Catherine Wood, a estrela das Finanças que acredita em Deus

 

A ler na Executiva

Formadoras certificadas pelo Search Inside Yourself Leadership Institute proporcionam à comunidade Executiva a oportunidade de fazer este programa desenvolvido na Google, que faz a ponte entre práticas de mindfulness e a neurociência moderna para mudar muitas vidas. Saiba mais na Executiva.

 

A ler na web

Meng Wanzhou, a icónica “princesa da Huawei”

Até ser detida no aeroporto de Vancouver em dezembro de 2018, Meng Wanzhou não era um nome familiar. Mas a executiva de 49 anos, vice-presidente do conselho de administração da poderosa gigante chinesa da tecnologia Huawei, fundada por seu pai, Ren Zhengfei, tornou-se agora no rosto de uma disputa trilateral de alto risco entre a China, o Canadá e os Estados Unidos.
Após meses de discussões legais sobre se deveria ser extraditada para os Estados Unidos para enfrentar acusações de fraude, o caso de Meng Wanzhou em Vancouver, no Canadá, foi encerrado, mas o veredicto ainda levará meses para ser conhecido.
O diferendo é complicado e fez com que as relações da China com os Estados Unidos e Canadá aquecessem com acusações de prisões políticas e “diplomacia de reféns”, e o aumento da retórica nacionalista tanto da China quanto dos EUA. Tal como a Huawei, a ascensão de Meng Wanzhou à proeminência nos negócios globais de telecomunicações também é uma história da longa busca da China por “riqueza e poder”. Ela é objeto de imenso orgulho nacional: uma mulher chinesa com poder num clube dominado por homens da elite empresarial global. Os media estatais chama-lhe a “princesa da Huawei” e fazem campanha pela sua libertação, retratando-a como refém dos dois governos norte-americanos.

 

Catherine Wood, a estrela das finanças que acredita em Deus

A fundadora da bem-sucedida empresa Ark Invest, com fundos que investem em Tesla ou robótica, é uma mulher profundamente religiosa. Ela é o alvo de investidores, gestores e jornalistas económicos que há meses elogiam o seu faro financeiro, embora alguns apontem a “bolha” da bolsa que originou o seu sucesso. Mas é inquestionável que Catherine Wood, nascida em Los Angeles em 1955, é o mais recente fenómeno de Wall Street, o que equivale a dizer do universo financeiro. Razões? Tendo conseguido que a empresa que lançou em 2014, a Ark Invest (com fundos que investem em carros Tesla, robótica, cibersegurança ou satélites), vai num ano passar de 3 mil milhões de euros para mais de 50 mil milhões de euros de ativos sob gestão. Um aumento espetacular que, segundo ela, demonstra que os especialistas e aqueles que gerem ativos “careciam de inovação nos seus portfólios”. O seu sucesso deu-lhe o estatuto de estrela dos media, a ponto de ter uma linha de roupa com a cara estampada com o slogan “Invista com convicção”, cujos lucros vão, claro, para entidades beneficentes.

 

Primeiro unicórnio americano dedicado às mulheres e à saúde da família

Depois de mais 110 milhões de dólares conseguidos numa ronda de financiamento Serie D, a Maven Clinic anunciou que passou a estar avaliada em mais de mil milhões de dólares. Esta é mais uma vitória para a sua fundadora e CEO, Kate Ryder, que apostou na fertilidade e na saúde da família para criar uma empresa. Os planos de saúde da Maven Clinic abarcam desde os tratamentos de fertilidade aos cuidados pediátricos e entre os seus clientes contam-se várias empresas da Fortune 500, como a Microsoft e a L’Oréal, por exemplo. Em entrevista, Kate Ryder explica como tem atraído a atenção dos investidores e o impacto da Covid no seu negócio.

 

O julgamento da “sucessora de Steve Jobs”

Em 2013 Elizabeth Holmes tornava-se notícia por boas razões, afirmava ter uma tecnologia capaz de revolucionar as análises ao sangue, porém volta a estar nas primeiras páginas dos jornais pelo início do seu julgamento. O seu sucesso foi imediato — inteligente, boa comunicadora, assumidamente admiradora de Steve Jobs e o facto de ter sido a primeira empreendedora a tornar-se milionária nos Estados Unidos ajudaram a construir uma personagem muito apelativa para os media —, mas em apenas dois anos começava a ser questionado por vários artigos na imprensa, alegando que os testes feitos pela sua Theranos não eram fidedignos, e em 2018 deixou a liderança da empresa e pagou uma multa de 500 mil dólares à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos por uma “elaborada e longa fraude”. Conheça toda a história desta mulher que foi um símbolo do empreendedorismo feminino antes de se transformar num caso de polícia por alegadamente ter tentado enganar pacientes e investidores. Hoje, algumas mulheres afirmam que o desaire de Holmes veio afetar negativamente a sua credibilidade como empreendedoras, algo que não deveria acontecer, pois o fracasso e a mentira nos negócios não têm género.

