Margarida Menezes: de babysitter a CEO da Baby Sisters

Margarida Menezes identificou uma oportunidade de mercado numa área que conhecia muito bem e daí até se lançar como empreendedora foi um pequeno passo. Seis anos depois, a sua Baby Sisters já é uma referência no mercado e a empreendedora prepara passos mais arrojados.

Margarida Menezes é CEO da Baby Sisters.

O negócio de Margarida Menezes nasceu quando tinha 19 anos e ainda era estudante de Engenharia e Gestão Industrial. A sua experiência como babysitter permitiu-lhe identificar algumas lacunas nesta área e perceber que era capaz de lhes dar resposta. A participação em alguns programas de empreendedorismo ajudou-a a estruturar o negócio e hoje a Baby Sister já é a empresa de cuidados infantis exclusiva da maioria dos hotéis de 5 estrelas em Portugal e tem cobertura em Portugal continental. Recentemente, Margarida Menezes lançou a Toma Conta, que oferece serviços de dog walking, limpezas domésticas e apoio a idosos. E é com estas oferta cada vez mais diversificada que começa agora a seduzir as empresas para as vantagens de oferecer este serviço aos colaboradores, “com uma forma mais próxima e humanizada de os apoiar e com resultados positivos na organização”.

A propósito do Dia dos Namorados, a Baby Sisters lançou a campanha “Os colaboradores também namoram” com a qual desafiou as empresas a oferecer aos colaboradores três horas de babysitting em casa, para que estes pudessem “namorar” no dia 14 de Fevereiro. Mas a Baby Sisters e a Toma Conta, disponibilizam outras soluções que podem ser adotadas como benefícios sociais para colaboradores em forma de bancos de horas de serviços ou plafonds de crédito para os vários serviços que disponibilizam.

 

Como surgiu a ideia?

Surgiu quando eu tinha 19 anos e estava na faculdade a tirar o curso em Engenharia e Gestão Industrial. Desde adolescente que sempre fiz babysitting, a família e a conhecidos, para ter algum pocket moneyTinha muitas amigas que também faziam babysitting e por isso decidi juntar um grupo de 15 amigas e criei uma página de Facebook e um site no wix. Divulguei entre amigos e conhecidos e teve bastante sucesso. Este foi o início da Baby Sisters. 

Como montou o negócio?

Na altura tivemos presentes em alguns programas de empreendorismo o que nos permitiu estruturar a ideia de negócio, onde nos podíamos diferenciar e no go-to market. Inclusive recebemos alguns prémios. Ganhámos a final da Junior Achievement e fomos representar Portugal a Riga. Fomos também uma das empresas finalistas no programa European Innovation Academy, um dos melhores programas de empreendorismo, a nível mundial, com estudantes e mentores das melhores faculdades e empresas como a Berkley, Google e Airbnb.

Percebi que havia um grande gap de mercado. As empresas de babysitting eram muito informais, não tinham seguros e não eram profissionais para que os hotéis e empresas pudessem confiar. Então foi este o nosso caminho. Tínhamos já a experiência de lidar com os clientes, de saber quais as suas necessidades e preocupações, e abordámos os hotéis com a nossa proposta de valor. Tivemos bastante sucesso. Ainda mantemos clientes que angariámos nessa altura. Com isto, os hotéis começaram a pedir-nos não só serviços de babysitting como serviços de animação, para complementar a sua oferta. Hoje somos uma empresa de cuidados infantis, que vai ao encontro de todas as necessidades das famílias.

De que conquistas mais se orgulha?

Sermos a empresa de cuidados infantis exclusiva da maioria dos hóteis de 5 estrelas em Portugal, sermos a empresa de referência de cuidados infantis em Portugal, sermos a empresa desta área exclusiva da maioria dos hotéis de 5 estrelas em Portugal, sermos a única com cobertura geográfica em Portugal continental e termos desenvolvido (e estarmos quase a lançar) a web app que irá selecionar a melhor babysitter para cada família

Quais os principais desafios deste negócio?

Contratar pessoas de alta performance, a standardização dos processos para que o mesmo cliente tenha a mesma experiência com babysitters diferentes e que os clientes valorizarem o papel de uma babysitter/nanny. A maioria das pessoas recorre a familiares, ou até mesmo a empregadas domésticas, para este trabalho. É muito diferente ter alguém qualificado presente na educação dos filhos, para que as crianças tenham um bom desenvolvimento durante a infância, para que se tornem adultos extraordinários no futuro

Quais os planos para o futuro?

Neste momento sentimos que o nosso propósito pode ir além de ajudar as famílias. Queremos ajudar as empresas para que estas se tornem locais atrativos onde os colaboradores se sintam felizes a trabalhar. Desta forma as empresas conseguem reter e atrair mais talento tornando-se mais produtivas. Assim nasce o apoio social ao colaborador. Apoio social em forma de benefício que as empresas oferecem aos seus colaboradores e respetivos descendentes. Já temos bastante empresas interessadas e acreditamos que este será o nosso próximo passo. 

 

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