1992 – PSI-20, o índice que veio do Porto

O Portuguese Stock Index (PSI)-20, como principal índice da Bolsa portuguesa, foi lançado a 31 de Dezembro de 1992 a valer 3 mil pontos. Servia como indicador da evolução do mercado accionista português e de suporte à negociação de contratos de futuros e opções. Como escreveu Fernando Teixeira dos Santos, ex-responsável da CMVM e do Ministério das Finanças, a 13 de Janeiro de 1950 foi “realizado em Bolsa o último conjunto de negócios a prazo em Portugal, só retomados com a negociação dos contratos de futuros OT-10 e PSI-20 na Bolsa de Derivados do Porto, aquando da sua inauguração oficial em 20 de Junho de 1996”.

O índice PSI-20 registou o seu maior valor em 3 de março de 2000 quando atingiu os 14.822,59 pontos. Desde então não se aproximou mais desse valor recorde. O valor mais baixo registou-se em 14 de março de 1993 com 2.917,56 pontos. Em 1 de Outubro de 1998 deu-se a maior queda do índice PSI-20 quando, num só dia, desceu 15% e a negociação em Bolsa esteve interrompida várias horas. Em 2008 teve a sua pior performance com uma queda de 51%.

O PSI-20 é o índice benchmark para o mercado português e, ao longo dos anos tem sido objecto de alterações e ajustamentos de forma a ser um instrumento útil para os intervenientes no mercado de capitais. Em agosto de 2013 as novas regras de acesso ao PSI-20 passaram a prever um índice só com 18 empresas, que é o que acontece hoje.

Curiosamente, na sua génese, o PSI-20 tinha sido criado pela Associação da Bolsa de Valores do Porto, criada em Janeiro de 1991 como o seu índice de valorização accionaria, enquanto a Associação da Bolsa de Valores de Lisboa, fundada em Março de 1992, se regia pelo BVL-30. Com a fusão das duas bolsas o cosmopolita PSI-20 venceu o alfacinha BVL-30.

Fonte: https://tradingeconomics.com/portugal/stock-market