They love small hotels

Da paixão pelo Portugal autêntico, as irmãs Iva e Filipa Vinha fizeram um negócio. We Love Small Hotels é uma plataforma digital que combina uma seleção de hotéis boutique com diversas experiências personalizadas.

As irmãs Iva e Filipa são o rosto da plataforma We Love Small Hotels.

Para Filipa e Iva, “small is beautiful”. Depois de lançarem um turismo de habitação, o Solar Egas Moniz, na sua terra natal,em Penafiel, decidiram juntar uma seleção de lugares “recheados de carácter, com fabulosos pequenos-almoços e camas confortáveis”. O website We Love Small Hotels é o resultado desta paixão: dar a conhecer os melhores endereços de Portugal, conjuntamente com atividades na natureza, de norte a sul do país. Em entrevista à Executiva, as irmãs contam como tudo começou, em Agosto de 2014, e o percurso que já fizeram.

Qual a vossa formação e percurso profissional, antes de se lançarem como empreendedoras?
A Iva estudou Gestão e Planeamento em Turismo e seguiu a carreira profissional na área da hoteleira, sendo atualmente a gestora e proprietária do turismo de habitação Solar Egas Moniz. A Filipa estudou Economia e seguiu igualmente a carreira profissional na área da hoteleira, conciliando atualmente o seu tempo entre doisprojetos próprios: a Milestones, uma consultora hoteleira, e a We Love Small Hotels.

Como surgiu a ideia da plataforma We Love Small Hotels?
Da experiência passada de consultoria em boutique hotéis, compreendemos que existia um espaço por preencher no mercado nacional relativamente à existência de uma entidade que aliasse a oferta hoteleira de pequenos hotéis em Portugal, com um conceito que fosse para além da oferta de estadia ao consumidor final. Assim, surge um projecto que pretende preencher esse espaço e que apresenta uma panóplia de experiências únicas, de norte a sul do país, preservando a autenticidade, a qualidade e a alma dos sítios e das suas gentes.

Quanto tempo decorreu da ideia até ao lançamento?
Foram dois anos de preparação até lançar a oferta ao mercado. A recolha e curadoria do conteúdo e dos parceiros no terreno foi um trabalho árduo e fruto de muita dedicação.

Quais as fases mais importantes na concretização do negócio?
Decidimos que inicialmente iríamos criar a oferta para o consumidor final, através de um website que representasse uma espécie de “vitrine” dessa oferta. Atualmente, a maior parte da faturação advém de tours feitos à medida para cada cliente, sendo que esta “vitrine” é fundamental para a criação da percepção de Portugal enquanto destino e da oferta disponível nas suas regiões.
Preparamo-nos para em 2020 avançarmos na lógica B2B, no sentido de estabelecer parcerias com agentes de viagem que procuram um parceiro incoming, focado em Portugal enquanto destino e que tenham como objetivo proporcionar experiências como aquelas que temos para oferecer.

Como financiaram o negócio?
O financiamento foi feito, por um lado, por nós e, por outro, recorrendo ao quadro de internacionalização Portugal 2020.

Quais as principais dificuldades que têm enfrentado enquanto empreendedoras e como lidam com elas?
As maiores dificuldades são seguramente os entraves que se colocam a qualquer negócio que se encontra numa fase inicial: ganhar credibilidade e desenvolver uma rede de clientes e de parceiros. Nesta etapa, é fundamental colocar todo o esforço, não na equação económica, mas na qualidade daquilo que estamos a fazer. Manter a perseverança viva e acreditar que a equação económica virá a seguir, pois encurtar caminho ou virar a equação do avesso não trará o resultado pretendido.

Qual a dimensão da empresa hoje? 
A empresa, no seu todo, emprega 10 pessoas. Tem tido um crescimento sustentado e contribui para a taxa de exportação portuguesa, uma vez que a nossa atividade é essencialmente centrada no mercado externo.

Cometeram algum erro? 
Não fizemos grandes erros até então, porque todos os passos dados foram sustentados em termos financeiros. Fizemos um mapa de trabalho, definimos objetivos a atingir e temos conseguido cumprir com todos eles.

Que características consideram que têm que são fundamentais como empreendedoras?
Ter uma forte ideia do projeto que pretendemos erguer, ter a visão e o caminho desenhado para o concretizar e muita vontade e perseverança para não desistir. Os resultados não são imediatos. Acreditamos muito na máxima de que as coisas boas surgem para aqueles que lutam, esperam e trabalham para as alcançar.

Qual o sonho para a We Love Small Hotels?
O nosso sonho é concretizado diariamente. Por um lado, sentimos que os nossos clientes encontram em Portugal o que procuram: experiências autênticas, qualidade, a máxima de que o luxo do menos é mais e a empatia criada a partir da relação com os portugueses. Por outro lado, sentimos que contribuímos para o turismo sustentável. Apoiamos diariamente os pequenos negócios dos nossos parceiros, de norte a sul do país, micro e pequenas empresas que têm por trás famílias e pessoas que se encontram em pequenos territórios de Portugal e que, também desta forma, contribuímos para a criação de emprego e de fixação de pessoas no interior do país.

Parcerios Premium
Parcerios