Licenciada em Biologia Marinha e Biotecnologia, Rita Alves completou a sua formação com um mestrado em Ecologia, Biodiversidade e Gestão de Ecosistemas. Iniciou a sua carreira como técnica de aquicultura e desde 2008 que trabalha no Oceanário de Lisboa, onde é supervisora na Direção de Engenharia e Projetos.
Qual foi o seu percurso até chegar ao cargo que agora ocupa?
Após terminar o curso de Biologia Marinha e Biotecnologia não consegui logo trabalho na área mas mantive o foco na procura de uma posição onde pudesse contribuir para o âmbito dos oceanos e tecnologias associadas. Apostei em empresas e instituições com ambição de crescimento no setor, mas como precisava de trabalhar aceitei uma posição num hotel, onde desempenhei funções de atendimento ao cliente e de gestão de operações do alojamento.
Em dezembro de 2007 fui a uma entrevista ao Oceanário de Lisboa para uma posição no Departamento de Engenharia. Procuravam um candidato com formação em Biologia para o cargo. Em janeiro de 2008 comecei a trabalhar na SIEOCEAN, um Agrupamento Complementar de Empresas – Siemens e Oceanário de Lisboa. Foi um desafio enorme e apaixonante! Aliar a biologia à engenharia, aprender uma série de competências que não fazem parte da minha formação académica de base e integrar uma equipa multidisciplinar como a do Oceanário, foi muito bom.
Entre 2008 e 2012 realizei a operação e manutenção dos sistemas de suporte de vida dos aquários, garantindo o conforto ambiental para os visitantes e assegurando o bem-estar de mais de 7.000 organismos vivos. Em 2012 e durante quatro anos, passei a supervisionar a equipa de condução e operação da instalação. E em junho de 2016 passei a ser colaboradora do Oceanário de Lisboa como supervisora da Direção de Engenharia e Projetos.
Em que consiste a sua função atual?
A minha função consiste em gerir a equipa de condução e operação da instalação, assegurando o perfeito funcionamento de todos os sistemas de suporte de vida dos animais marinhos e o conforto térmico de colaboradores e dos visitantes, mais de um milhão todos os anos.
Qual o maior desafio profissional que enfrentou?
Trabalhar com vida marinha, recriando as condições do oceano faz com que todos os dias sejam desafiantes. Mas posso dizer que a passagem para a supervisão da área foi realmente uma grande responsabilidade pela confiança que depositaram em mim, um verdadeiro desafio.
O que lhe pode tirar o sono na sua função?
Se estivermos com algum problema em algum sistema que possa prejudicar os animais de alguma forma… isso põe-me em estado de alerta!
Assista à Conferência Mulheres na Tecnologia que se realiza no dia 27 de abril, entre as 9h30 e as 13h, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, com o patrocínio da Accenture e da Nova Information, e apoio da Siemens. Compre a sua entrada aqui.
PROGRAMA
9h30 – Boas vindas
Isabel Canha, diretora da Executiva
Miguel de Castro Neto, subdiretor da NOVA IMS
9h45 – Mesa redonda: Ter mais mulheres no topo
Paula Panarra, CEO Microsoft
Gonçalo Marques Oliveira, CIO Galp Energia
Fernanda Barata de Carvalho, diretora de Recursos Humanos Accenture
Joana Garoupa, diretora de Comunicação e Marketing Siemens
Teresa Morais, embaixadora Chicas Poderosas Portugal
Eugénio Baptista, diretor central de Sistemas de informação CGD
11h – Coffee break
11h15 – Mesa redonda: Inspirar as novas gerações
Ana Maria Evans, investigadora FCT, Nova Information Management School
Cristina Fonseca, co-fundadora Talkdesk
Manuela Coutinho, Responsável do Centro de Supervisão e Gestão de Redes PT
Anabela Peixoto, responsável pelo Departamento de Materiais Isolantes EDP Labelec
Rita Alves, Supervisora da Direção de Engenharia e Projetos Oceanário de Lisboa
Inês Carvalho, programadora Aptoide
12h15 – key note speaker: A diversidade é um facto, a inclusão é uma decisão
Pedro Pina, global client partner Google