 

Mulheres na História

>  Josephine Baker vai tornar-se na primeira mulher negra e a primeira artista a receber uma das maiores honras em França, ser sepultada no Panteão de Paris, em cerimónia promovida pelo presidente francês Emmanuel Macron no próximo dia 30 de novembro. Nascida nos Estados Unidos, tornou-se cidadã francesa após o seu casamento com o industrial Jean Lion, em 1937. A cantora e bailarina é uma heroína da Segunda Guerra Mundial em França. Morreu em 1975 e foi sepultada no Mónaco vestida com um uniforme militar francês com as medalhas que recebeu pelo seu papel na Resistência Francesa, passando informações de oficiais alemães que conheceu em festas e levando para Inglaterra e outros países mensagens escondidas na roupa interior, usando o seu estatuto de estrela para justificar as viagens.
Josephine Baker será a quinta mulher a ser homenageada no Panteão, monumento de Paris, que abriga os restos mortais do filósofo francês Voltaire, do escritor Victor Hugo e de outros ilustres franceses. As outras mulheres que ali se encontram sepultadas são Simone Veil, as mulheres que lutaram com a Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial — Germaine Tillion e Genevieve de Gaulle-Anthonioz — e a laureada com o prémio Nobel da Química Marie Curie.

 

> A revolucionária rainha afegã. Numa altura em que os talibãs voltam a tomar as rédeas do Afeganistão, instalando a brutal ditadura baseada na sharia ( “lei islâmica” numa interpretação extremista, que limita drasticamente a intervenção das mulheres na vida pública e violando severamente os seus mais elementares direitos), vale a pena ler o perfil de Soraya Tarzi, a rainha revolucionária do Afeganistão que lutou pelos direitos das mulheres na década de 1920,  defendendo a educação das mulheres e o direito de não usar véu e lutando contra a poligamia. Pelo seu compromisso com a modernização da sociedade afegã, a revista Time incluiu-a  entre as 100 mulheres mais influentes do século XX.
Num país de costumes ancestrais e moral ultraconservadora, Soraya Tarzi fundou a primeira revista feminina do Afeganistão e criou a primeira escola para meninas em Cabul — e deu o exemplo, pois as suas próprias filhas receberam educação.
“Eu sou o rei deles, mas o Ministro da Educação é a minha esposa, a sua rainha”, costumava dizer Amanullah Khan, rei do Afeganistão, que deteve o poder no país entre 1919 e 1929.  Quando Amanullah assumiu o poder, a sua esposa foi a primeira consorte a aparecer em público ao lado do marido e o casal real tornou-se um exemplo de monogamia. O casal fez também campanha contra a obrigatoriedade do véu e da poligamia. Após um dos discursos do marido, Soraya tirou o véu em público, gesto que outras mulheres depois dela seguiram. Soraya morreu em 1968, exilada em Itália, mas mais tarde foi homenageada com um funeral oficial no seu país natal.

 

Work hard, play hard!

LIVRO

A melhor metade da Humanidade

Eis alguns factos: as mulheres vivem mais tempo do que os homens, têm um sistema imunitário mais forte, têm menos probabilidade de sofrer de uma deficiência de desenvolvimento e mais probabilidade de ver o mundo numa gama mais ampla de cores e, no geral, são melhores a combater o cancro. As mulheres são simplesmente mais fortes que os homens em todas as fases da vida. Mas porquê? E porque nos é ensinado o contrário?
Segundo Shäron Moalem, galardoado cientista, médico e escritor de best-sellers do The New York Times, a resposta reside na nossa genética: dois cromossomas X proporcionam uma poderosa vantagem de sobrevivência. Em A Melhor Metade o autor apresenta uma análise científica profunda, mas extremamente acessível, e uma argumentação consistente para explicar a resiliência observada nas mulheres. Revolucionário mas absolutamente convincente, este livro faz-nos ver a humanidade e a sobrevivência da nossa espécie sob um novo prisma. Já nas livrarias. Compre aqui.

 

PODCAST

Ouça o obituário da “mulher selvagem”

Louisette Texier, a quem os filhos chamavam a ‘mulher selvagem’, passou por um orfanato, um cabaré e os circuitos de alta velocidade. Os 108 anos (1913-2021) de Arpiné Hovanessian, nome com que nasceu, foram muito preenchidos: escapou por um triz ao sangrento genocídio do povo Arménio, que vitimou cerca de 1 milhão de pessoas como o seu pai, que foi enforcado quando Louisette tinha 2 anos. Depois de uma infância atribulada, casou, teve dois filhos e dedicou-se às corridas de automóveis, onde teve uma carreira longa e bem-aventurada. Conheça a incrível história desta mulher que faleceu no dia 20 de julho, no podcast de António Araújo, no Expresso. Ouça aqui.

 

 

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