Quanto vale Kamala Harris?

A AESE Business School e a Executiva juntaram-se de novo para promover a 2.ª edição do One Step Ahead – Liderança no Feminino, uma formação executiva para mulheres que querem desenvolver o seu potencial de liderança para darem um passo em frente na carreira. Saiba mais aqui.

 

A ler na Web

Quanto vale Kamala Harris?

A desculpa oficial para abandonar a corrida a presidente dos Estados Unidos foi a de que não tinha dinheiro para pagar a campanha porque não era milionária, mas afinal não é bem assim. Em 2020, a declaração de rendimento de Kamala Harris e do marido, Doug Emhoff, foi de 1,6 milhões de dólares e tem andado em torno deste valor nos últimos seis anos, sobretudo graças ao salário de Doug que trabalhava como advogado numa importante firma de Los Angels, antes de Kamala se tornar vice-presidente dos Estados Unidos. Kamala já tinha um bom salário nos seus cargos anteriores como procuradora-geral e como senadora da Califórnia, e só em 2019 arrecadou 320 mil dólares pelas suas memórias The Truths We Hold: An American Journey, e ainda tem mais dois livros publicados. O casal tem ainda três casas avaliadas em mais de cinco milhões de dólares. Agora, Kamala ganha anualmente 235 mil dólares, mais 100 mil para despesas de representação, e vive em regime de “pensão completa” com a família no Number One Observatory Circle, em Washington. Segundo a Forbes, ela e o marido têm uma fortuna de 7 milhões de dólares. Se suceder a Joe Biden atingirá os 400 mil dólares de salário anual, mas o que descontou até chegar à Casa Branca já lhe rende uma reforma de um milhão de dólares.

 

Virar as costas ao sucesso aos 16 anos

Aos 16 anos, Ocean Pleasant teve a oportunidade de uma vida, tornar a sua revista Real num colosso com o apoio da Hearst, mas quando chegou à reunião com os executivos da empresa, em Nova Iorque, percebeu que não iria conviver bem com tanta pressão e desistiu. A revista de ativismo social para jovens já vendia 150 mil exemplares por mês, mas era um projeto só seu, sem empregados e que lhe consumia 12 horas por dia. Ocean tinha uma bolsa Thiel, que permite aos jovens deixarem a escola para se lançarem como empreendedores, e a prioridade era fazer escalar o negócio rapidamente. Decidiu fechar a empresa, mudou-se para Los Angeles e foi em busca de uma carreira na música. O objetivo era cuidar da sua sanidade mental. Fez coaching, meditação e journaling até descobrir uma nova paixão, a astrologia. Inscreveu-se numa escola da especialidade e dois anos depois de fechar a Real, lançou-se como Witchy Kid, com videos no TikTok sobre como as estrelas determinam comportamentos e padrões de vida. Hoje, aos 24 anos, vive no Hawai, tem 116 mil seguidores no TikTok, faz sessões de astrologia por 150 dólares, dá aulas de astrologia e tem uma coleção de produtos de cuidados pessoais com a sua marca lançada no Target. Continua a trabalhar sozinha, mas agora não se sente pressionada para escalar o seu negócio. Faz aquilo de que gosta, mas ao seu ritmo.

 

COVID-19 continua a penalizar mais as mulheres

No final deste ano haverá menos 13 milhões de mulheres no mercado de trabalho por causa do impacto da pandemia da Covid-19, enquanto o emprego dos homens conseguirá recuperar a níveis de 2019. Estas previsões da Organização Internacional do Trabalho significam que no final de 2021 apenas 43,2% das mulheres em idade ativa estarão empregadas contra 68,9% de homens. A pandemia afetou as mulheres de múltiplas formas: o facto de trabalharem sobretudo nos setores mais duramente afetados levou a que a sua taxa de desemprego fosse maior. Por outro lado, as que continuaram empregadas viram-se obrigadas a fazer mais horas de trabalho pago e não pago, implicando longas jornadas. Em conclusão: em pouco mais de 10 anos, as mulheres foram afetadas por duas fortes crises, sendo que a pandemia teve um impacto mais negativo sobre o seu emprego, rendimentos e bem estar do que a recessão de 2008-2014.

