Onda laranja contra a violência

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, as Nações Unidas desafiam a participar numa onda de solidariedade laranja para sensibilizar para um problema que, em pleno século XXI, já tocou uma em cada três mulheres.

Foi em 1999 que as Nações Unidas designaram oficialmente o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Em 2015, pedem para “colorir” de laranja edifícios, ruas, praças e todos os espaços que possam chamar a atenção para este flagelo. Entre 25 de novembro e 10 de dezembro todos estamos desafiados a promover iniciativas de sensibilização para prevenir e acabar de vez com a violência contra mulheres e meninas em todo o mundo http://endviolence.un.org.

As estatísticas são ainda assustadoras. Segundo as Nações Unidas, uma em cada três mulheres por todo o mundo já sofreram algum tipo de violência física, na grande maioria das vezes infligida pelo parceiro. Estima-se que 133 milhões de mulheres e meninas tenham sofrido alguma forma de mutilação genital nos 29 países de África e do Médio Oriente onde esta prática é mais comum. Metade dos crimes sexuais são cometidos contra meninas com menos de 16 anos. E mais de 600 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica ainda não é considerada crime.

As Nações Unidas alertam: os custos e as consequências da violência contra mulheres persistem durante muitas gerações. Em todo o mundo, mais de 700 milhões de mulheres atualmente vivas casaram em crianças, 250 milhões das quais antes dos 15 anos. As meninas que casam antes dos 18 anos têm menos probabilidades de completar os seus estudos e mais probabilidade de serem vítimas de violência doméstica.

Porquê este dia? Porque, segundo a ONU a violência contra as mulheres e meninas continua a ser uma pandemia global. É uma violação dos direitos humanos e uma consequência da discriminação das mulheres na lei e na vida e uma prova das desigualdades que persistem entre géneros. Tem impacte no, e impede o, progresso em diversas áreas, incluindo na erradicação da pobreza, no combate ao vírus HIV/SIDA, na paz e na segurança.

A boa notícia é que não é inevitável; a prevenção é possível e essencial. A ONU sugere algumas medidas: tornar a justiça acessível a mulheres e meninas; adotar novas leis e reforçar as existentes; ratificar tratados internacionais e regionais; acabar com a impunidade relacionada com a violência sexual; desenvolver planos de ação nacionais e locais; recolher, analisar e divulgar dados de cada país; investir na igualdade de género e no reforço do poder das mulheres; melhorar o poder económico das mulheres; aumentar a consciencialização e a mobilização sociais; envolver os meios de comunicação sociais; trabalhar com, e para, jovens que se possam transformar em exemplos de mudança; mobilizar homens e rapazes para a causa; providenciar recursos públicos adequados.

Movimento Orange UNiTE

As Nações Unidas lançaram o desafio a todas as pessoas e a todas as entidades do mundo: dizer “não” à violência contra mulheres e meninas. Lançaram o movimento Orange UNiTE e querem colorir de laranja todas as cidades. E aguardam fotos, vídeos e mensagens, que deverão ser enviadas para o e-mail: [email protected]. Quem aceita o desafio?

 

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