Emprego: O que podem os jovens fazer para contornar o impacto da pandemia

Para quem está a entrar no mercado de trabalho, a pandemia trouxe desafios acrescidos. Uma sondagem da Hays deixa pistas para ultrapassá-los.

A pandemia interrompeu a formação da maioria dos estagiários.

No âmbito do World Youth Skills Day, assinalado ontem a 15 de Julho, a Hays lançou um inquérito a cerca de 22 mil jovens no LinkedIn (entre 25 de Junho e 2 de Julho de 2021) sobre qual consideram ser a competência mais importante para si quando integram o mercado de trabalho. Aos inquiridos foram dadas quatro competências-chave à escolha: comunicação, resolução de problemas, iniciativa e colaboração. 36% dos inquiridos indicaram a comunicação como a competência mais importante, 25% responderam a resolução de problemas, 21% destacaram a iniciativa e 17% apontaram a colaboração.

Este ano, o World Youth Skills Day dedicou-se a analisar o impacto da pandemia da COVID-19 nos mais jovens. As pessoas com idades compreendidas entre os 15-24 anos são as mais suscetíveis de serem severamente afetadas pela crise da COVID-19 em comparação com a população adulta. Segundo dados da International Labour Organization, em 2020, o emprego jovem caiu 8,7% em todo o mundo, em comparação com 3,7% dos adultos.

O desenvolvimento de competências foi seriamente afetado em resultado da pandemia, tendo a formação sido interrompida para 86% dos trainees e 83% dos estagiários. De maneira geral, os jovens são também quem mais exerce funções nos setores mais impactados pela pandemia, como o retalho ou o turismo. Além disso, os jovens são também mais propensos a trabalhar em empregos temporários ou a tempo parcial. Os que não conseguem encontrar um emprego terão mais dificuldade em desenvolver as suas competências laborais, o que reduzirá as suas perspetivas de emprego e o seu potencial de ganhos no futuro.

 

Desenvolver as competências mais procuradas

“O desemprego entre os jovens tem repercussões a longo prazo nas suas carreiras que, muitas vezes, resulta em períodos de desemprego mais frequentes e salários mais baixos. Para que possam reverter esta situação e melhorar a sua empregabilidade, os jovens devem assegurar que possuem as competências que os potenciais empregadores acreditam ser as mais importantes, necessitando então de demonstrar essas competências em cenários de entrevista”, aconselha Mário Gonçalves, senior manager na Hays Portugal. “Para melhorarem as suas capacidades de comunicação, os jovens podem praticar as suas competências de entrevista com amigos e familiares, trabalhar a sua capacidade de apresentação, de falar em público ou interagir com diferentes pessoas através de eventos de networking ou feiras de emprego”, reforça.

 

Preparar um bom CV

Alistair Cox, CEO da Hays, destaca a importância de apresentar um bom CV: “Não se esqueça de acrescentar ao seu CV todas as formas em que tem utilizado o seu tempo, quer se trate de requalificação, voluntariado, bricolage, cuidado, criação de um clube do livro à distância ou mesmo de participar em feiras ou eventos de emprego virtuais. Todas estas coisas irão demonstrar aos empregadores que tem coragem apesar das circunstâncias; que está a assumir o controlo e não vai deixar que a vida lhe ‘aconteça’, em vez disso, é alguém que ‘faz a vida acontecer’. Mostrarão aos empregadores a sua atitude inventiva, empreendedora e conscienciosa e ajudá-los-ão a construir uma imagem mais completa de si como pessoa, para além das suas notas.”

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