Investir com… Dora Caria

Dora Caria aprendeu a cuidar do dinheiro observando como os pais geriam o orçamento familiar. Hoje, esta executiva do Grupo Landbell, tem as suas prioridades financeiras bem definidas.

Dora Caria é Head of Circular Economy Engineer Consultancy do Grupo Landbell.

Dora Caria é licenciada em Engenharia do Ambiente pela Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Gestão de Sistemas Ambientais pelo ISCTE.

Iniciou o seu percurso profissional em 1999, enquanto engenheira ambiental, na indústria de fibrocimento, entrando meses depois para o departamento de consultoria ambiental da SGS Portugal, na qual permaneceu até 2008. A sua experiência enquanto consultora expô-la a um grande número de setores de atividade, como as indústrias alimentar e agropecuária, química e petroquímica, têxtil, construção civil, turismo e serviços, chegando a diretora do departamento de consultoria ambiental da SGS Portugal.

A partir de 2008 passou a integrar o grupo ERP (European Recycling Platform), com sede em Paris, enquanto gestora de qualidade e auditoria, sendo responsável por 17 países europeus. Desde o ano passado que é Head of Circular Economy Engineer Consultancy do Grupo Landbell, especialista em compliance e reciclagem.

Recorda-se do seu primeiro emprego e o que fez com o primeiro salário?
O meu primeiro emprego foi como guia do pavilhão dos Estados Unidos na EXPO 98, durante três meses. Com o dinheiro que poupei fiz um Interrail na Europa de leste.

Como define a sua relação com o dinheiro?
Boa, mas muito cautelosa. Gosto de saber que tenho fundo de maneio suficiente para fazer face a uma emergência ou a uma situação inesperada. Tipicamente mantenho um fundo de maneio que me permita subsistir um ano sem rendimentos e mantendo o mesmo nível de vida, obviamente sem considerar os gastos supérfluos (viagens de lazer, por exemplo). O dinheiro, para mim, não deve ser a força motriz das nossas opções de vida, no entanto é importante tê-lo em quantidade suficiente para que essas decisões sejam minimamente livres.

Qual foi o melhor conselho que já recebeu (em matéria financeira)?
O melhor conselho que recebi foi o exemplo de como os meus pais geriam o seu orçamento familiar. A sua preocupação de não endividamento, para além do necessário, foi-me transmitido, pelo que ainda hoje, reflito muito antes de qualquer pedido de crédito.

Opto sempre por produtos de baixo risco, no meu caso, depósitos a prazo, ainda que tenham pouca rentabilidade.

Como escolhe os seus investimentos?
Opto sempre por produtos de baixo risco, no meu caso, depósitos a prazo, ainda que tenham pouca rentabilidade.

Qual foi o melhor investimento que fez até hoje?
Investir em mim e no meu desenvolvimento pessoal e profissional. Valorizo mais experiências do que os bens materiais, pelo que invisto muito em memórias futuras e para algumas delas o dinheiro é fundamental.

No desenvolvimento pessoal, claramente o que mais valorizei foram viagens realizadas em circunstâncias muito específicas e com poucos luxos (Antártida, deserto do Kalahari, Interails pela Europa). A vivência de perto com culturas distintas torna-nos mais tolerantes e resilientes, competências muito importantes para sobreviver nas actuais circunstâncias.

Já no desenvolvimento profissional, valorizo muito todas as oportunidades de me manter atualizada, através de ações de formação ou semelhantes. No entanto, o melhor investimento custo-benefício, até hoje foi sem dúvida o curso superior em Engenharia, que mais do que aportar competências técnicas me dotou de ferramentas e métodos de trabalho adaptáveis a quase todas as circunstâncias e desafios que me tenho deparado até hoje na minha vida profissional.