Trazer mais mulheres para a gestão executiva muda a forma como as companhias pensam

 

A não perder na Executiva

Ana Paula Reis é partner da Bynd Venture Capital.

Depois de 11 anos na multinacional Mars e 16 como empreendedora, Ana Paula Reis é hoje partner da Bynd Venture Capital, sociedade gestora de capital de risco que investe em startups nas áreas de Digital e Ciências da Vida, com ligação aos países ibéricos, e em plena pandemia lançou a BridgeWhat. Conheça o seu percurso de gestora a empreendedora e angel.

 

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Trazer mais mulheres para a gestão executiva muda a forma como as companhias pensam. Esta é a conclusão de um estudo realizado por Corinne Post, Boris Lokshin e Christophe Boone, professores respectivamente das Universidades de Lehigh (EUA), Maastricht e Antuérpia (Bélgica), publicado na Harvard Business Review. A investigação revelou que as empresas com mais mulheres em funções de gestão de topo são mais lucrativas, mais socialmente responsáveis e proporcionam experiências mais seguras e de melhor qualidade ao cliente — entre muitos outros benefícios. Os autores identificaram três tendências distintas:
1) As empresas tornaram-se mais abertas à mudança e mais avessas ao risco. Esta mudança de mentalidade refletiu-se em mudanças tangíveis na forma como tomavam as principais decisões estratégicas.
2) Mudaram o foco de M&A (fusões e aquisições) para R&D (investigação e desenvolvimento), isto é, de uma estratégia de compra de conhecimento para uma estratégia de construção de conhecimento interno.
3) O impacto da presença feminina é maior quando as mulheres estavam bem integradas na equipa de gestão de topo: quando a executiva é nomeada para uma equipa de direcção que já tem pelo menos uma mulher: e quando ela é parte de um grupo menor de novos nomeados — se uma empresa promovesse 10 homens e 2 mulheres para cargos seniores, veríamos menos impacto do que se uma empresa promovesse 5 homens e 1 mulher.

. A fundadora da Stitch Fix Katrina Lake deixa o cargo de CEO para se tornar presidente executiva, curando das áreas de impacto social e de sustentabilidade da empresa. Quando abriu o capital da empresa de aconselhamento online de estilo, em 2017, Katrina Lake era a mais jovem fundadora de todos os tempos — este recorde foi, entretanto, batido por Whitney Wolfe Herd da Bumble. A executiva integra o clube muito restrito de mulheres que fizeram um IPO da sua empresa de tecnologia, e torna-se agora numa das raras CEO de uma empresa cotada a entregar as rédeas a outra mulher. Vinda da Bain & Co, Elizabeth Spaulding, que se juntou à empresa como presidente em janeiro de 2020, será a segunda CEO da Stitch Fix a partir de 1 de agosto.

. Numa semana caíram alguns feudos masculinos nos media. A veterana Kimberly Godwin é a nova diretora de informação da ABC e torna-se, assim, a primeira mulher a liderar uma divisão noticiosa de um canal televisivo. Transita da CBS News, onde era vice-presidente de informação, tendo também desempenhado funções de diretora executiva de desenvolvimento e diversidade e como produtora sénior da CBS Evening News.

Alessandra Galloni será a primeira mulher a desempenhar funções de editora-chefe da agência de notícias Reuters, que soma 170 anos de história. Escolhida num processo de selecção global, a jornalista italiana vai substituir Stephen J. Adler na liderança de mais de dois mil jornalistas em todo o mundo. Alessandra Galloni trabalhou durante 13 anos no The Wall Street Journal, como repórter e editora em Londres, Paris e Roma. Viria a regressar à Reuters em 2013, agência noticiosa onde trabalhara no início da sua carreira, em Itália. Antes desta nomeação era editora-executiva global, uma das principais adjuntas de Stephen Adler.

. Em entrevista à Forbes, a CEO da TaskRabbit, Ania Smith, aconselha a que se pense na carreira como um Google Maps. Filha de imigrantes do Leste Europeu, antes a executiva chefiou as operações da Uber Eats, Airbnb e Walmart. Com sede em San Francisco, a TaskRabbit, adquirida pela IKEA em 2017, opera em milhares de cidades nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Espanha, sendo um mercado online que liga clientes a fornecedores de serviços como a montagem de móveis, reparações domésticas e jardinagem. Na entrevista, ao analisar a sua carreira e os principais passos que deu, afirma: “Às vezes, está numa autoestrada super rápida e está determinada a chegar lá. Outras vezes, pode estar numa estrada secundária. Ou está no caminho errado. Às vezes, sofre um acidente de automóvel. Ou está preso no trânsito e não avança. Todas essas situações aconteceram na minha carreira”, compara. “Quando penso sobre mudanças na minha carreira, há algumas perguntas que me coloco: primeiro, estou a crescer? Dois: estou a aprender e a divertir-me? Três: estou a trabalhar com pessoas que valorizam o que estou a fazer e que me respeitam? Por fim, existem fatores externos, como a posição geral da sua carreira e a sua vida pessoal / familiar.”

. Uma investigação mergulha no Neolítico para encontrar as origens da desigualdade entre homens e mulheres.  A investigadora da Universidade de Sevilha Marta Cintas-Peña investiga as origens da desigualdade entre homens e mulheres, ciente de que “é um processo social e cultural criado que consolidou um sistema injusto ”. Para refazer este caminho, Cintas-Peña estudou a origem deste flagelo e encontrou um elemento que poderia ter sido fundamental: a mobilidade das mulheres para o ambiente de parceiros masculinos (“patrilocalidade”), que começa a ser evidenciada em caminho na Península desde a Idade do Cobre, entre 3200 e 2300 anos antes de Cristo, que identifica como uma das chaves para o surgimento de sociedades patriarcais. Leonardo García Sanjuán, professor de Pré-história e Arqueologia da Universidade de Sevilla e coautor do estudo, explica que “a patrilocalidade é a regra residencial pela qual as mulheres quando se casam, vão morar na aldeia ou vila do marido, ação típica das sociedades patriarcais”. Ao deixar as suas famílias e as suas aldeias, indo para as dos seus maridos, “as mulheres são descontextualizadas de seu quadro familiar e do apoio de seus parentes e amigos, o que as torna mais vulneráveis ​​à opressão do marido e da família.

 

Elas dão o máximo

. A irlandesa Rachael Blackmore fez história este mês ao ser a primeira jockey a vencer a Grand National Horse Race, em Liverpool. Apesar dos 182 anos da prova de obstáculos mais famosa do mundo, que se realiza em Liverpool, Rachael é apenas a 20.ª mulher a competir, porque as mulheres só foram aceites na pista desde que a Lei Anti-discriminação foi aprovada em 1975. Até este ano, apenas Katie Walsh tivera honras de pódio, com um 3.º lugar em 2012. Ainda que esta prova não tenha tido espetadores no recinto por causa da pandemia, estima-se que anualmente entre 500 e 600 milhões de pessoas assistem a este espetáculo em mais de 140 países. É uma das provas mais exigentes do mundo, que obriga os cavalos a saltar 30 obstáculos, invulgarmente altos, ao longo de quase 7km.

Grávida de oito meses, a atleta nigeriana Aminat Idrees ganhou a medalha de ouro numa competição nacional de Taekwondo.  A atleta de 26 anos tem conquistado prémios desde a adolescência, mas agora este feito foi descrito como “inspirador” pelos promotores da competição, mas tem sido alvo de polémica, com muitos apoios e críticas nas redes sociais.

 

Work hard, play hard!

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