Accenture quer atingir a paridade de género em 2025

A Accenture vai bem lançada nas suas políticas de igualdade de género: em 2016, 40% das contratações foram femininas. A consultora anunciou ainda a abertura de centros de inovação tecnológica nos Estados Unidos e a contratação de mais 15 mil funcionários.

40% das contratações da Accenture em 2016 foram femininas; a consultora quer a paridade de género total até 2025.

A gigante global da consultoria em gestão, tecnologia e outsourcing de serviços quer que 50% dos seus colaboradores nos Estados Unidos sejam mulheres, dentro de oito anos, avança o site da Fortune. O compromisso foi anunciado esta quarta-feira, dia 14, por responsáveis da empresa.

A Accenture já vai bem encaminhada nesta tarefa de promoção da total igualdade de representação de género entre os seus colaboradores. Em março passado, estabeleceu a meta de 40% de força de trabalho feminina até 2020; 40% das contratações feitas em 2016 também foram mulheres. No início do ano passado, tornou-se ainda a primeira entre as grandes empresas norte-americanas de consultoria e outsourcing de serviços a publicar um relatório estatístico sobre diversidade de género e étnica entre os seus funcionários.

Atualmente, a consultora emprega 150 mil mulheres em todo o mundo. Em 2016, 20% dos seus cargos de direção de topo já eram ocupados por mulheres — a empresa quer que a fasquia suba para 25% em 2020 — e elas representavam ainda 30% das novas promoções para cargos ao nível diretivo.

Em entrevista à Fortune, a CEO da empresa para a América no Norte, Julie Sweet, confirma a intenção da contratarem mais 15 mil funcionários naquele território e da abertura de novos centros de inovação tecnológica nos Estados Unidos. “Pensamos que a próxima vaga de crescimento e competitividade vai chegar através da inovação, acelerada pelo desenvolvimento da área digital e das novas tecnologias, nas quais somos líderes. Isso requer investimento e por isso vamos gastar cerca de 1,4 mil milhões de dólares em formação de colaboradores, nos próximos quatro anos, o que cria postos de trabalho altamente especializados em muitos destes centros tecnológicos e hubs de inovação.”

Nos Estados Unidos a consultora adotou políticas de igualdade de género que incluem um programa de patrocínio para a progressão na carreira das suas colaboradoras sénior, recompensas para as funcionárias que dêem outras mulheres ou pessoas de diferentes etnias como referência para a contratação, ou ainda 16 semanas de licença de maternidade paga (que não é um direito universalmente atribuído às mulheres trabalhadoras nos Estados Unidos). O empenho na discussão de políticas de liderança e empreendedorismo femininos levou ainda a empresa a participar, recentemente, num conselho especial que reuniu representantes empresariais e dos governos dos Estados Unidos e Canadá.