O meu maior desafio: Vanda Cascão

Sócia da Vieira de Almeida desde 2003, Vanda Cascão fala-nos do momento mais desafiante na sua carreira.

Vanda Cascão, sócia da Vieira de Almeida.

Vanda Cascão é sócia da Vieira de Almeida (VdA) desde 2003 e integra a área de Energia e Recursos Naturais, trabalhando em operações em setores como saúde, infraestruturas, energia, águas. Presta também assessoria nesta área a autoridades administrativas, promotores e instituições financeiras.

É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e tem uma pós-graduação em Altos Estudos Europeus – Estudos Jurídicos pelo Colégio da Europa, em Bruges, Bélgica. Antes de chegar à VdA, estagiou no Serviço Jurídico da Comissão Europeia, em Bruxelas, Bélgica. Em secondment pela VdA esteve no Deutsche Bank Investment, em Lisboa, e na Linklaters’ em Londres.

“O meu maior desafio é ser sócia da VdA. Comecei como advogada-estagiária na VdA em 1993 e quando, decorridos dez anos, me convidaram para sócia, muito mudou na minha vida. É um desafio diário. Como sócia, sou responsável pela VdA e pela vida de muitos colaboradores, e sinto naturalmente o peso de expandir e fortalecer o que ajudei a construir, pensando nas gerações futuras. Mas olhando para o meu percurso desde que sou sócia, o desafio que mais me fez sair da minha “zona de conforto’ foi quando entre 2009 e 2010 me propuseram assegurar a transição da liderança de um dos escritórios da rede VdA.

A liderança de um escritório é naturalmente chave para o sucesso de uma organização e ter sido desafiada para assegurar uma transição adequada obrigou-me a alterar totalmente a minha ‘rotina’. Em primeiro lugar diminuí substancialmente o tempo dedicado a trabalho jurídico e passei a dedicar pelo menos metade do meu tempo a tarefas de gestão – dado que a sociedade tem uma gestão profissionalizada, nunca tinha sentido necessidade de dedicar tanto tempo a esta área. Por outro lado, a distância obrigava-me a estar vários dias por semana ausente de casa, acrescendo que estava na altura grávida e as viagens não foram durante esse período fáceis.

Mas sobretudo o que foi mais desafiante foi a necessidade de gerir uma equipa que vivia um período de transição de liderança. Qualquer processo de transição obriga a um reforço da comunicação, da gestão das expectativas da equipa, e também a um esforço acrescido no processo de coordenação do trabalho diário. Foi um período intenso de resolução de assuntos vários da vida diária de um escritório, e como não tinha essa responsabilidade em Lisboa, foi um período de constante aprendizagem. Tenho orgulho em dizer que a transição foi devidamente assegurada, e para isso muito contribuiu o extraordinário espírito de dedicação da equipa do escritório da rede.”