Estabeleceram-se como marca de referência em arquitetura e desenho de interiores em Portugal, com vários prémios nacionais e internacionais no currículo. As fundadoras da Sá Aranha & Vasconcelos falam-nos dos 32 anos de uma empresa que tem hoje as portas abertas ao mundo.
Com os mercados internacionais a absorverem a maioria da produção, a empresa que começou a fazer sabonetes há 18 anos é um exemplo de crescimento nacional, até em tempos de crise. À proa da Castelbel estão duas mulheres.
A Xara-Brasil Proença de Carvalho - The Talent Advisory Firm selou uma parceria que a integra na multinacional Signium, multinacional com 44 escritórios em 29 países.
A indústria do calçado português passou da extinção, anunciada em 1995, para se tornar na "mais sexy da Europa", como apregoava uma campanha de 2013. Foi uma revolução exportadora bem sucedida, descrita, entre outros casos, no mais recente ensaio editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
A mais nova das três filhas de Américo Amorim apostou na diferenciação, na qualidade da oferta e na sustentabilidade para transformar a Quinta Nova num negócio em que 50% da produção de vinho é exportada e num hotel de luxo premiado e a que não faltam clientes.
Olhando para a situação actual do setor, dificilmente se imagina que a produção esteve quase a desaparecer, nos anos 1980. A Secretária-Geral da Casa do Azeite revela que os investimentos feitos permitiram a inversão do saldo da balança comercial.
Depois da recuperação dos anos de crise, a missão de Ana Paula Rafael, a segunda geração da família à frente da empresa, é a internacionalização. "Não posso morrer sem fazer da Dielmar a multinacional com que sonhei quando tinha 16 anos", afirma.
São jovens instruídos e que dominam as tecnologias. Ao assumirem o papel da maternidade e da paternidade tornam-se ainda mais apetecíveis para as marcas. Um grupo que representará metade da força de trabalho mundial dentro de cinco anos e que exige dos marketeers alguns cuidados.  
O apelo das vinhas da família levou-a a trocar o curso de Engenharia Mecânica pela Enologia. Hoje tem duas gamas de vinhos e vende para 30 países. Em Portugal fica apenas 90% da produção, que não é toda nacional. Uma parte dos vinhos são feitos por Rita na Nova Zelândia e na Africa do Sul.
Quando Isabel dos Santos vai às compras, pode voltar com uma empresa de comunicações, de energia ou de alta joalharia. É dura e inteligente a negociar, mas admite que é um desafio ser mulher no mundo dos negócios. O perfil da mulher mais rica de África, feito pelo jornalista Filipe S. Fernandes, que a retratou no livro ‘Isabel dos Santos – Segredos e poder do dinheiro’.