A mais nova das três filhas de Américo Amorim apostou na diferenciação, na qualidade da oferta e na sustentabilidade para transformar a Quinta Nova num negócio em que 50% da produção de vinho é exportada e num hotel de luxo premiado e a que não faltam clientes.
Olhando para a situação actual do setor, dificilmente se imagina que a produção esteve quase a desaparecer, nos anos 1980. A Secretária-Geral da Casa do Azeite revela que os investimentos feitos permitiram a inversão do saldo da balança comercial.
Depois da recuperação dos anos de crise, a missão de Ana Paula Rafael, a segunda geração da família à frente da empresa, é a internacionalização. "Não posso morrer sem fazer da Dielmar a multinacional com que sonhei quando tinha 16 anos", afirma.
São jovens instruídos e que dominam as tecnologias. Ao assumirem o papel da maternidade e da paternidade tornam-se ainda mais apetecíveis para as marcas. Um grupo que representará metade da força de trabalho mundial dentro de cinco anos e que exige dos marketeers alguns cuidados.  
O apelo das vinhas da família levou-a a trocar o curso de Engenharia Mecânica pela Enologia. Hoje tem duas gamas de vinhos e vende para 30 países. Em Portugal fica apenas 90% da produção, que não é toda nacional. Uma parte dos vinhos são feitos por Rita na Nova Zelândia e na Africa do Sul.
Quando Isabel dos Santos vai às compras, pode voltar com uma empresa de comunicações, de energia ou de alta joalharia. É dura e inteligente a negociar, mas admite que é um desafio ser mulher no mundo dos negócios. O perfil da mulher mais rica de África, feito pelo jornalista Filipe S. Fernandes, que a retratou no livro ‘Isabel dos Santos – Segredos e poder do dinheiro’.