Alunas da Nova criam Nova Women in Business Club

Foi com orgulho que a Executiva recebeu o convite para moderar o debate “Será que as mulheres disputam lugares de liderança?”, a primeira iniciativa promovida pelo recém criado Nova Women in Business Club. Carolina Carvalheira e Rita Pereira, alunas do 2.º ano da licenciatura de Economia da Nova School of Business and Economics, são as fundadoras “do primeiro clube de mulheres de negócios no mundo universitário português”.

Nova Women in Business Club

As fundadoras do WiB estão a recrutar mais membros, e os rapazes também são bem vindos.

Numa fase da vida em que os estudos e os amigos ocupam a maior parte do tempo de quem está no ensino superior, não foi fácil para as duas jovens assumirem esta responsabilidade. Mas sentiram que é necessário trazer o tema da igualdade de oportunidades entre géneros para a universidade, onde ele não tem o mesmo eco que tem conseguido no mundo corporativo e na sociedade em geral. “Pretendemos despertar consciências para esta temática e promover o papel das mulheres nas mais diversas áreas dos negócios”, explicam.

Nova Women in Business Club

As convidadas rodeadas pelas fundadoras do clube e por dois elementos que já aderiram à causa.

A primeira iniciativa aconteceu no Dia Internacional da Mulher e juntou quatro mulheres à volta do tema “Será que as mulheres disputam lugares de liderança?”. As convidadas foram Carmen Pignatelli, que foi por duas vezes secretária de Estado Adjunta e da Saúde e faz parte dos quadros dos CTT, Joana Freixa, do Boston Consulting Group, Rita Gonçalves, da McKinsey, e Ana Sanches, da EDP, que trouxeram a sua experiência para o debate moderado pela Executiva.

Durante quase uma hora e meia as convidadas partilharam os principais desafios que têm enfrentado nas suas carreiras, revelaram o que estão as empresas a fazer para captar e reter o talento feminino, alertaram para o facto de haver cada vez mais homens a procurarem também o equilíbrio entre carreira e vida pessoal e de como isso pode ajudar a progressão profissional das mulheres, e deixaram alguns conselhos à assistência que seguiu o debate com interesse.

Este final de tarde encheu-me de esperança por três razões:

. Rita Gonçalves está na McKinsey desde 2008 e prepara-se para ter o terceiro filho e Joana Freixas, que está no Boston Consulting Group, não acha que seja necessário deixar a consultora quando quiser constituir família. Até há poucos anos, a consultoria e a maternidade eram quase inconciliáveis.

. Duas alunas perceberam logo do 2.º ano do curso que no mundo corporativo a igualdade de oportunidades entre géneros não se faz apenas com base no mérito e por isso é necessário começar a preparar as jovens para singrarem nessa realidade.

. O anfiteatro estava cheio de raparigas, mas também de rapazes, que não se inibiram de dar opiniões, de questionar e de, no caso do sexo masculino, defender que os homens também querem participar mais ativamente na educação e na vida dos filhos e que é preciso que as empresas compreendam isso.

Estes são três sinais de que a nova geração vai forçar a mudança – as mulheres vão disputar mais os lugares de liderança e os homens vão exigir ter mais tempo para a família. Muitos parabéns ao Nova Woman in Business Club por querer acelerar esta mudança.

Será que as mulheres disputam lugares de liderança?

A prova de que os homens já não estão alheados da questão da igualdade de oportunidades.