A Economia é o pior área académica para se ser mulher

A não perder na Executiva

Cláudia Azevedo é CEO da Sonae.

Em ano de pandemia, Cláudia Azevedo conseguiu que a Sonae crescesse 6%, atingindo o valor recorde de 6,8 mil milhões de euros, impulsionadas pelas vendas online. E não desiste das suas metas na igualdade de género. Leia aqui.

 

O nosso top 10 da web

Anjali Sud tem um percurso que qualquer mulher que goste de desafios ambiciona. Passou pela banca de investimentos, Time Warner e Amazon antes de se aventurar na plataforma de vídeo Vimeo. Candidamente, diz que viu numa companhia mais pequena a oportunidade de causar mais impacto e a verdade é que apenas três anos depois de entrar, como diretora de marketing, está onde nunca pensou: na cadeira de CEO. Leia a sua entrevista ao Inside the Strategy Room, da McKinsey, onde conta o que aconteceu para conseguir este feito.

Karen Lynch é a nova CEO da CVS, a cadeia norte-americana de farmácias com um volume de negócios de 269 mil milhões de dólares. A empresa tem em mãos a missão de se transformar numa companhia de cuidados médicos, mas o grande desafio mais premente da nova líder é vacinar a América, como conta a Fortune. Karen Lynch é a mulher que alguma vez subiu mais alto na liderança de uma empresa da Fortune 500, pois a CVS está na 5ª posição entre as maiores empresas americanas. Antes da sua nomeação, Marry Barra, da General Motors, era a mais poderosa.

. A empreendedora Alexandra Wilkis Wilson e a investidora Lisa Myerscomeçaram a conversar sobre a criação de uma firma de investimento em 2019. Agora, a dupla anunciou um fundo de equities de 100 milhões de dólares que irá tomar participações em empresa de tecnologia e de bens de consumo. Alexandra Wilkis Wilson fundou o Gilt Groupe que vendeu por 250 milhões de dólares à Hudson Bay, dona da Saks Fifth Avenue, em 2016 — e lançou o serviço de beleza Glamsquad em 2013, mas nessa altura estava a liderar a  área digital da farmacêutica Allergan. Lisa Myers, que tinha passado 19 anos na Franklin Templeton e era então sócia no principal fundo de aquisição da L. Catterton, estava em posição semelhante, interrogando-se se havia uma oportunidade de ter parcerias mais próximas com as empresas que financiava.

. Mais uma ronda de investimento e Falguni Nayar torna-se bilionária e a segunda self-made woman mais rica da Índia — a primeira é Kiran Mazumdar Shaw. A Nykaa, plataforma online de venda produtos de beleza criada por Falguni Nayar, aos 49 anos, depois de uma carreira bem sucedida na banca, disparou as vendas em 40% durante a pandemia, o que a tornou ainda mais apetecível para os investidores e lhe abriu as portas para entrar na Bolsa ainda este ano.


Poucas mulheres economistas chegam a governadoras do Fundo Monetário Internacional.

. A Secretária do Tesouro Janet Yellen é considerada a economistas mais poderosa em todo o mundo, o que a torna numa excelente role model para as mulheres que estão nos primeiros anos de carreira nesse campo. Só há um problema: ela é apenas uma das poucas mulheres que podemos encontrar no topo. Veronika Dolar, professora da State University of New York, assina um artigo no mínimo perturbador, em que afirma que o gender gap nas profissões económicas é ainda pior do que a propalada baixa representação das mulheres nas STEM, acrónimo inglês de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Por exemplo, só 15% dos professores catedráticos são mulheres e mesmo de 1/3  dos doutoramentos em Economia são de mulheres. Baseada na sua experiência pessoal e na observação de colegas, e em dados estatísticos, afirma que a Economia é o pior área académica para se ser mulher.

. Três importantes organizações sinalizam a importância de ter mais mulheres nas tecnologias. I BM, Macy’s e o novo governo de Joe Biden nomearam mulheres para os cargos de CIO — Chief Information Officer, e nenhuma delas terá a vida facilitada nos próximos tempos. Kathryn Guarini, Laura Miller e Claire Martorana serão responsáveis pelos sistemas de tecnologia de informação destas organizações numa fase desafiante para qualquer uma delas, como escreve a Forbes.

