Desafios para a retoma: do digital à confiança

Têm sido variados os prognósticos que incidem sobre a forma como as economias e as suas empresas vão recuperar do momento actual. As particularidades da situação que vivemos têm exigido a muitas empresas que se reinventem na forma como gerem o seu funcionamento e a muitas outras que redefinam o seu próprio modelo de negócio. Estima-se que 60% da população mundial esteja mais pobre com este cenário de crise e esse facto não é alheio à saúde económica das empresas, a grande maioria de pequena ou micro dimensão.

Sendo assim, muitos são os setores de atividade que se viram obrigados a adotar novas formas de interagir com o mercado, colaboradores e com a gestão dos canais de comunicação e distribuição. Os que têm perdido com a crise e aqueles que têm ganho com ela.

Entre os sectores que mais poderão vir a desfrutar do actual momento, encontram-se por exemplo os serviços que funcionam em cloud, a ciência biológica associada à tecnologia ou todos aqueles que operam na transição da energia a carbono para elétrica.

Encontram-se neste último caso muitos daqueles que nasceram em modo digital, independentemente do sector de actividade. Todavia, esta tendência já se vinha a desenhar através de um crescimento acentuado das vendas online no período pré pandémico, mas na realidade estes números evoluíram para registos impensáveis, muito além dos projetados.

Entre os sectores que mais poderão vir a desfrutar do actual momento, encontram-se por exemplo os serviços que funcionam em cloud, a ciência biológica associada à tecnologia ou todos aqueles que operam na transição da energia a carbono para elétrica. Todos estes movimentos representam alterações estruturais que irão ser combinadas com algumas tendências globais, tais como o reforço da sustentabilidade ou a diversidade.

A cada dia que passa, produziremos informação para que o “algoritmo da nossa vida” se optimize constantemente.

Os ganhos de estar “sempre online” serão evidentes e isso será crucial para se viver numa lógica de IoT (Internet of Things). A informação gerada pela combinação dos smartphones, smartwatches ou computadores crescerá de forma avassaladora e tenderá a filtrar a comunicação relevante a que cada um de nós (indivíduos e empresas), teremos acesso.

Quando aí chegarmos, teremos descido do bigdata para o smalldata, esse sim, totalmente disruptivo e diferenciador face ao que assistimos hoje em dia.

Sentiremos esse efeito nos cuidados médicos, na avaliação de uma proposta de seguro, na escolha de um automóvel ou na construção de um orçamento “chave na mão” para as nossas férias. É nessa altura que perceberemos que a tecnologia está totalmente identificada com a nossa individualidade. A cada dia que passa, produziremos informação para que o “algoritmo da nossa vida” se optimize constantemente.

O triângulo perfeito do amanhã resultará da combinação eficaz de saúde, família e internet estável.

É também por isso que terão sucesso todas aquelas plataformas que mais segurança darão aos consumidores e empresas, garantindo a sua privacidade. E como nem todas o conseguirão fazer de forma adequada, é provável que as maiores empresas agreguem e anulem as marcas menos capazes.

O acesso a qualquer tipo de informação será total. A maior enciclopédia mundial foi escrita nos últimos 20 anos, chama-se Wikipédia e publica em 300 idiomas. As conferências empresariais por vídeo serão a norma, tal como o teletrabalho. O coronavírus representou o empurrão necessário para que o trabalho remoto se tornasse uma realidade e pode vir a constituir, no muito curto prazo, o canal de eleição para o trabalho colaborativo e grupal. É caso para dizer que o triângulo perfeito do amanhã resultará da combinação eficaz de saúde, família e internet estável.

Mas nada do que representa este novo cenário digital desobriga as empresas e seus colaboradores de uma formação orientada para a excelência do serviço, onde o cliente é e será a razão da sua existência, seja em banca, retalho, educação ou saúde. Antes pelo contrário. Nunca terá sido tão premente centrar o modelo de negócio nos clientes, na capacidade de ir de encontro aos seus interesses e expectativas, superando a concorrência pela diferenciação. Digital ou física. O caminho para qualquer história de sucesso económico do futuro assentará na base da confiança que as empresas forem capazes de oferecer ao mercado.

 

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