Três lições de empreendedorismo
a aprender com os atletas olímpicos

Nem só de grandes feitos desportivos vivem os Jogos Olímpicos: segundo a revista Forbes, os super-atletas que dão o melhor de si nas respetivas modalidades podem ensinar a quem quer chegar ao pódio no mundo dos negócios importantes lições de empreendedorismo.

Simone Biles, medalhada por cinco vezes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, destacou-se pela portentosa força física e mental.

Mais rápido, mais alto, mais forte. O lema que, a cada quatro anos, faz mover milhares de atletas em busca do tão ambicionado título olímpico pode servir também de bandeira para quem quer vencer no não menos competitivo universo empresarial. Ainda que os desportistas de elite em prova no Rio de Janeiro, em 2016, à semelhança do que aconteceu em Olimpíadas anteriores, revelem, de facto, capacidades extraordinárias – em alguns casos, quase sobre-humanas –, a maioria deles tem em comum traços que os unem aos homens e mulheres de negócios com maior sucesso. E embora os feitos desportivos que a impecável forma física lhes permite alcançar nos impressionem, a verdade é que muita da sua força vem da mente e do treino intensivo a que esta (tal como o corpo) é sujeita. Por isso, se veste a camisola de empreendedora e já se deparou com metas que parecem, à primeira vista, difíceis de conquistar, inspire-se nestas três importantes lições de empreendedorismo que, de acordo com a revista Forbes, os atletas olímpicos têm para ensinar.

Tenacidade

As longas horas investidas a persistir no aperfeiçoamento de uma determinada tarefa são fundamentais para quem quer alcançar os melhores resultados. Veja-se o exemplo de Michael Phelps, o nadador norte-americano que, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, se sagrou o atleta olímpico mais medalhado de sempre, com um total de 28 medalhas (23 das quais de ouro). Phelps treina, em média, seis horas por dia, todos os dias do ano – inclusive nas férias – pelo que a performance avassaladora a que assistimos na piscina olímpica não é fruto do acaso ou da sorte momentânea.

Para poder triunfar, é imprescindível que não desista e continue o seu caminho.

Cada braçada que o faz ganhar terreno aos seus adversários é, ao invés, o resultado de um movimento que o atleta já repetiu milhões de vezes, até atingir (ou, pelo menos, estar mais próximo) a perfeição. Ser empreendedora requer a mesma tenacidade: ao longo do percurso, vai ter de enfrentar numerosos obstáculos e é até provável que lhe digam que não vai ser capaz. Mas, para poder triunfar, é imprescindível que não desista e continue o seu caminho, dando o melhor de si para conquistar os objetivos a que se propôs.

Concentração

Nos dias de hoje, em que são múltiplas as solicitações que disputam a nossa atenção – quer online, quer offline – é cada vez mais difícil manter o foco num determinado ponto e fechar os olhos às potenciais fontes de distração. De certeza que esta situação (ou outra que tal) lhe é familiar: está a escrever um e-mail para um cliente ou investidor, de repente o toque de mensagem soa no seu telemóvel e, enquanto procura continuar com as duas missivas, surge no ecrã do computador uma notificação sobre um post que colocara minutos antes na página de Facebook da empresa.

A prática desportiva ensina o cérebro a desligar do que é acessório e a focar-se naquilo que realmente importa.

É também para contrabalançar esta azáfama que a prática desportiva é importante: ela ensina o cérebro a desligar do que é acessório e a focar-se naquilo que realmente importa. Essa assombrosa capacidade de concentração está patente em Simone Biles, a norte-americana que, com apenas 19 anos, já é considerada por muitos uma das melhores ginastas de sempre, despedindo-se dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com cinco medalhas, quatro das quais de ouro. “Gigante” da ginástica mundial com apenas 1,42m de altura, antes de entrar em prova, não é difícil reconhecer essa “visão em túnel” no rosto da atleta, absolutamente focada e impassível a tudo o que a rodeia, até dar por terminada a sua prestação. Para quem quer estar por detrás de negócios vencedores, saber manter “os olhos no prémio” é igualmente crucial. Ainda que tenham de desempenhar diferentes papéis e tarefas, os melhores empreendedores e empreendedoras são aqueles que se concentram, não perdem o fio condutor e aplicam uma disciplina estrita na gestão do seu tempo e recursos, deixando de lado tudo o que é dispensável.

Capacidade de aprender com os erros

Todos nós cometemos erros. É a capacidade de aprender com os erros cometidos que distingue quem está talhado para o sucesso. Regressemos ao exemplo de Michael Phelps. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o nadador norte-americano foi afastado da medalha de ouro nos 200 metros mariposa pelo sul-africano Chad le Clos, por uma diferença de apenas cinco centésimos de segundo.

Todas as falhas cometidas por si ou pela sua equipa são oportunidades para aprender e fazer melhor da próxima vez.

Mas apesar de tudo o que, por essa altura, já tinha conquistado, Michael Phelps não se resignou e fez questão de rever – quantas vezes necessárias – as filmagens da final, examinando minuciosamente os erros em que incorrera, por forma a não os repetir no futuro. Resultado: em 2016, Phelps foi o primeiro nessa mesma prova, chegando à frente de Chad le Clos. Se é empreendedora, por seu turno, não tenha medo de errar. Todas as falhas cometidas por si ou pela sua equipa são oportunidades para aprender e fazer melhor da próxima vez. De resto, é geralmente dos maiores fracassos que vêm as maiores lições.

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