Fale Menos Comunique Mais

Carla Rocha, locutora da RFM e formadora na área da comunicação, lançou, recentemente, Fale Menos Comunique Mais. O livro dá a conhecer dicas e ferramentas necessárias para uma comunicação eficaz.

Carla Rocha tem uma longa carreira a comunicar em rádio.

Nos últimos anos, Carla Rocha tem aproveitado a sua experiência profissional e formação académica para ajudar a desenvolver a comunicação de executivos, para que comuniquem da melhor forma, quer com a sua equipa, quer com os seus clientes.

No seguimento deste seu trabalho e de participações em diversas convenções e formações de public speaking, Carla Rocha desenvolveu 10 estratégias, descritas no livro Fale Menos Comunique Mais, que considera fundamentais, para que qualquer pessoa saiba tirar partido do poder da comunicação.

Assertividade: Não fique em cima do muro, escolha um dos lados

A assertividade é o mais diplomático dos comportamentos e dos estilos de comunicação e aquele que vale mais a pena ser trabalhado porque tem o poder de tornar mais transparente e lúcida a mensagem e, consequentemente, de melhorar as relações humanas. Uma pessoa assertiva, consegue afirmar-se, demonstra segurança e sabe o que quer alcançar.

Escutar: ouça mais do que fala

Existe uma enorme diferença existente entre ouvir e escutar. Ouvir é involuntário, podemos estar na rua, absorvidos nos nossos pensamentos, e, ainda assim, ouvimos sons e palavras que nos chegam sem que tenhamos que fazer qualquer esforço. Contudo, não há conversação se não estivermos a escutar, é na escuta que percebemos o ponto de vista do outro e encontramos pontos comuns.

Aqui encontra estas 10 estratégias mais desenvolvidas.

Aqui encontra estas 10 estratégias mais desenvolvidas.

Simplicidade: fale português, fuja do “compliquês”

A melhor forma de assegurar que somos compreendidos, qualquer que seja o meio de comunicar que utilizamos, é simplificar a mensagem. Quando é exigido um grande esforço para desvendar o sentido de um conjunto de palavras que não se reconhece, corre-se o risco de lhe serem atribuídos outros significados que podem estar longe do sentido real. Simples e memorável é igual a fácil de executar.

Conte mais histórias: abra o seu livro, revele-se

Já reparou que quase toda a gente fica presa a uma história quando é bem contada? Uma história pode ser a ponte para uma boa comunicação, seja em que ocasiões for. Aproveite as suas histórias, os seus exemplos, os seus valores e inspire os outros.

Empatia: calce os sapatos dos outros mesmo que fiquem apertados

É uma argumentação que parece ser feita à medida dos seus destinatários. A comunicação é, efetivamente, bem-feita quando é adequada à pessoa com que estamos a comunicar. Assim, a empatia surge de forma natural, é uma ferramenta essencial em todas as vertentes da nossa vida, e ainda mais insubstituível quando pretendemos resultados profissionais. A empatia diz respeito à capacidade de nos identificarmos com os outros.

Mantenha a mente aberta: a arte de não se fechar na sua concha

Esta estratégia está intimamente ligada às ocasiões, onde temos que ceder. É normal existirem opiniões distintas. Por vezes, é necessário pôr o orgulho de parte e aceitar outros pontos de vista, para que sejam evitados conflitos e a comunicação resulte. As pessoas estão mais recetivas a comunicar e a criar ligações com quem está disposto a ouvir e a considerar outros pontos de vista.

Linguagem corporal: escolha bem o que diz, mesmo quando está calado

A parte não verbal também é muito importante na comunicação. A linguagem corporal, quando adequada, ajuda a reforçar a mensagem que queremos transmitir. Contribui para influenciar positivamente a nossa audiência, projetando uma imagem de autoconfiança, de credibilidade e de carisma.

Capacidade de mostrar: escolha as palavras mais nítidas e mais coloridas

A comunicação e a imaginação estão ligadas e muitas vezes não percebemos o alcance da ferramenta que é poder plantar imagens na mente de quem nos ouve, o facto de podermos tornar as nossas mensagens memoráveis. A comunicação é muito mais forte e eficaz quando o público consegue mentalmente visualizar o que queremos transmitir. Utilizar exemplos, descrições e analogias é uma boa forma de criar imagens mentais nos outros.

Autenticidade: não se separe do que comunica

A genuinidade é a base desta estratégia. Se a nossa mensagem for verdadeira, legítima e genuína mais facilmente surgirá empatia por parte de quem a recebe. Aproxima as pessoas e, consequentemente, cria uma ligação. Ser autêntico é mais importante do que ser perfeito, a comunicação torna-se mais forte e memorável.

Humor: o ângulo é o positivo.

O humor é uma ferramenta vital na comunicação, uma vez que deixa a plateia mais recetiva à mensagem que estamos a passar. Regra geral, as pessoas com humor são percecionadas como boas pessoas. Não é por utilizarmos o humor no nosso discurso que este fica descredibilizado ou pouco verossímil. Independentemente do contexto, o humor, com conta, peso e medida, pode ser sempre utilizado.

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