Vai perder uma geração inteira?

 

A não perder na Executiva

As premiadas que estiveram presentes na cerimónia de entrega do Prémio As Mulheres Mais Influentes de Portugal 2020.

Conheça as vencedoras do Prémio “As 25 Mulheres Mais Influentes de Portugal em 2020: a lista das 25 premiadas, o seu perfil e os critérios deste estudo feito em exclusivo para a Executiva.

 

A ler na Web

 

O nosso top 

Mulher em feudo masculino

A historiadora da arte Laurence des Cars, de 54 anos, foi nomeada a nova presidente do Museu do Louvre, tornando-se na primeira mulher a ocupar o cargo desde a fundação do museu em 1793. À frente do museu mais visitado do mundo, que ultrapassou o recorde de 10 milhões de ingressos vendidos em 2019, a especialista na arte do século XIX e início do século XX tem o projecto de abrir o museu ao mundo de hoje falando do passado, à semelhança do que tem desenvolvido nos últimos anos no Musée d’Orsay, que dirige desde 2017.
Formada na Sorbonne e na École du Louvre, uma conceituada escola de conservadores de arte em França, começou sua carreira no Musée d’Orsay em 1994, onde permaneceu até 2007, quando foi nomeada diretora científica da France Muséums, responsável pelo desenvolvimento do projeto do Louvre de Abu Dhabi e pela aquisição do seu acervo nos anos anteriores à sua inauguração. Em seguida, dirigiu o Musée de l’Orangerie entre 2014 e 2017, quando voltou ao Musée d’Orsay como diretora, onde dirigiu um programa inovador, com projetos de artistas contemporâneos como Marlene Dumas, Tracey Emin ou Julian Schnabel.

 

Vai perder uma geração inteira?

As pessoas da “Geração Z” (nascidas após 1995) têm expetativas muito elevadas em relação aos valores dos seus empregadores. Este facto é evidenciado na pesquisa conduzida pela agência de marketing Lewis para o movimento de igualdade de género HeForShe. 
O estudo mostra que apenas 19% dos trabalhadores da Geração Z ingressariam numa empresa que não partilhasse os seus valores. E ⅔ dos 2600 entrevistados em todo o mundo afirmaram até que os valores da empresa eram mais importantes do que a sua liderança. No topo da lista estão os valores da diversidade de género e de raça. Pouco mais de 40% afirmaram que só ingressariam numa empresa que não tivesse diversidade se tivesse um forte programa de diversidade, equidade e inclusão para melhorar essa situação. Em comunicado, Edward Wageni, responsável global da HeForShe, alerta que os líderes empresariais que não atendam a estas exigências correm o risco de não se conseguir “ligar com quase uma geração inteira”. Conheço o relatório completo aqui.

 

Beleza perigosa

No Snapchat, Instagram ou TikTok, os populares filtros de beleza estão a mudar a forma como as raparigas se vêem a si próprias. Estas ferramentas automatizadas de edição de fotos, disponíveis nas plataformas das redes sociais ou nos telemóveis, representam o uso mais difundido da realidade aumentada: detetam certas características físicas e alteram-nas. Os especialistas ainda não têm a certeza do impacto que isso terá no futuro, mas sabem que os riscos são reais, sobretudo para as meninas e jovens que estão a ser alvo de uma experiência que vai mostrar como a tecnologia muda a forma como criamos a nossa identidade, como nos representamos e relacionamos com os outros. Tudo isto está a acontecer debaixo dos seus olhos quase sem supervisão. Eles alertam que o uso prolongado desse tipo de gadget ameaça causar transtornos mentais associados à dismorfia corporal, uma verdadeira distorção da aparência física. Uma reportagem a ler na MIT Technology Review.

 

Ria mais, lidere melhor

Naomi Bagdonas e Connor Diemand-Yauman, professores da Escola de Negócios de Stanford, divertem-se explorando a interseção de humor, negócios e liderança. “O humor é uma das forças mais poderosas que uma organização possui para construir uma conexão genuína, bem-estar e segurança intelectual entre os nossos colegas”, afirma Naomi Bagdonas. Além disso,“rir tem efeitos incomparáveis na nossa neuroquímica e comportamento”, acrescenta Diemand-Yauman. “Torna-o mais criativo, engenhoso e mais resistente ao stresse.” Um video para ver no site da McKinsey.

