Crianças: medo!

Ai que lindas as crianças e tal, tão puras e genuínas… mas já imaginaram se a criancice nos acompanhasse a todos pela vida fora? Seria insuportável, até porque eu tenho medo das crianças. Daquelas que nos olham de frente, nos olhos, e em alturas em que não há filtros do Instagram para nos safar. “Senhora, por que é que a tua boca é tão grande?” E o politicamente correto a impedir-me de responder como manda a tradição. Adoro a hipocrisia dos adultos, saber que todos vão pensar que aquele batom vermelho me fica incrivelmente mal mas que ninguém mo dirá na cara.

Imaginemos que sou criança agora. Pergunto ao meu chefe quanto é que ele ganha e porque ganha tanto para fazer tão pouco. Faço uma birra, daquelas à moda antiga, de me atirar para o chão, pouco ralada com o vestido rosa pastel. Grito, atiro com os sapatos, capaz de atingir um colega no olho. Que não é justo, que ele é que desarrumou tudo e agora sou eu que tenho de arrumar. Faço queixinhas a um chefe ainda mais chefe, que diz para eu parar já com o barulho, está ocupado a caçar Pokémons. E, que não tem culpa, mas é ele que manda naquela brincadeira.

Dito isto, afinal esta história não me parece tão fantasiosa assim.

Pronto, amuei.