O talento dos imigrantes tem de ser aproveitado

Há cerca de um ano, Correia de Campos, presidente do Conselho Económico e Social, relembrava que Portugal precisava de “900 mil trabalhadores imigrantes” para ter “um crescimento à volta dos 3%”. Provavelmente estava a pensar mais na força dos braços do que no cérebro. Mas seria importante pensar num esforço de qualificação não só dos portugueses mas de todos os imigrantes.

Os Estados Unidos são um bom exemplo. “Cerca de 40% das empresas que aparecem no ranking da Fortune das 500 maiores empresas são geridas por CEO imigrantes ou filhos de imigrantes. E a metade das start-ups de Silicon Valley foram fundadas por imigrantes”, dizia Michael Yazigi, professor de estratégia do IMD da Suíça. A lista é reveladora: Elon Musk (Tesla), é de origem sul-africana, Jan Koum (Whats­App) é ucraniano, tal como Sergey Brin, co-fundador da Google, Jeffrey Skoll, (cofundador de eBay), canadiano, Sundar Pichai (Google) e Indra Nooyi (Pepsico), da Índia.