Sunset party

Como parte da minha operação stop barriga, decidi, este ano, experimentar um daqueles biquínis muito na moda em que a parte de baixo vem quase até ao pescoço. Milagre! A barriga desapareceu! E o tronco… Mas, espera aí, por que é que tenho as axilas quase coladas às ancas? E porque é que a minha filha diz que as maminhas da mãe estão nos joelhos?

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Ilustrações: Mãe S. A.

Seguiu-se o triquíni e, por momentos deixei de pensar na barriga, a batalha até então confinada transformou-se numa guerra civil. Estão a ver aquela faixa de pano que une a parte de cima e a parte de baixo, uma espécie de, passo a expressão, faixa de gaja do tríquini? Quando não fica a sobrar tecido, a faixa fica sobre pressão ao ponto de desencadear uma batalha Norte/Sul. Desisti desta opção mal as tropas começaram a desertar e a deixar o território Norte a descoberto.

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Rendida ao facto ao facto de  não haver fato de banho capaz de me fazer assinar um acordo de paz com o meu inimigo abdominal, accionei o plano B: uma espécie de técnica de guerrilha que consiste em submeter o adversário a condições extremamente adversas. De madrugada e ainda em jejum, a minha barriga não teria forças para se exibir (seria compensada com uma torrada de pão alentejano after-sun). Outra vantagem: o únio raio nocivo na praia àquela hora seria o padrão ultra-rosa da Violetta no fato de banho da minha filha.

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Não aguentei guardar a minha ideia só para mim, tive de partilhar toda esta genialidade estival na minha página de Facebook. Tive tantos likes como pessoas a madrugarem no areal. Tornou-se uma espécie de Praia da Comporta Night Out e de repente a minha barriga era um ponto de luz a brilhar no oceano escuro como breu.

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Plano C, ideias? Guerra ao glúten? Ao leite? À indústria da Moda? Fora de questão levantar imunidade ao gin.