Poupar e investir, uma arte acessível a todas

Para gerir de forma eficaz o seu dinheiro não basta poupar. É preciso poupar e investir para que o seu dinheiro se multiplique e lhe garanta um futuro financeiro tranquilo.

Gerir o seu dinheiro apenas requer disciplina, planeamento e, quando necessário, aconselhamento.

É inegável que a disciplina financeira traz grandes benefícios para a gestão do seu dinheiro. Já olhou para as suas contas com atenção e colocou o seu plano financeiro em piloto automático, sem grande esforço? Dê pequenos passos e comece por rever os seus padrões de gastos atuais, pagar as responsabilidades atempadamente ou automatizar alguns dos pagamentos habituais. Estes exercícios ajudam-na a definir o orçamento mensal para despesas e obrigam-na a colocar de parte uma quantia para poupar ou construir um fundo de maneio para futuras contingências.

Se já iniciou a sua caminhada na independência financeira e subiu o primeiro degrau em direção ao sucesso financeiro – através de uma boa gestão das suas finanças pessoais – está no caminho certo para começar a ser uma verdadeira mestre a gerir o seu património.

Quando planeia e procura investir bem, tende a atingir os objetivos financeiros mais rapidamente e com menor esforço.

A poupança, o segundo passo no planeamento financeiro

Planear é essencial para atingir objetivos financeiros que devem estar definidos à partida, tal como o período de tempo em que se pretendem alcançar (curto, médio ou longo prazo).

Uma boa forma de começar a concretizar o seu plano é através de uma conta-poupança para onde canaliza parte do rendimento mensal, de forma automática, assim que recebe o seu salário. Opte também por ter contas diferentes para objetivos distintos ou recorra a uma aplicação de gestão de finanças pessoais para ajudar na organização, atenção e disciplina na sua vida financeira.

Quando planeia e procura investir bem, tende a atingir os objetivos financeiros mais rapidamente e com menor esforço, além de ficar menos exposta à necessidade de recorrer a cartões de crédito e a empréstimos, com os custos financeiros (juros) inerentes. Planear é por isso, fundamental para atingir os seus objetivos. 

Poupar e investir são complementares: um não existe sem o outro

A poupança e o investimento não são conceitos rivais, na medida em que é preciso poupar para ter fundos para investir e investir pode ajudar a rentabilizar significativamente essa poupança.

Poupar implica colocar dinheiro de parte, de forma segura, com a intenção de o utilizar no futuro e com a possibilidade de ganhar juros, como acontece com os depósitos a prazo. Já investir envolve aplicar o dinheiro num veículo de investimento – como ações, títulos, fundos – com a expetativa de poder obter um ganho financeiro significativo. Investir envolve sempre algum risco, em todo o caso, existem soluções de investimento para diferentes tolerâncias ao risco, horizontes temporais e objetivos financeiros.

A poupança deve ser investida, caso contrário perde poder de compra com o aumento da inflação.

O investimento, o derradeiro passo na independência financeira

Mas será que poupar (apenas) é suficiente? Já pensou porventura quão rentáveis são, no entanto, as suas poupanças se deixar o seu dinheiro numa conta onde a taxa de juro é inferior à taxa de inflação? Por exemplo, poupar hoje 1€, com o qual pode comprar um chocolate e não o investir pode significar daqui a um ano ter poupança suficiente poder comprar apenas meio chocolate.

A verdade é que a poupança deve ser investida, caso contrário perde poder de compra com o aumento da inflação. A inflação caracteriza-se pelo aumento generalizado e persistente dos preços de bens e serviços, o que significa que com o mesmo dinheiro e com o passar do tempo poderá comprar menos produtos. Já em cenários de deflação, ou seja, de descida generalizada e persistente de preços, sucede o contrário: ganha poder de compra.

Investir é complementar a poupar. Garanta apenas que as soluções nas quais a sua poupança é aplicada estão de acordo com a sua tolerância ao risco e os seus objetivos de rentabilidade. Um depósito a prazo também pode ser considerado um veículo de investimento, contudo com um risco e um retorno inferiores a investimentos em outro tipo de ativos como ações, fundos, obrigações e outros instrumentos financeiros.

Regras de ouro do planeamento financeiro

  1. Faça uma lista exaustiva com as suas despesas correntes e equilibre-as com os seus rendimentos.
  2. Defina objetivos realistas, identifique gastos inúteis e supere conflitos entre objetivos e solicitações de consumo: procure distinguir despesas essenciais das acessórias.
  3. Se tem dívidas, é importante fazer contas, na medida em que não será vantajoso canalizar dinheiro para uma conta que rende 0,5% de juros sem procurar abater uma dívida do cartão de crédito que represente um custo de 15% ao ano.
  4. Não se afaste dos objetivos financeiros que definiu à priorie siga o plano que construiu.
  5. Não deixe de poupar o suficiente e procure ter um fundo de reserva para emergências.
  6. Tenha consciência do valor que é retirado à sua poupança pela inflação.
  7. É pouco realista pensar que, se ignorar as poupanças durante algumas décadas, no final terá o suficiente para garantir a sua reforma: procure aplicar e rentabilizar as suas poupanças, investindo-as.
  8. Tenha presente que o risco e o retorno estão positivamente correlacionados: quanto maior o risco, maior pode ser o retorno possível.
  9. Faça um bom planeamento fiscal dos rendimentos da poupança, fazendo uso de instrumentos como os PPR (Planos Poupança Reforma) ou Seguros de Capitalização.
  10. Fale gratuitamente com um Consultor de Investimento. Ter apoio especializado pode ser o ingrediente fundamental não só para debater, como para avaliar e fundamentar as suas decisões financeiras.