Natal offshore

Será este o último ano em que o meu filho mais velho acredita no Pai Natal? Perguntei o mesmo o ano passado e o anterior. Mas ele lá vai escrevendo a sua cartinha. É esperto o miúdo. Continua a falar tu cá tu lá com o barbudo e a dar um bigode aos descrentes. Sabe que enquanto tiver linha de crédito na Lapónia e o apoio das renas não terá de ceder às vacas magras que amarraram a burra cá em Portugal. Por outro lado, nós, os pais, não queremos estragar a fantasia precocemente, dizendo que terá de pagar em figuras de LEGO o imposto extra pelo sol que lhe entra quarto adentro. E lá vai sacando a Playstation, o Mp3 e a Nerf, que por acaso até estou a pensar levar hoje para a festa da escola, para acertar na primeira mãe que se levantar à minha frente para filmar o seu Rudolfo. É esperto, o miúdo. Para a próxima, sei que pedirá o taser.