Superconsumidores

Superalimentos para uma boa saúde

Superalimentos para uma boa saúde

As marcas devem procurar diferenciar-se em permanência para subsistirem no longo prazo. É a essência de quem quer trilhar o sucesso e marcar uma posição distintiva face à concorrência.

Um olhar atento ao mercado da oferta alimentar, permite concluir que tem sido particularmente prodigioso na sua capacidade de inovar, melhorar, “educar” e transformar o comportamento dos consumidores. É um cluster que vê uma agro-indústria a prosperar, os serviços de aconselhamento alimentar a crescer exponencialmente, e que percorre toda a sua cadeia de valor com o aparecimento de nichos de mercado que respondem por mais saúde e performance pessoal (mais energia, mais longevidade, menos toxicidade, etc…)

Os consumidores querem promessas de “felicidade” e “perfeição”.

Nesta sempre imperfeita cadeia alimentar onde vários produtos ora são desaconselhados para logo depois passarem a ser os mais apropriados, várias foram as categorias de produtos que foram sofrendo com a ditadura do consumidor, dos ovos aos hidratos, da carne vermelha à processada e muito recentemente, do glúten à lactose.

A Telepizza vende pizzas sem glúten, a Mimosa tem iogurtes sem lactose, a McDonalds introduziu saladas, frutas e sopas, surgem hambúrgueres vegetarianos de tofu, seitan, grão e batata, etc… Os indefectíveis tradicionalistas não ficam esquecidos, pois também podemos encontrar pizzas à brás ou com farinheira.

E isto enquanto se foram criando novos conceitos: do light ao zero, dos “frutos vermelhos” a todos os combinados “detox”, seja em formato gel, chás, barras, bagas ou sementes.

Agora chegou a vez dos “Superalimentos”, a merecerem honras de capa da última edição da revista National Geographic. Se chia, quinoa, linhaça, goji passaram a fazer parte do léxico do consumidor “saudável”, agora iremos adicionar camu-camu, maca, etc…

Assim, as marcas e as cadeias alimentares de retalho parecem conhecer bem o caminho a trilhar. Mais do que vender produtos, prometem intangíveis que vão desde o bem-estar, ao equilíbrio entre corpo, mente e espírito. E os “Superconsumidores” aderem entusiasticamente: as vendas demonstram um crescimento fora do comum nas lojas especializadas e gourmet, nas grandes e médias superfícies e inclusivamente, nas farmácias.

O World Economic Forum, que se realizou o mês passado em Davos, na Suíça, e que debateu temas sob o desígnio “What If?” tentou precisamente encontrar respostas para a questão “E se em 2100 estivermos vivos?” Que contributos de todos os níveis poderemos conhecer para gerar uma vida longa e saudável?

É neste sentido que o setor alimentar e tantos outros devem continuar a inovar, diferenciar e procurar a perfeição, porque os consumidores serão cada vez mais informados e selectivos.

Livro Recomendado

Difference – Bernardette Jiwa