“Como me apaixonei pelo que faço”

Em menina, Carla Lopes sonhava ser bailarina, médica ou atriz. Nenhuma criança sonha trabalhar em seguros. Mas ela ingressou por essa via profissional e não se arrepende. Aprendeu a gostar do que faz e não pretende desperdiçar o investimento de duas décadas.

Carla Lopes é profissional de seguros.

Ninguém nasce e cresce a desejar trabalhar em seguros. É um caminho que aparece e que depois de percebermos o que representa, dificilmente saímos dele.

Como todas as crianças, também eu vivi os sonhos de uma profissão apaixonante, ora porque ajudaria os outros, ou os encantaria. Bailarina, médica, atriz… São as fantasias próprias da idade do faz de conta. Cedo na adolescência apercebi-me que não sentia nenhuma vocação. Não havia nada que eu dissesse, com convicção, que queria ser. Não tinha nascido para ser médica, veterinária, professora, advogada, bióloga, atleta e não tinha a herança de uma atividade que passasse de geração em geração na minha família. Estava perdida. O que iria eu fazer quando fosse grande?

Em criança o que eu gostava mesmo era organizar, planear, brincar às vendas na cozinha da minha avó. Garantir a gestão de stocks (das mercearias) e a logística (dos ingredientes e utensílios para a preparação de um bolo). Era uma criança prática, com foco na solução.

Acabei por me licenciar em Economia e fazer uma Pós-Graduação em Marketing e Comunicação. Era o que fazia sentido naqueles tempos. Sentia o apelo pelo mundo empresarial e pela relação com as pessoas. Durante o curso fiz muitos trabalhos de hospedeira que me proporcionaram contacto com diversas áreas profissionais, diversos ambientes e muitas pessoas. Foram experiências que me fizeram crescer e que melhoraram as minhas competências relacionais. Fiz telemarketing, o que me ajudou a desenvolver também a minha comunicação e me mostrou que era uma comercial nata.

Tudo começava a fazer mais sentido e o caminho tornava-se mais claro.

Ao acabar o curso iniciei a minha busca de emprego. Cheguei a um momento em que tive três ofertas em cima da mesa: consultoria bancaria, assistente de marketing (numa grande cadeia de óticas) e assistente comercial numa seguradora. A escolha foi impulsiva, mas não me arrependo por um momento. Iniciava-se assim, a minha jornada de (já) quase 20 anos pela atividade seguradora.

Recorro às palavras do empresário Jack Ma, fundador da Alibaba: Antes dos 25 comete os teus erros, faz as tuas escolhas. Nos teus trintas aproxima-te de quem te pode ensinar, segue os teus chefes (e que sorte eu tive com todos eles). Aos 40 devemos apostar e continuar a fazer aquilo em que somos bons, aquilo que aprendemos durante tantos anos e para o qual investimos o nosso tempo.

Sei que fiz o caminho certo. Recorro às palavras do empresário Jack Ma, fundador da Alibaba: Antes dos 25 comete os teus erros, faz as tuas escolhas. Nos teus trintas aproxima-te de quem te pode ensinar, segue os teus chefes (e que sorte eu tive com todos eles). Aos 40 devemos apostar e continuar a fazer aquilo em que somos bons, aquilo que aprendemos durante tantos anos e para o qual investimos o nosso tempo. Apostar no grande investimento de duas décadas onde tivemos de fazer opções e até de nos privar de mais vida social e familiar. Segundo Jack Ma, o próprio ambiente empresarial faz-nos crescer.

Eu trabalhei numa seguradora pequena que me transmitiu a paixão, o propósito, o rigor de uma atividade tão ingrata aos olhos de muitos. Passei depois para uma seguradora grande que aprendi o processo, que aprendi a fazer parte de uma grande máquina e percebi, como todas as partes se complementam.

Foi traçando este caminho que me apaixonei pelo que faço. Procurando e respeitando o propósito da minha atividade, tentando, todos os dias, ensinar (a mais uma pessoa) um pouco mais de “o que são os seguros”, acreditando que faz sentido e que é preciso passar esta mensagem.

Há uma palavra que molda o meu caminho e a minha vida: Querer. QUERER todos os dias fazer melhor, QUERER deixar marca, QUERER gerar valor, QUERER envolver-me em tudo o que pudesse e fosse pertinente para o meu desenvolvimento.

E, claro, o meu caminho não faria sentido sem as pessoas. Adoro estar rodeada de pessoas porque a minha grande paixão reside essencialmente em tirar o melhor das equipas numa área comercial. As conquistas de cada um dão-me força. As suas realizações, as suas superações são o que me fazem continuar a QUERER.