 

Arrume a sua cabeça

Já pensou como o tempo voa? Já estamos em Junho e metade do ano já nos escapou por entre as mãos. Esta é a altura certa para parar, respirar fundo e rever todas as suas resoluções de ano novo, que traçou para 2021. Num artigo da Inc., a consultora Alexandra Fraser sugere que responda a estas dez perguntas que a ajudarão a retomar o caminho certo.
1. Quais eram os meus objetivos no início deste ano?
2. Os meus objetivos são os mesmos – ou as coisas mudaram?
3. Há algo que tenho feito recentemente que não parece “adequado”?  Preciso continuar a fazer isso? O que aconteceria se eu simplesmente parasse?
4. O que é que estou cansada de me ouvir dizer, indefinidamente? “Tenho/preciso de começar …” “Tenho/preciso de parar …” “A sério, esta semana eu …”
5. O que é que definitivamente quero criar, alcançar ou experimentar antes do final deste ano?
6. Quem são as pessoas de quem tenho “inveja” – e por quê? O que elas têm – ou parecem ter – que eu quero?
7. Quem tem sido uma parte importante da minha vida este ano, como um amigo, mentor ou um colega? Disse-lhe “obrigada” recentemente?
8. O que vejo no mundo que me parte o coração? O que poderia fazer, dizer, criar ou contribuir para ser “parte da solução”?
9. Preencha o espaço em branco: “Este ano, uma das melhores decisões que tomei foi _______.”
10. E por último: Preencha o espaço em branco: “Este ano, sinto-me orgulhosa de mim mesma porque _______.”
Perante as respostas, tenha uma boa segunda metade do ano.

 

A escola construída pelos pais para as filhas

Para a construção da escola que projetou gratuitamente na cidade indiana de Jaisalmer, a arquiteta Diana Kellogg queria garantir que os trabalhadores locais estivessem envolvidos em todos os aspetos do projeto, aproveitando a experiência local com o material de construção (arenito) e a ajuda à economia da região, dando trabalho aos seus fabricantes de móveis. Mas a arquiteta tinha outro motivo oculto. “Achei muito importante envolver a comunidade porque eles não se preocupam muito com a educação das suas meninas”, afirma à Fast Company. “Se eu pudesse fazer com que os pedreiros e os fabricantes de móveis participassem da construção escola, teria mais probabilidade de ficarem receptivos ao facto de as suas filhas virem para esta escola.”
Localizada na região do deserto de Thar, no Rajastão, na Índia, a Rajkumari Ratnavati Girl’s School é uma tentativa de criar um espaço para a educação feminina de todas as faixas etárias. A escola foi encomendada pela Citta, uma organização sem fins lucrativos que apoia o desenvolvimento em comunidades com dificuldades económicas, remotas e marginalizadas. Segundo a organização, a alfabetização feminina na região é de apenas 36%.
A Diana Kellogg Architects, de Nova Iorque, também projetou dois outros edifícios para o projeto, conhecido como Gyaan Center. Em breve começará a construção de um espaço para exposições de artes e performances com biblioteca e museu, e um prédio cooperativo de mulheres onde artesãos locais ensinarão técnicas de tecelagem e bordado da região.

 

Praça do Palácio de Hofburg, em Viena. A capital austríaca tornou-se num case study em termos de igualdade de género.

