Como partilhar com a minha rede de contactos a vontade de abraçar um novo desafio, sem gerar dúvidas sobre a posição atual?

A referência é, sem dúvida, um dos modos mais frequentes no recrutamento. É recorrente perguntarmos aos nossos amigos/conhecidos/colegas se conhecem alguém com determinadas competências. Porém, nem sempre é fácil recomendarmos alguém, porque as coisas podem correr mal e gerar dúvidas sobre os nossos critérios de avaliação e porque detemos um conhecimento baseado, muitas vezes, em pequenas observações ou acontecimentos marcantes que não são de todo o que a pessoa é.

Agora, quando temos sobre alguém a mesma recomendação positiva, vinda de várias pessoas e sobretudo de círculos diferentes, isso é um sinal a ter em conta.

Antes de dar o salto é prudente estudarmos a empresa para onde queremos ir. Convém que este conhecimento seja feito de modo progressivo, e se possível sem carácter de urgência, cruzando aspectos como a cultura e o clima da organização. Conhecer pessoas que trabalham na empresa é um aspeto a não descurar, pois predizem muito sobre o que realmente se pode encontrar. Contudo, sabemos que não existem garantias de virmos a ter um líder carismático ou que se venha a ter o reconhecimento esperado e ainda que o ADN da empresa não se vai alterando com as diferentes lideranças.

A grande questão é como procurar um novo desafio sem mostrar descontentamento com o trabalho atual, neste caso concreto recomendaria conversas com o propósito de saber como está o mercado de trabalho, mostrando interesse nas tendências, mas sem manifestar diretamente que está à procura e não dizendo, como se ouve dizer “se souberes de alguma oportunidade interessante…” Quando a pretensão é mudar de sector de atividade, a tarefa mostra-se facilitada porque o desejo de mudança é entendido, normalmente, como meritório.