A mulher que manda nos detergentes na Europa

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A mulher que manda nos detergentes na Europa

A empresa de detergentes e amaciadores Persán pode não nos dizer muito, mas é a maior unidade de detergentes da Europa e uma das maiores do mundo, com 1350 empregados. Na sua liderança está Concha Yoldi, desde que o marido faleceu em março. José Moya juntara-se à Persán em 1994, quando Concha o convenceu a ajudá-la a salvar a empresa da família. Juntos conseguiram recuperar o controlo da Persán, que tinha o capital disperso por vários fundos, e puseram em curso um ambicioso plano de investimento que já serviu para comprar uma importante fábrica em França, onde vai ser criado um centro de excelência europeu em tecnologia de máquinas de lavar.
Concha Yoldi é licenciada em Ciências Económicas e Empresariais e trabalha também na Universidade de Sevilha. A executiva orgulha-se de conciliar duas tradições de família: o avô paterno foi o primeiro catedrático de Química Inorgânica na Universidade de Sevilha e o avô materno foi o fundador da Persán, empresa onde Concha trabalha desde 1984 e na qual continua a investir para que o legado perdure ainda muitos anos.

 

Milionária a esculpir sobrancelhas

Esta é a história de Anastasia Soare, uma imigrante romena que chegou a Los Angeles em 1989, e começou a trabalhar num salão de beleza. Três anos depois, lançou o seu próprio negócio e rapidamente ganhou fama entre as celebridades de Hollywood. A sua especialidade eram as sobrancelhas. Ela ignorou as sobrancelhas ultra finas que eram tendência nos anos 90 e defendeu que cada rosto, tom de pele e estrutura óssea exigem um tipo diferente de sobrancelha. Estudando todas essas variáveis, percebeu que poderia aplicar a proporção áurea, usada pelos mestres da Renascença, à forma como desenhava as sobrancelhas. Tornou-se uma autoridade no assunto com uma clientela que incluía Naomi Campbell, Michelle Pfeiffer, Cindy Crawford e Oprah. Em 1998 foi ao programa da popular apresentadora televisiva e essa aparição catapultou-a para a fama.
Esculpindo sobrancelhas construiu um império multimilionário. Em 2018, depois de receber um grande investimento de um fundo privado, a marca chegou a ser avaliada em 3 mil milhões de dólares e a sua fortuna pessoal chegou a 1,2 mil milhões de dólares, quando tinha o controlo da totalidade do capital da empresa. Hoje, a Forbes avalia a sua fortuna em 540 milhões de dólares, graças à famosa linha de produtos de beleza da marca Anastasia Beverly Hills que conquista a rede social TikTok e à lista interminável de clientes famosos, como Jennifer López ou Amal Clooney que só confiam nela. Ao lado de Vanessa Pappas, do TikTok, ou Whitney Wolfe, da Bumble, Anastasia Soare tornou-se  numa das CEO mais mediáticas e bem-sucedidas dos Estados Unidos. A sua filha, Claudia Soare, que a auxiliava no salão de beleza, chegou à presidência da empresa.

 

Mulheres negras no comando

. A Alphabet escolhe Wendy Tan White para liderar uma nova empresa de robótica. Após uma longa carreira no Reino Unido, como fundadora de empresas de tecnologia, investidora e executiva, Wendy Tan White é a nova CEO da Intrinsic, empresa de robótica industrial saída do secreto laboratório de investigação e desenvolvimento X (antes conhecido como Google X), da Alphabet. A executiva ingressou na divisão X  há dois anos e meio como vice-presidente e agora é uma das raras mulheres negras a liderar um negócio da Alphabet; outra é a co-CEO da Waymo, Tekedra Mawakana.

. O Wells Fargo nomeou Tanya Sanders, na empresa desde 2019, para chefiar a divisão automóvel, sucedendo a Laura Schupbach, que após 26 anos no banco se vai aposentar. A executiva tem experiência de várias posições de liderança no setor de financiamento automóvel. Foi diretora administrativa de operações de negócios do Chase Auto, e ocupou cargos de liderança no Bank of America e General Electric.

