Anos 1980 – A pequena revolução do franchising

Nos anos 1980 em Portugal iniciava-se a modernização do comércio, em que o franchising teria um papel relevante. “Em 1985 existiam 37 empresas franchisadoras, 680 pontos de venda e a facturação situava-se em 3,3 milhões de contos. Três anos depois estes valores subiam vertiginosamente, contavam-se 1200 franchisados e 90 milhões de contos de vendas”[1]. Na época, a Cenoura era considerada a “Rosa Mota do franchising”. E criaram um novo tipo de segmentação de cliente. Como referia Pedro Celeste no texto 10 Respostas do marketing, publicado em 2009, a proliferação destas cadeias fez com que “hoje na atitude face à compra, somos mais parecidos com um italiano, espanhol ou francês do mesmo segmento de mercado, do que com um português de outro segmento: na roupa que vestimos, nos locais que frequentamos, na música que ouvimos, nos destinos de férias que privilegiamos”[2]. Em 2016, havia 574 marcas a operar em Portugal e o franchising contribuía com 2,79% do PIB (Produto Interno Bruto) português, representando um volume de negócios de 5.167 milhões de euros e 117.450 postos de trabalho segundo os dados 22.º Censo do Franchising realizado pelo IFE – International Faculty for Executives.

[1] Filipe S. Fernandes, “Como fazer Uma Rede de Sucesso”, Exame nº 3, Junho de 1989, p. 61/62

[2] Pedro Celeste, 10 Respostas do marketing, Exame, Abril 2009, p. 135