Executiva organiza Conferência Mulheres na Tecnologia

Uma iniciativa Executiva para captar o interesse das mulheres para a tecnologia, que está inserida no Girls in ICT Day, e que conta com o patrocínio da Accenture e da Nova Information Management, e o apoio da Siemens.

Nesta conferência, que se realiza a 27 de abril, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, queremos inspirar a nova geração de mulheres a descobrir o potencial desta área que é uma das mais promissoras no futuro e também uma das que melhor remunera.

Apesar de representarem mais de metade da força de trabalho, as mulheres ocupam apenas 25% das funções na computação. Quando se aprofunda um pouco mais esta análise, descobre-se que são ainda em menor número as mulheres que se encontram no desenvolvimento de software e no comando de empresas tecnológicas. O mais estranho é, contudo, verificar que há áreas, como as profissões ligadas à computação onde o número de mulheres está em declínio desde 1991 (passou de 36% para 25%), ao mesmo tempo que o seu número cresce nas outras áreas da ciência, mesmo nas engenharias. Estes dados foram divulgados no estudo Women in Tech: The Facts 2016 e referem-se ao mercado norte-americano, mas na Europa o panorama não é mais animador – as mulheres representam 30% dos postos de trabalho em tecnologias de informação e comunicação -, pelo que não é difícil imaginar que a realidade em Portugal não seja muito diferente.

Em Silicon Valley as empresas já perceberam que têm de ir buscar mais mulheres às universidades se querem ter boards com maior presença feminina, mas depois falham na sua retenção. Um estudo realizado em 2013 nos Estados Unidos, revelou que as taxas de abandono do trabalho na área das ciências, engenharia e tecnologia era de 50% ao fim de 12 anos de carreira, contra apenas 20% em outras profissões. Este desencanto deve-se sobretudo ao facto de as mulheres sentirem que o seu trabalho não é valorizado, que a sua opinião não é escutada, num mundo que continua a ser, sobretudo, masculino.

A Executiva organiza a Conferência Mulheres na Tecnologia, com o apoio da Accenture, da Nova Information Management School e da Siemens, para debater o que afasta as mulheres desta área. Vamos reunir numa primeira mesa redonda CEO, especialistas em sistemas de informação, recursos humanos e diversidade para debater o que estão as empresas a fazer para captar e reter mais talento feminino nesta área. Na segunda mesa redonda contaremos com seis mulheres que trabalham em tecnologia para falarem sobre o que as apaixona e desafia diariamente no seu trabalho. No final, o tema da intervenção de Pedro Pina, key note speaker da Conferência Mulheres na Tecnologia, é “A diversidade é um facto, a inclusão é uma decisão”, ou o que que se passa nesta área e o que é necessário fazer para provocar mudanças e torná-la mais apelativa para as mulheres.

Ao longo dos próximos dias vamos apresentar-lhe os oradores da Conferência Mulheres na Tecnologia. Fique atenta. Até lá, garanta o seu lugar. Compre a sua entrada aqui. Preço especial até 15 de abril.

PROGRAMA

9h30 – Boas vindas

Isabel Canha, diretora Executiva.pt

Miguel de Castro Neto, subdiretor da NOVA Information Management School

9h45 – Mesa redonda: Ter mais mulheres no topo

Paula Panarra, CEO Microsoft

Gonçalo Marques Oliveira, CIO Galp Energia

Fernanda Barata de Carvalho, diretora de Recursos Humanos Accenture

Joana Garoupa, diretora de Comunicação e Marketing Siemens

Teresa Morais, embaixadora Chicas Poderosas

Eugénio Baptista, diretor central de Sistemas de Informação CGD

11h – Coffee break

11h15 – Mesa redonda: Inspirar as novas gerações

Ana Maria Evans, investigadora FCT, Nova Information Management School

Cristina Fonseca, co-fundadora Talkdesk

Manuela Coutinho, responsável  do Centro de Supervisão e Gestão de Redes PT

Anabela Peixoto, responsável pelo Departamento de Materiais Isolantes EDP Labelec

Rita Alves, supervisora da Direção de Engenharia e Projetos Oceanário de Lisboa

Inês Carvalho, programadora Aptoide

12h15 – key note speaker: A diversidade é um facto, a inclusão é uma decisão

Pedro Pina, global client partner Google