Lançado no Brasil Índice de Transparência Activa

Para as organizações, tanto públicas quanto privadas, ser transparente é pré-requisito de governança e fator relevante para o sucesso e perenidade das operações. Para o cumprimento desta exigência permanente tornou-se fundamental uma ferramenta inteligente, capaz de aferir o nível de transparência percebida de uma organização.

 Surgiu, assim, o Índice de Transparência Activa, desenvolvido pelo Observatório da Comunicação Institucional (OCI). A ferramenta inova em caráter global, a partir do Brasil, mostrando com números as consequências de decisões operacionais no nível de diálogo das organizações com a sociedade. O índice permite complementar as demonstrações financeiras e relatórios de administração, considerando que quase todas as empresas que se dizem transparentes, não o são de facto.

 A busca por mais transparência passa por uma Auditoria Funcional da Comunicação, verificação in loco de 210 quesitos operacionais, os quais englobam, entre outros fatores, a imagem de marca, o relacionamento com as comunidades envolventes, a política de patrocínios ou participação em eventos, a gestão de crises de imagem pública e até procedimentos de compliance.

“Analisamos profundamente cinco grandes grupos de procura comuns a toda organização, a partir de um trabalho de ausculta direta de colaboradores, observação no chão-da-fábrica, nos pontos-de-venda e até junto à opinião pública – uma vez que alguns quesitos são alvo de pesquisa de opinião. Com isso, é possível uma visão ampla e transdisciplinar dos negócios em cinco instâncias: Reconhecimento social, Relacionamento com stakeholders, Relevância no segmento de mercado, Gestão de reputação e Resiliência Administrativa”, explica o pesquisador-líder Manoel Marcondes Machado Neto, professor associado da UERJ e cofundador do OCI, entidade parceira da Executiva.pt.

Como funcionam a Auditoria Funcional da Comunicação e o  Índice de Transparência Ativa?

Os 210 quesitos avaliados pelo auditor são processados por um aplicativo que calcula um score total para cada instância – de zero a 100 pontos. O algoritmo faz o cálculo do status das cinco instâncias, resultando num score geral – também numa escala de zero a 100 pontos. Os quesitos considerados “não-aplicáveis” – tais como uniformes numa empresa que não têm contato com o seu público final, por exemplo -, não pesarão na avaliação. Se o score geral estiver entre 90 e 100 pontos, a organização é considerada “transparente” e certificada pelo Observatório da Comunicação Institucional (OCI). Se o valor aferido for abaixo de 90 pontos, a organização receberá um relatório para melhorias em cada uma das instâncias examinadas.

O conceito de transparência ativa proposto não substitui nem se sobrepõe às concepções consagradas de transparência advindas do enquadramento legal, cedos regulamentos do mercado acionário e financeiro, como o da Lei Sarbanes-Oxley e suas adaptações nos diversos países. A contribuição trazida por este novo enfoque agrega o papel da comunicação – reconhecidamente cada vez mais relevante na governança corporativa – adicionada às disciplinas do Direito e da Contabilidade, visando um mais alto grau de responsabilidade pública (accountability) e de resposta social (responsiveness) por parte das organizações.

Fruto de um trabalho de pesquisa e desenvolvimento de sistemas iniciado em 2013 pelo OCI, a Auditoria Funcional da Comunicação já está disponível para aplicação através dos seguintes associados e parceiros: Mediterrânea Propaganda e Conceito Comunicação Integrada.
Centrais de atendimento: São Paulo: (11) 3596-6656 / Rio de Janeiro: (21) 2507-6167.