamos certas de que Melinda vai continuar a usar o seu imenso talento e poder para deixar um mundo melhor.

. “Não é verdade que a violência e o domínio masculino façam parte da natureza humana”, defendeu no El Pais a austríaca Riane Eisler. Nesta entrevista da socióloga e escritora de 85 anos, que é autora do livro The Chalice and the Blade, considerado por muitos antropólogos como um dos mais importantes desde A Origem das Espécies, de Charles Darwin, defende que durante milhares de anos as comunidades não estiveram dominadas pelos homens, nem eram violentas nem hierárquicas. Pelo contrário, a humanidade viveu em paz, equidade e prosperidade. Usando a evidência científica de que os recetores mentais do prazer se ativam mais quando colaboramos e cuidamos do que quando competimos e dominamos, deixa a pista de que os homens devem ter mais oportunidades de exercitar essas funções para que a mudança se comece a processar.

. Um novo relatório da Oxfam International mostra o surpreendente número da quebra de rendimento que as mulheres tiveram na pandemia: pelo menos 800 mil milhões de dólares, o que equivale ao PIB combinado de 98 países. A organização que luta contra a pobreza afirma que esta é uma “estimativa conservadora”, uma vez que não reflete os salários perdidos pelas mulheres na economia informal.

We are witnessing a crime against humanity’: Arundhati Roy on India’s Covid catastrophe” é um texto longo mas que vale a pena. A escritora indiana autora de O Deus das Pequenas Coisas, não mede as palavras ao acusar o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o seu partido Bharatiya Janata Party, que continuam a negar a gravidade da situação pela qual são responsáveis. No seu estilo incisivo, a galardoada com o Booker Prize escreve no The Guardian um texto que reflete a dor e a raiva que o povo indiano está a sofrer. Entre histórias pessoais, a sua narrativa leva-nos a compreender como a política e a pandemia criaram um desastre na Índia, que qualifica como crime contra a humanidade.

 

A (esquecida) saúde da mulher

Porque é que a endometriose, doença que afeta uma em cada dez mulheres, foi durante tanto tempo ignorada pela ciência e pela medicina? Há três razões: a doença não mata, afeta mulheres (e não homens) e tem que ver com problemas menstruais, tema ainda frequentemente considerado tabu. Como bioengenheira, Linda Griffith, diretora do MIT Center for Gynepathology Research, que no passado fez crescer uma orelha humana nas costas de um ratinho de laboratório, está a tentar reformular a endometriose como uma chave para desvendar alguns dos maiores segredos da biologia. Uma reportagem do The New York Times.

 

Curiosidades sobre a matriz 2X2

Estrela, ponto de interrogação, vaca leiteira ou cão — quem não conhece a matriz BCG, desenvolvida pelo Boston Consulting Group em 1968, que chegou a ser usada por metade das empresas da Fortune 500 como um modelo de análise para decidir onde investir? Em 2011, a Harvard Business Review colocou-a no topo da sua compilação de “The Charts that Changed the World”. A matriz BCG é das mais famosas matrizes 2×2, analisada na Quartz Weekly Obsession, um e-mail interactivo que nos traz muita informação útil e curiosa sobre um tema inesperado. Neste guia para principiantes, percebemos como esta caixa de quatro quadrantes foi usada para analisar tudo, desde a prioridade das tarefas (urgente vs. importante) ao potencial das empresas (crescimento vs. quota de mercado) até aos bens essenciais numa pandemia. Por exemplo, sabia que a sua história remonta a 250 a.C e ao diretor da antiga Biblioteca de Alexandria?

 

Work hard, play hard!

O FILME INESPERADO

“O Ídolo”, o primeiro filme de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa foi poeta, filósofo, dramaturgo, publicitário, astrólogo e crítico literário. O que poucos sabem é que foi também argumentista. O realizador e argumentista Pedro Varela e a Agência Uzina juntaram-se à Samsung, para dar vida a um argumento escrito há quase cem anos: “Note for a thriller, or film”, filmado através do sistema de câmaras do Galaxy S21 Ultra 5G. Assim nasceu “O Ídolo”, uma história onde intriga, mistério e suspense se cruzam com a disputa por um objeto precioso a bordo de um navio transatlântico. A curta-metragem de 20 minutos é o primeiro filme produzido a partir de um argumento de Fernando Pessoa, a chegar aos ecrãs. O filme estreia no próximo dia 12 de maio a partir da página da campanha.

 

ARTE E UTILIDADE

Classic Meets Plastic, by Habitat Improver

“Classic Meets Plastic” restyled by Habitat Improver é uma antiga cómoda de madeira com folha de prata e acabamento a verniz mate. Vidro acrílico branco no tampo e frente das gavetas, tachas em acrílico branco formando desenho geométrico nas laterais. Interiores das gavetas forrados a papel veludo cinzento. Novos puxadores feitos à medida em madeira com folha de prata e tachas em acrílico branco.Todo o trabalho foi executado manualmente. Esta é uma das peças de que mais gostamos do atelier Habitat Improver — Furniture Restyle and Applied Arts, da arquitecta Joana Diogo, que mistura e atualiza, de modo inovador, diferentes materiais e técnicas decorativas. As antigas e tradicionais artes decorativas exclusivamente manuais renascem e são aplicadas em peças de mobiliário e outras estruturas, adaptando-as a novos usos e ambientes. A sua versatilidade e abordagem visual ecléctica permitem ao atelier trabalhar com designers de interiores nacionais e internacionais, clientes particulares e, também, produzir peças one-of-a-kind para venda em lojas seleccionadas e online. Compre aqui.

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