Marketing digital? Afinal é marketing

O tema do marketing digital enche os conteúdos das conferências, dos blogues e preenche as tendências de consumo e da forma de viver das empresas. Na verdade, qualquer registo oriundo do marketing digital, torna-se desactualizado na primeira instância, tal a velocidade da adesão, a intensidade da utilização e a crescente dependência do mesmo.

Atente-se ao facto de que nos últimos dois anos foi gerada 90% da informação que hoje em dia está disponível, para que se perceba a produção daquilo a que vulgarmente se intitula Big Data. Afinal, quem não é constantemente bombardeado com mensagens que sente não lhe serem destinadas?

Mas uma análise aprofundada às “boas práticas” do marketing digital, trazem-nos sinais bastante positivos. Corrigindo desempenhos menos conseguidos, o “Digital” sente a necessidade de ser cada vez mais Marketing, enquanto fenómeno oriundo e complementar da Estratégia e não uma simples ferramenta de Comunicação, desconexa, isolada e muitas vezes incoerente.

As empresas percebem isso e sentem que deverá existir um envolvimento profundo de várias áreas departamentais, com total conivência e empenho do top management. Afinal, é a imagem da empresa que se propaga à velocidade da luz.

O próprio Google toma a iniciativa e dá o exemplo: mais do que correlacionar dados através dos algoritmos comuns, estuda as causas das nossas opções, isto é, percebe-nos. E percebendo-nos, interage com muita eficácia, como sabemos.

Por cá, a NOS tomou recentemente a iniciativa de criar a UMA, onde cada pessoa pode definir um perfil com as suas preferências, mudar canais apenas com a voz ou começar a ver uma série no computador e terminá-la no tablet. Cada um percorre o seu caminho, tornando a informação inteligente.

Chegará o momento em que, a simples maneira de teclar define de sobremaneira a nossa personalidade, gostos e preferências. Na verdade, por cada minuto percorrido no mundo digital, deixamos um rasto de ADN atrás de nós.

Num mundo que vive obcecado pelo Big Data, adivinha-se que a próxima revolução tenha uma designação: Small & Unique Data.

Livro recomendado

Small Data: The Tiny Clues that Uncover Huge Trends, Martin Lindstorm