Trabalhar na NASA aos 22 anos

É uma das mais jovens engenheiras aeroespaciais a trabalhar no mais ambicioso projeto da NASA — e ainda está a terminar o curso do prestigiado MIT. Tiera Guinn quer ajudar-nos a chegar a Marte.

Tiera Guinn é uma jovem cheia de garra.

Chama-se Tiera Guinn e aos 22 anos já trabalha em design estrutural e análise de foguetões, no programa Space Launch System, que a Boeing está a construir para a NASA. “Desenho peças para o foguetão em si e depois analiso-as para saber se são seguras, ou seja, que não partem nem se deformam.” Esta será “a maior e mais poderosa aeronave da História”, um projeto de importância gigantesca que a “mantém humilde”, e cujo objetivo é levar pessoas e carga para Marte dentro de alguns anos.

Guinn, que está prestes a formar-se no prestigiado Massachussetts Institute of Technology (MIT) com nota máxima de 5.0, conta numa peça de reportagem do canal norte-americano WBCR News que começou a preparar-se para a carreira ainda na infância. Foi a sua mãe, uma contabilista, que primeiro se apercebeu das aptidões de Tiera para a matemática e que sempre as incentivou. “Quando íamos ao supermercado, a minha mãe punha-me a cortar cupões de desconto. Quando chegávamos à caixa registadora, eu devia calcular o total exato, já com imposto incluído. Comecei a fazer isto com 6 anos.”

A revelação da sua vocação de carreira também aconteceu muito cedo: “Um dia, reparei num avião que nos sobrevoava e pensei: ‘hum… posso desenhar aviões. Vou ser engenheira aeroespacial.’” E do 3º ciclo em frente, escolheu todas as suas metas académicas com essa ideia em mente, nomeadamente escolas com um currículo mais orientado para a matemática e ciências. “Levava uma hora a chegar à escola secundária que escolhi porque queria ser engenheira aeroespacial. A faculdade em que entrei, o MIT, foi só porque queria ser engenheira aeroespacial.”

Tiera viu recentemente o filme ‘Elementos Secretos’ — cujas protagonistas são afro-americanas a trabalhar para NASA no início dos anos 60 — e diz que se emocionou quando conheceu a autora do livro que esteve na origem do argumento. A jovem engenheira diz que gostaria de ver mais mulheres — e mais afro-americanas — como engenheiras de propulsão de foguetões ou de design estrutural e análise de aeronaves, até porque sabe que ainda há muitos desafios que esperam as mulheres que querem chegar a esta profissão. “É preciso ter muita vontade de alcançar o nosso sonho e não deixar que ninguém se meta no nosso caminho. Não importa o quão difícil seja ou quantas lágrimas choramos, temos que nos continuar a esforçar.”