. Embora a BASF tenha mulheres a trabalhar em várias funções, a companhia anunciou no ano passado o seu objectivo de alcançar 30% de mulheres nos cargos de liderança em todo o mundo até 2030, para apoiar uma cultura e ambiente de trabalho inclusivos.

. A pandemia não só está a criar problemas financeiros acrescidos para as mulheres e a atirar uma grande parte para o desemprego, como teve um outro efeito igualmente perverso. De acordo com o que revela um relatório recente da PwC, um ano de pandemia foi suficiente para fazer retroceder a igualdade de género no local de trabalho aos valores de 2017! Oxalá a recuperação seja tão rápida como este retrocesso.

Usar linguagem assertiva é uma estratégia eficaz para aumentar a sua influência e credibilidade no trabalho. Foi a esta conclusão que chegou um estudo que tentava perceber se a falta de assertividade prejudicaria mais as mulheres do que homens. Não há evidências de diferenças por género, mas ficou claro que a assertividade está associada a credibilidade. Da próxima vez que quiser intervir numa reunião troque a abordagem habitual de “Esta ideia pode parecer despropositada, mas…” por “De acordo com a minha experiência nesse tema, posso assegurar-vos que…” e provavelmente irá surpreender-se com o tempo de antena que passará a conquistar.

. Quer um conselho que a pode ajudar tanto na sua vida amorosa como numa reunião de trabalho? Sente-se ao lado da pessoa e não frente a frente. Ao ficar ao lado da pessoa, há um nível mais alto de conforto, enquanto que de frente é possível que a pessoa crie resistência e lute contra si. Este e outros conselhos são dados à Exame Brasil por Joe Navarro, ex-agente do FBI durante 25 anos que se tornou especialista em ler todos os sinais que as pessoas comunicam sem usar as palavras, a comunicação não-verbal.
Autor do livro What Every Body Is Saying: An Ex-FBI Agent’s Guide to Speed-Reading People, que já vendeu um milhão de exemplares,  o ex-agente do departamento de investigação dos Estados Unidos conta o que nunca fazer na entrevista de emprego: nada é pior do que levantar apenas um ombro ao responder. Ao dar uma resposta, fazer o gesto mostra a sua insegurança no que está a dizer.

 

O papel da mulher na Idade do Bronze

Uma descoberta arqueológica em Espanha pode levar a que se reconsidere o papel das mulheres nas sociedades europeias da Idade do Bronze.  O achado sugere que as mulheres tinham funções políticas, ainda que não governassem sozinhas. A ler no The New York Times.

Pais de corpo e alma

Na mesma semana em que o deputado português André Silva anuncia que vai deixar a liderança do PAN e o cargo de deputado para “apanhar o comboio da paternidade”, o El Pais publica um artigo sobre a paternidade de hoje em dia. Logo no início do artigo se assume que a igualdade de género está a contribuir para que mais homens queiram assumir a paternidade de corpo e alma. É uma conquista em que todos ganham!

 

Work hard, play hard!

O LIVRO QUE ESTAMOS A LER

O épico potencial das mulheres

Como defendemos na Executiva, a igualdade de género não é apenas uma questão de direitos humanos mas também de negócio. Segundo o Banco Mundial, a desigualdade retira 160 mil milhões de dólares à economia todos os anos. Linda Scott, professora emérita da Universidade de Oxford, está no terreno para mudar o estado das coisas. Neste livro documenta todos os dados para que se perceba o quão importante é a presença de mais mulheres no mercado de trabalho e na liderança de empresas e organizações e para que mais mulheres e homens se juntem a este movimento pela igualdade. Saiba mais neste video.

 

O PRODUTO QUE NOS DIVERTE

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Estamos rendidas ao perfume a sais marinhos e limão da  coleção Castelbel Sardinha. Composta por um sabonete que remove os cheiros das mãos, uma vela que ajuda a eliminar os maus odores e um pano de cozinha para manter sempre tudo a brilhar, esta é uma coleção obrigatória na nossa cozinha. Compre aqui.

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