Filipa Gonçalves dos Santos: da Engenharia à Gestão

A executiva concilia o conhecimento técnico da Engenharia Industrial com os princípios de Gestão consolidados no MBA, que fez num período de transição. Logo após a sua conclusão integrou a Philip Morris, onde hoje é commercial support lead.

Filipa Gonçalves dos Santos é commercial support lead naPhilip Morris.

Licenciada em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico (IST), com especialização em Gestão de Empreendimentos/Projecto, Filipa Gonçalves dos Santos é commercial support lead da Philip Morris, onde lidera uma equipa de dez pessoas. Na sua carreira, considera que o MBA que fez no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), teve um papel fundamental no seu desempenho: “para além de me ajudar a consolidar princípios clássicos de gestão mantém um foco muito interessante em novas perspectivas de liderança, inovação tecnológica, ética e sustentabilidade, todos eles princípios chave na Philip Morris e, cada vez mais, na generalidade das empresas.”

Como foi o seu percurso profissional, até a posição que hoje ocupa?

Comecei com um percurso tradicional enquanto process engineer na área de consultoria e serviços tecnológicos – em empresas integradas actualmente no Grupo CTT e na Glintt – e mais tarde como project manager no sector imobiliário industrial, no qual sempre tive interesse. Destas experiências para a vertente de estratégia e operações foi um passo natural, tendo trabalhado durante vários anos em planeamento e desenvolvimento de negócio, consultoria interna e análise de investimento em projetos de construção industrial.

Em 2015 decidi voltar à indústria e comecei a trabalhar na equipa de Business Development & Planning da Tabaqueira, parte do departamento Financeiro. Curiosamente, na Philip Morris fui desafiada pouco tempo depois a desenvolver-me na área de Risk & Controls onde adquiri um conhecimento profundo sobre processos financeiros e de negócio, assumindo responsabilidade sobre gestão de risco, auditoria interna e implementação de controlos financeiros, operacionais e de compliance. Em 2018 aceitei a oportunidade de liderar a equipa responsável pelas operações do canal Business to Consumer (B2C), canal que ajudei a desenvolver desde a sua génese enquanto advisor no âmbito de Risk & Controls, assumindo a posição de commercial support lead. E assim integrei o departamento de Commercial Planning & CSC, sendo a minha equipa  de dez pessoas atualmente responsável pelas operações dos canais Business to Consumer (B2C), Business to Business (B2B) e Direct Retail (DR), com um scope de ação em estratégia e operações desde o desenho e implementação de processos de negócio à gestão de budget, operações de back-office e logística.

É licenciada em Engenharia e Gestão Industrial, mas trabalhou na área financeira e hoje integra o departamento de Commercial Planning & CSC da Tabaqueira. Em que medida a gestão de empresas é uma prática todo-o-terreno?

Na medida em que providencia uma visão integrada da organização, desde as vertentes estratégica e financeira aos indicadores de performance operacional. Diria que caberá depois a cada profissional enveredar por uma área em particular ou apostar num percurso mais transversal. No meu caso sinto-me privilegiada por poder conciliar o conhecimento técnico da Engenharia Industrial com os princípios de Gestão consolidados no MBA do ISEG e acredito ter sido esta a conjugação ideal para mim, permitindo-me aportar valor durante o meu percurso profissional.

Acordo todos os dias às 6 horas e aproveito as primeiras horas da manhã para tomar o pequeno almoço com calma, organizar o dia e fazer trabalho de fundo, antes de todas as solicitações pessoais e profissionais.

Que competências, hábitos e atitudes a ajudaram a chegar à posição que hoje ocupa?

Como competências apontaria o raciocínio analítico e o conhecimento em business process managementfinance e risk management. No que respeita a atitude, talvez a curiosidade, postura colaborativa e humildade para reconhecer e atuar sobre pontos de melhoria. Também a flexibilidade na adaptação à mudança, que fui desenvolvendo ao longo dos últimos anos. Um hábito já indispensável: acordar todos os dias às 6 horas e aproveitar as primeiras horas da manhã para tomar o pequeno almoço com calma, organizar o dia e fazer trabalho de fundo antes de todas as solicitações pessoais e profissionais.

Acredito que o MBA teve um papel fundamental no meu desempenho porque para além de me ajudar a consolidar princípios clássicos de gestão mantém um foco muito interessante em novas perspectivas de liderança, inovação tecnológica, ética e sustentabilidade, todos eles princípios chave na Philip Morris e, cada vez mais, na generalidade das empresas.

O que a levou a fazer o MBA e qual o impacto que esta formação teve na sua carreira e no seu desempenho profissional?

Optei pelo MBA do ISEG num período de transição entre um setor mais “tradicional” como o do imobiliário industrial e o meu regresso à indústria e logo após a sua conclusão integrei a Philip Morris num momento de profunda transformação com o lançamento de produtos sem combustão, aposta em ciência, inovação e digital.  Acredito que o MBA teve um papel fundamental no meu desempenho porque para além de me ajudar a consolidar princípios clássicos de Gestão mantém um foco muito interessante em novas perspectivas de liderança, inovação tecnológica, ética e sustentabilidade, todos eles princípios chave na Philip Morris e, cada vez mais, na generalidade das empresas.

Qual foi, até hoje, o maior desafio profissional com que teve de lidar?

Terei de responder com o mais recente cliché: liderar uma equipa e aportar valor à empresa no contexto de pandemia COVID-19. Tecnicamente foi preciso desenhar e implementar novos processos de negócio a uma velocidade impensável para responder às necessidades de confinamento, assegurando ainda assim a sustentabilidade financeira e operacional dos modelos de contingência. Mas realmente desafiante tem sido liderar remotamente a equipa, transmitir segurança em momentos de total incerteza, promover a entrega de resultados facilitando ao mesmo tempo a integração entre a vida pessoal e profissional e respeitar a situação particular de cada pessoa. Felizmente, a Philip Morris mantém uma gestão exímia do contexto e preocupação com a segurança física e emocional dos colaboradores, facilitando bastante a situação. Também  tenho a sorte de ter construído uma equipa fantástica que me ajuda a melhorar todos os dias enquanto líder e profissional.

Procurem atuar como um facilitador da mudança e apostem sempre no desenvolvimento das pessoas e na colaboração entre áreas, pois é dessa colaboração que nascem as soluções mais inovadoras.

 Que conselho dá a uma jovem executiva que queira fazer carreira na sua área?

De forma geral, procurem uma área na qual gostem realmente de trabalhar pois será sempre a chave para a progressão diária. Na área de estratégia e operações e na gestão de processos um conhecimento profundo do negócio e da estratégia futura da organização serão críticos para responder às necessidades de clientes internos e externos com soluções inovadoras, um passo à frente da realidade atual. Aprendam constantemente sobre ferramentas e metodologias de trabalho capazes de melhorar a performance de projetos e de equipas (como design thinking agile, a título de exemplo), procurem atuar como um facilitador da mudança e apostem sempre no desenvolvimento das pessoas e na colaboração entre áreas pois é dessa colaboração que nascem as soluções mais inovadoras.

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