O caso exemplar de Viena

Na capital austríaca, todos os aspetos da vida pública, incluindo os espaços urbanos, os transportes e a língua, são impactados pelo objetivo de ser um destino inclusivo e neutro em termos de género, escreve a BBC Travel. A estratégia de Viena para atingir este objetivo é a “Gender Mainstreaming”. A chefe do departamento responsável por essa área, Ursula Bauer, descreve-o como uma ferramenta para alcançar a igualdade de género na sociedade com base em estruturas, ambientes e condições iguais para mulheres e homens. Na prática, assume várias formas, como garantir que os órgãos governamentais comuniquem utilizando uma linguagem sensível ao género, que os transportes públicos incluam ilustrações de homens com filhos para sinalizar os assentos reservados para os pais e os passeios sejam largos para as pessoas que andam com carrinhos de bebé. Outra mulher, Eva Kail, pioneira de planeamento urbano, ajudou a capital austríaca a tomar consciência de como os seus espaços públicos podem favorecer um género em detrimento do outro. Ao recolher dados sobre como e por quem os espaços públicos de Viena estavam a ser usados, descobriu que os planeadores urbanos, quase sempre homens, baseavam os seus projetos nos interesses e na experiência de vida quotidiana dos homens, tendendo a negligenciar as perspetivas de outros grupos populacionais. Nessa sequência, incorporou a perspetiva das adolescentes nos parques, o que resultou em campos de futebol maiores, que foram subdivididos para que mais grupos pudessem jogar, ou instalar casas de banho públicas nos parques. Os novos projetos também abordaram os receios de segurança de muitas mulheres, pelo que os caminhos estão bem iluminados e os arbustos não estão muito próximos. Embora sejam pequenos ajustes, ela defende que “quando o projeto urbano com igualdade de género é bem feito, é invisível. Um espaço público em bom funcionamento é aquele onde nenhum grupo está ausente ou a lutar para o usar.”

 

Jovens talentos a não perder de vista

Naomi Osaka. Subitamente a número 2 do ténis mundial parece ter ganho o dom da ubiquidade, segundo o The New York Times. Foi anunciada como co-chair da icónica e glamourosa Met Gala, que regressa a 13 Setembro, e dá o nome até a uma bowl de salada. De origem haitiana e japonesa, aos 23 anos, entre Maio de 2019 e o mesmo mês de 2020, a campeã lucrou 37,4 milhões de dólares em publicidade e prémios, o que a coloca como a mais bem paga atleta feminina num só ano.

Anitta. Em fevereiro deste ano foi considerada uma das personalidades mais influentes do mundo pela revista Time e uma das mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a Forbes. A cantora de 28 anos é dona de uma fortuna de mais de 100 milhões de dólares, segundo a Forbes México, que atribui a riqueza acumulada ao fato de ela ser a sua própria empresária e ter investido noutras áreas além do setor musical, como por exemplo a sua crescente participação na plataforma OnlyFans.
É uma das cantoras brasileiras mais tocadas nas plataformas de streaming, e conta com mais de 50 milhões de seguidores no Instagram. Atualmente, a cantora está nos Estados Unidos, a investir na sua carreira internacional, além de dar o rosto a várias campanhas publicitárias. Em dezembro, a Netflix lançou uma série documental sobre a sua vida.

Josie Ho. A filha do magnata dos casinos de Macau Stanley Ho tornou -se na rainha da polémica do cinema de Hong Kong, enraivecendo os espectadores cristãos, e está prestes a tornar-se  num dos maiores nomes de Hollywood. Leia a entrevista no The Telegraph.

 

Work hard, play hard!

SUGESTÃO PARA DESCONFINAR

Duplo espelho d’Água

Às sugestões do chef Rui Araújo, junta-se um espaço despojado e cheio de luz, tendo o melhor cenário possível, um espelho de água e o rio. O Espaço Espelho d’ Àgua, entre o Padrão dos Descobrimentos e o Museu de Arte Popular, em Lisboa, é o local perfeito para uma bebida de final de tarde com os amigos. Adoramos as espreguiçadeiras onde podemos apanhar sol e ler um livro. A cereja em cima do bolo? A agenda cultural do espaço, com exposições e música ao vivo. Reserve o seu lugar aqui.

 

PROTEGIDAS DO SOL

O escudo protetor da pele

O novo UV Plus Anti-Pollution atua como um escudo protetor da pele contra os raios UVA/UVB e cinco tipos de poluentes. Para ser um bom protetor já não basta proteger a pele dos efeitos nocivos do sol, é fundamental que crie também uma barreira entre a pele e a poluição atmosférica exterior e interior, o pólen, a luz azul e a fotopoluição. Porquê? Porque a ação deste agentes leva ao stresse oxidativo da pele e ao seu inevitável envelhecimento prematuro. Este produto Clarins, que se vem aperfeiçoando desde a sua criação em 1991, é o seu aliado para reforçar os mecanismos de autodefesa da pele. Compre aqui.

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