À volta do populismo

Há quem como Chantal Mouffe, que com o falecido marido, Ernesto Laclau, surgem como os teóricos seguidos por uma nova esquerda como o Podemos espanhol, que dizem que o populismo é simplesmente uma resposta às necessidades das classes populares, que “há uma necessária dimensão populista em democracia”. Aliás Chantal Mouffe diz nesta entrevista que a esquerda tem de apropriar deste conceito por que “a dimensão populista é demasiado central na política para deixá-la à direita”. Outros, os que seriam os bem pensantes das classes possidentes, horrorizam-se com as respostas rápidas  e simples a questões complexas e de solução morosa. Um economista espanhol Anton Costas procurou encontrar as razões para que, da direita à esquerda, haja propensão para haver oferecer soluções populistas, o que só acontece porque há procura para estas respostas.

No seu texto cita Adam Smith quando este escreve Teoría dos sentimentos morais, “esta disposição a admirar, e quase idolatrar os ricos e poderosos, e de desprezar, ou ono mínimo, ignorar as pessoas pobres e de condição humilde (…) é a principal e más extendida causa de corrupção dos sentimentos morais”. Na opinião de Anton Costas o populismo radica e responde “al fuerte sentimiento de abandono, hostigamiento y agravio que experimentan muchas personas por parte de los gobiernos y las élites”.

 

“Hay una necesaria dimensión populista en democracia”
Corrupción de los sentimientos morales y populismo