 

Linguagem inclusiva nas construtoras automóveis

A Ford junta-se à General Motors e adota cargos inclusivos, renomeando alguns cargos de liderança, nomeadamente substituindo o título de “chairman” por “chair”, como parte de um esforço geral para adotar uma linguagem neutra em termos de género. A porta-voz da Ford, Marisa Bradley, disse ao Detroit Free Press que as mudanças ajudarão a limitar a ambiguidade e a impulsionar uma “cultura inclusiva e igualitária” na empresa.
Durante uma reunião anual virtual de acionistas, em maio, a Ford elegeu Alexandra Ford English para o Conselho Administração, a primeira mulher da família fundadora a fazer parte do Conselho nos 118 anos de história da empresa. Ford English é filha do Presidente Executivo William Clay (Bill) Ford e tataraneta (filha da trineta ou trineto) do fundador da empresa, Henry Ford.
A General Motors, que é liderada pela CEO e chair Mary Barra, fez a transição para títulos de género neutro internamente em maio, mas ao contrário da Ford, ainda não entregou a documentação necessária na U.S. Securities and Exchange Commission — SEC para alterar os seus regulamentos internos

 

A diversidade compensa

Existem muitos argumentos para explicar por que as empresas devem fazer da diversidade — em todos os níveis, mas especialmente no topo — uma prioridade. O principal é porque é uma questão de justiça. Mas, para as empresas que por definição visam o lucro, é sempre importante recordar também que a igualdade gera mais dinheiro. Muitos estudos realizados por diferentes entidades o comprovam. Um dos mais recentes foi promovido pela organização sem fins lucrativos BoardReady. De acordo com a sua análise das empresas S&P 500, há uma forte correlação entre a diversidade dos boards e o crescimento da receita durante a pandemia. Outras conclusões importantes: as empresas em que as mulheres detêm mais de 30% dos assentos no Conselho de Administração superam a concorrência em 11 de 15 setores de atividade. As empresas com pelo menos 30% dos cargos de administrador desempenhados por pessoas não brancos viram as receitas aumentar 4%, enquanto as que têm boards menos diversificados em termos de raça tiveram um declínio de receita. Leia o relatório aqui.

 

Teletrabalho: quem não aparece, esquece?

Numa altura em que grande número de trabalhadores não quer regressar ao local de trabalho, é importante pensar em alguns desafios que essa decisão pode colocar, como, por exemplo, manter-se visível quando se está distante. Um estudo feito numa grande agência de viagens chinesa com dois grupos de empregados de call center — um trabalhou 9 meses em casa e o outro sempre no escritório — concluiu que os colaboradores que ficaram em teletrabalho tiveram metade do desgaste mas também metade das propostas de promoção. Isto apesar de este grupo se ter revelado 13% mais produtivo (faziam menos pausas, deram menos faltas e conseguiram mais ligações por minuto, graças ao ambiente mais silencioso). Nicholas Bloom, professor de Economia da Universidade de Stanford e um dos autores do estudo, apontou duas justificações para o “esquecimento”: 1. estas pessoas podem ser mais facilmente esquecidas; 2. quem está no escritório desenvolve relacionamentos com os colegas e as chefias e absorve melhor a cultura da empresa, o que é muito valorizado em posições de maior responsabilidade.
Um outro estudo publicado em 2019, observou as estratégias que os colaboradores em teletrabalho usam para se tornarem visíveis e concluiu que se não forem bem geridas, podem conduzir ao burnout. Estes trabalhadores preferem enviar vários e-mails por dia do que apenas um com vários temas ao fim do dia, respondem mais rapidamente às mensagens, mantêm a câmera ligada durante as reuniões, mas também — e é aqui que os problemas se agravam — mostram-se mais disponíveis para trabalhar fora de horas. Ioana Cristea e Paul Leonardi, autores do estudo, concluem que as estratégias, de facto, resultam, mas é preciso aplicá-las com conta, peso e medida. “Deve mostrar que está presente e que se preocupa, mas também deve procurar o seu equilíbrio, para não sacrificar a sua vida pessoal”.