. Foi uma grande semana para o jornalismo norte-americano, em particular texano. Maria Reeve foi nomeada directora do Houston Chronicle e Katrice Hardy assumiu o comando do Dallas Morning News. Ambas são as primeiras mulheres negras nas respectivas funções dos grandes jornais.

 

Melinda will be Melinda

Desde o anúncio de seu divórcio de Bill Gates em maio, Melinda French Gates continuou o seu trabalho como filantropa e investidora com o objetivo de combater a desigualdade de género. O seu esforço mais recente é apoiar um novo fundo levantado pela empresa de capital de risco Female Founders Fund (FFF). Através da sua empresa Pivotal Ventures, a ex-mulher de Bill Gates é um dos vários acionistas que investem no fundo de 57 milhões de dólares, o terceiro da FFF, que eleva os ativos totais sob gestão para 95 milhões de dólares, tornando o fundo de Ani Duggal no maior capital de risco para mulheres. A filantropa também apoiou o segundo fundo, de 25 milhões de dólares, em 2016.
“Acredito firmemente que ao não investir recursos nas mulheres estamos a perder ideias transformadoras”, afirmou Melinda em comunicado. “Investi no Female Founders Fund porque precisamos de mulheres fundadoras e financiadoras que se sentem à mesa, se quisermos construir uma economia mais próspera e inclusiva para todos. Ideias novas e inovadoras vêm de todos os lados; não podemos continuar a procurar nos mesmos lugares de sempre.”

 

O tiro pela culatra

A segregação ocupacional baseada no género continua a ser uma realidade. Alguns estudos sugerem que uma das formas de as mulheres lidarem com a discriminação de género quando se candidatam a empregos dominados por homens é gerindo deliberadamente as impressões de género. No entanto, esta estratégia pode ser contraproducente, pois segundo um estudo da Rotman School of Management da Universidade de Toronto, as mulheres que usam termos menos femininos nas cartas de apresentação têm menos probabilidade de serem contratadas. Esta pesquisa descobriu que as mulheres cujas cartas de apresentação eram percepcionadas como menos femininas eram, paradoxalmente, menos propensas a serem contratadas porque não correspondiam às expectativas dos estereótipos de género.

 

A queda de mais um feudo masculino

As guitarras Gibson escolheram pela primeira vez na sua história uma embaixadora: Lzzy Hale, da banda Halestorm, que desde os 16 anos sonhava tornar-se parte do núcleo Gibson. “Algo mágico se acende dentro de mim quando seguro uma Gibson nas minhas mãos, são as mesmas guitarras que os meus antepassados penduraram nos seus ombros”. Lzzy Hale afirma que com a sua Gibson é a estrela do rock que queria ser e que “é um privilégio representar o seu género e o incrível poder da música que nos une a todos, com minha linda família Gibson”.

 

Mulheres na Ciência

. “A Matemática ensina a pensar criticamente, não importa qual a profissão que a criança escolha”, afirma a matemática colombiana Tatiana Toro Calderón (Bogotá, 57 anos), que foi eleita a nova diretora do Instituto de Pesquisa em Ciências Matemáticas dos Estados Unidos, um dos centros de pensamento mais importantes do mundo. Em entrevista ao El País, na sua casa em Seattle, em plena onda de calor de mais de 42 graus Celsius, a cientista explica a necessidade urgente de educar todas as crianças do mundo em matemática e enfatiza o papel desta ciência na luta contra os principais problemas da sociedade atual, incluindo o aquecimento global e o coronavírus.

