O investimento certo em cada idade

Para decidir como, onde e quanto investir, a idade também conta. Mas envelhecer não tem de significar uma apreciação negativa em matéria de investimento. Tal como na vida, o tempo muda as prioridades e, em função delas, as escolhas que fazemos.

Quando mais cedo começar a investir melhor poderá usar o tempo a seu favor.

Nunca é cedo ou tarde demais para começar a investir. Mas, quanto mais rapidamente o fizer, mais depressa poderá aproveitar o tempo para fazer crescer o seu dinheiro. Basta que tome as decisões de investimento certas em cada período da vida.

Sim, é mesmo verdade: as melhores opções de investimento aos 30 anos serão certamente diferentes das escolhas ideais aos 50. Por exemplo, é natural que, à medida que a idade avança, esteja menos disponível para correr riscos. O seu objetivo deve, contudo, permanecer o mesmo: maximizar o retorno das poupanças sem colocar em causa a segurança financeira.

 

Como investir em cada fase da vida

  • Até aos 20 anos

É possível que, nesta fase da sua vida, venha a contar com algumas economias asseguradas pelos familiares mais próximos – através, por exemplo, de presentes de Natal e de aniversário ou do dinheiro que sobra da mesada. Mais tarde pode haver, por exemplo, um part-time que complemente os estudos. Nestas primeiras décadas de vida, o tempo é um precioso aliado e as estratégias de capitalização e de reinvestimento são o melhor investimento para multiplicar essas poupanças.

  • Nos vintes

Esta é a década em que tendencialmente se chega ao mercado de trabalho e se começa a preparar a carreira profissional. Como já tem o seu dinheiro e as responsabilidades ainda são reduzidas, deverá aproveitar para colocar alguma poupança de lado. É a idade certa para começar um fundo de emergência – que os especialistas aconselham que seja equivalente a pelo menos três meses de rendimento e que esteja facilmente acessível, por exemplo, através de uma conta-poupança.
Esta é também a fase em que pode assumir mais risco, uma vez que, se perder dinheiro, ainda tem condições de o recuperar. Arriscar numa carteira de ações ou investir em fundos de investimento podem ser opções a ponderar.

  • Nos trintas

Cada pessoa é diferente, mas nesta década assumem-se geralmente novas responsabilidades, como a compra de casa ou constituir família, e a capacidade de poupança pode ser menor. No entanto, esta é precisamente a fase certa para começar a preparar a reforma e equacionar subscrever um plano poupança reforma (PPR). Como ainda é uma década em que pode continuar a assumir alguns riscos nos seus investimentos, se escolher um PPR com um risco dinâmico a moderado poderá aproveitar melhor os seus retornos potenciais.

  • Nos quarentas

Na década em que entra nos “entas”, aproxima-se ainda mais da reforma, por isso o risco passa a assumir uma importância acrescida nas suas escolhas. O ideal é que procure um equilíbrio entre investimentos mais conservadores e mais dinâmicos. Continua, no entanto, a ser aconselhável que reforce e diversifique os seus investimentos, uma vez que estará provavelmente a viver o auge da sua carreira e poderá ter mais condições para poupar.

  • A partir dos cinquentas

A reforma está a bater-lhe à porta e começam as preocupações em manter um nível de vida confortável. É altura de balanços: tenha presentes o seu património e a almofada financeira com que pode contar quando chegar à reforma. Utilize-os para traçar objetivos futuros em linha com o estilo de vida que espera ter. Essa análise influenciará a escolha dos investimentos nesta fase da vida. Ainda assim, genericamente é recomendável que reduza o peso de ativos de maior risco, como ações, e direcione os seus investimentos para obrigações investment grade ou fundos de investimento mais conservadores.