 

Notícias de Wimbledon

Andy Murray continua a bater-se pela igualdade de género. Andy Murray voltou a sair em defesa das mulheres quando o jornalista Piers Morgan acusou a tenista Emma Raducanu de não saber lidar com a pressão por ter abandonado o torneio de Wimbledon por problemas respiratórios durante uma partida. O tenista é conhecido não apenas por ter ganho três Grand Slam e duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, mas também por defender com unhas e dentes a igualdade de género no desporto. Em 2014 contratou uma treinadora e teve de lidar com as consequências dessa “ousadia”, em 2016 e 2017 quando lhe perguntaram como se sentia ao ser a “primeira pessoa” a conquistar duas medalhas de ouro olímpicas no ténis recordou os jornalistas que as irmãs Williams tinham ganho quatro cada uma e, em 2018, indignou-se quando a futebolista Ada Hegerberg ganhou a bola de ouro feminina e o apresentador lhe pediu para dançar ao ritmo de twerking. Em 2019 retirou-se da competição mas felizmente continua em boa forma.

 

Sarah Gilbert, a inesperada estrela de Wimbledon. Sarah Gilbert, a cientista por detrás da vacina da Universidade de Oxford, que é produzida pela AstraZeneca, defende que o número de hospitalizações é cada vez mais importante que o de infeções. A cientista explica: as novas variantes são realmente mais contagiosas, mas as elevadas taxas de vacinação que se vão atingindo fazem com que os seus efeitos sejam menos graves. “A lógica leva-nos a esperar novos vírus mais contagiosos, mas que provoquem doença cada vez menos grave”, disse ao El País. Em relação à vacinação dos mais jovens, diz que não é prioritária, pois raramente há hospitalizações ou mortes nas faixas etárias mais jovens. Considera, por isso, que enquanto o número de vacinas disponíveis for limitado, é mais importante vacinar o pessoal de saúde e os idosos dos países onde as vacinas ainda não chegaram. “Ninguém estará a salvo até que todos estejamos a salvo”, recordou a cientista que a 28 de junho, recebeu uma homenagem inesperada — e muito pouco habitual a cientistas — quando o público que assistia à primeira partida de ténis do torneio de Wimbledon se levantou e a aplaudiu de pé.

 

Work hard, play hard!

LIVRO

“When the day comes, we step out of the shade…”

Não podemos deixar de ler A Colina que Subimos — Um poema Inaugural, o poema de Amanda Gorman, lido na tomada de posse de Joe Biden, publicado em Portugal pela Editorial Presença, em edição bilíngue, com prefácio de Oprah Winfrey. Amanda Gorman tornou-se na mais jovem poeta, aos 22 anos, a ler um poema numa tomada de posse presidencial. Ativista comprometida com causas como o ambiente, a justiça racial e a igualdade de género, o seu trabalho teve ampla divulgação em vários meios, tais como The Today Show, CBS This Morning, The New York Times, Vogue, Essence e O, The Oprah Magazine. Compre aqui.

 

LIFESTYLE

JNcQUOI Maison

JNcQUOI é o conceito de lifestyle de Paula Amorim que agora alargou a sua oferta a produtos para casa e decoração. Na JNcQUOI Maison, que fica no piso inferior do JNcQUOI Avenida, encontra uma criteriosa seleção de marcas internacionais, algumas representadas pela primeira vez em Portugal, como Les Ottomans, La Double J, Funky Table ou Jean Dubost. Há de tudo um pouco: home fragances, tableware, home textiles, livros e peças decorativas.
A JNcQUOI Maison está aberta de segunda a sexta, entre as 11h e as 22h30, e está também disponível online na plataforma JNcQUOI at Home. Saiba mais aqui.

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