. “O futuro que a inteligência artificial traz parece distópico, mas estamos a caminhar para lá de cabeça”, afirma a futuróloga Amy Webb, ao El País. Estamos a entrar numa nova fase de desenvolvimento da Inteligência Artificial. Várias empresas estão neste momento a criar o código que marcará as gerações futuras, sem que a sociedade participe nas principais decisões, sem que ninguém supervisione se a IA que atualmente está a ser desenvolvida para fins principalmente comerciais é também aquela que queremos a comandar as nossas vidas nas próximas décadas. Aguarda-nos um futuro sombrio, se os países não começarem a traçar uma estratégia séria em relação às tecnologias mais disruptivas. Nesta entrevista, a futuróloga norte-americana, fundadora e CEO do Future Today Institute, empresa que investiga os riscos e oportunidades futuros, descreve três cenários possíveis para este século. Vale a pena saber o que antevê, pois os seus clientes incluem algumas das maiores empresas do mundo, mas também bancos centrais e governos, incluindo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

 

Mulheres nos museus

. A pequena cidade de Arles inaugurou um edifício assinado por Frank Gehry que vai acolher o Luma Arles Art Center. Foi tudo pensado por Maja Hoffmann que pretende que as grandes exposições de arte deixem de ser exclusivo das grandes cidades e passem a mostrar-se também no campo.

Arles não é uma cidade qualquer, mas o local onde Van Gogh viveu os seus últimos 15 meses e pintou alguns dos seus quadros mais emblemáticos. Agora entrou no circuito da arte contemporânea com a inauguração da Luma Foundation no Parc des Ateliers, um misto de complexo cultural e laboratório artístico idealizado pela conhecida filantropa, colecionadora, patrona e promotora de artistas, que produz projetos grandiosos em todo o mundo.

Conhecida por apoiar o Palais de Tokyo, em Paris, o Serpentine, em Londres, e o New Museum, em Nova Iorque, entre outros, Maja Hoffmann tem uma forte ligação pessoal a Arles e assumiu que a ideia deste projeto é “trazer uma programação artística de classe mundial para o campo em vez de ela existir apenas nas grandes capitais da arte”. Está dado o primeiro passo para voltar a colocar Arles, uma cidade de pouco mais de 50 mil habitantes, no mapa, nem que seja para ver “A Torre” idealizada por Frank Gehry.

. “Paula Rego na Tate Britain — espírito animal”, é o título do FinancialTimes, acerca da retrospectiva da artista portuguesa. “Esta retrospectiva prova que nenhuma artista subverteu a tradição da pintura masculina de maneira tão poderosa para expressar a experiência feminina moderna”, escreve o jornal britânico, que a classifica como “a melhor exposição”, desde  “Artemisia” da National Gallery no outono passado. A exposição pode ser visitada até 24 de outubro. depois seguirá para o Kunstmuseum Den Haag, em Haia, na Holanda, onde estará de 27 de Novembro a 20 de Março de 2022.

 

Work hard, play hard!

LIVROS NA NOSSA WISH LIST PARA AS FÉRIAS

 

Vera Lagoa: a biografia do Diabo de saias

Já está nas livrarias a biografia de Maria Armanda Pires Falcão, mais tarde Vera Lagoa, pseudónimo que usou nas suas célebres crónicas sociais do Diário Popular, que lhe trouxeram a fama durante décadas. Começou a escrever “bisbilhotices” e conseguiu o pleno de ser perseguida pela PIDE e pelo Copcon. Foi ainda a primeira locutora da RTP, diretora de jornais e uma máquina de triturar políticos, especialmente os do PCP depois do 25 de Abril de 1974. Tinha a 4ª classe e fazia gala disso. A Sábado antecipou alguns episódios da biografia da autoria da historiadora Maria João da Câmara.     Compre aqui.

 

O thriller empresarial

Bad Blood — Fraude Multimilionária em Silicon Valley é a história da ascensão fulgurante e da não menos espetacular queda da Theranos, contada por John Carreyrou, o jornalista que a contou em primeira mão e acompanhou até ao fim, não obstante as pressões de que foi alvo para o silenciar. A startup de biotecnologia fundada por Elizabeth Holmes prometia revolucionar a indústria médica com uma máquina que tornaria as análises ao sangue mais rápidas e chegou a ser avaliada em 10 mil milhões de dólares. O problema é que a máquina não funcionou. Este livro foi vencedor do prémio Book of The Year do Financial Times e da McKinsey e, como Bill Gates, não vai conseguir parar de o ler. Compre aqui.

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