13 atitudes a evitar no trabalho

Cruzar as pernas à mesa das negociações? Má ideia. Tocar na cara enquanto fala? Vão pensar que está a mentir. Saiba a que gestos e atitudes deve ter mais atenção para causar boa impressão em ambiente de trabalho ou quando fecha um negócio.

Olhar o interlocutor nos olhos passa uma imagem de mais segurança.

A linguagem corporal pode ser responsável por entre 60 e 80% do impacto que cria em outras pessoas, dizem alguns especialistas, uma percentagem que não é de todo negligenciável à mesa das negociações ou quando está a tentar criar uma imagem de confiança e profissionalismo num novo trabalho. Muitas destas impressões acontecem a um nível subconsciente, mas moldam o conceito que fazemos dos outros.

Eis alguns gestos que, ainda que feitos de forma inconsciente, podem transmitir sinais negativos.

Cruzar os braços, pernas ou pés — Pode transmitir sinais negativos, como estar a assumir uma posição defensiva, uma postura distante ou de teimosia em relação aos seus argumentos. Pernas cruzadas são mau sinal à mesa de negociações, dizem os especialistas. No entanto, de estiver sozinho e frente a uma tarefa difícil, cruzar os braços enquanto pensa pode dar-lhe até 30% a mais de hipóteses de completar o trabalho, segundo uma pesquisa publicada em 2007 no European Journal of Social Psychology, por induzir a persistência.

Invadir espaço pessoal — Aquilo que é considerado uma distância pessoal sensata varia culturalmente, mas também de pessoa para pessoa. No sul da Europa somos muito mais naturalmente inclinados à proximidade e contacto físico do que os europeus do Norte, por exemplo. Mesmo que tenha uma excelente relação com um colega de trabalho ou até com o chefe, mantenha um espaço socialmente adequado que, segundo alguns especialistas, pode variar entre os 90cm e os 2,30 metros. Caso contrário, poderá fazer com que o seu colega se sinta ameaçado ou desconfortável.

Evitar ou quebrar o contacto visual durante a conversa — Nem a timidez é desculpa para o fazer em ambiente de trabalho. Vai passar uma imagem de desinteresse e falta de empatia. Olhar o outro nos olhos induz a uma maior ligação entre os dois interlocutores.

Dar um aperto de mão fraco — Transmitem uma impressão de desconforto e insegurança. O ideal é dar um aperto de mão firme e breve — nada de cumprimentos à Trump, até estalar a os ossos da mão da outra pessoa — olhando-a nos olhos.

Postura curvada – Por alguma razão as nossas mães estavam sempre a dizer-nos “endireita os ombros!” Os especialistas em linguagem corporal explicam que é sinal de infelicidade ou falta de autoconfiança, uma posição assumida frequentemente por pessoas deprimidas ou desmotivadas. Adotar posturas que fazem o nosso corpo parecer mais pequeno e encolhido é, geralmente, sintoma de que também nos sentimos pequenos e frágeis. Para demonstrar confiança e determinação, lembre-se: tronco e ombros bem direitos.

Gestos nervosos – Exemplos comuns são roer as unhas, morder o topo da caneta ou do lápis, estalar os dedos, mexer constantemente no cabelo, morder o lábio, bater nervosamente com o pé no chão e outros gestos tantas vezes inconscientes, mas que passam uma ideia de nervosismo e incompetência, prejudicando a imagem de quem chegou há pouco tempo à empresa ou a uma nova equipa. Peça a um colega com quem tenha uma relação mais próxima para lhe chamar à atenção quando estiver alheadamente a repetir estes tiques.

Esconder as mãos atrás das costas ou nos bolsos – Sobretudo quando estiver à conversa. É frequente em pessoais mais introvertidas e tímidas, mas pode ser interpretado como um sinal de que tem algo a esconder e de que não podem confiar em si completamente. Algumas pesquisas mostram as pessoas que usam as mãos enquanto falam – gesticulando moderadamente, atenção; os excessos também transmitem uma ideia de bravata e arrogância – captam mais facilmente a atenção dos outros.

A sua postura não está direcionada para quem fala – Acontece muito em reuniões de trabalho: já estamos sentados há algum tempo e, sem darmos conta, o nosso corpo está voltado para outra direção que não a de quem está a falar. Pode ser até que estejamos a prestar atenção à comunicação, mas é considerado um gesto de desinteresse pouco educado, que facilmente irritará o seu chefe ou o colega que esteja empenhado numa apresentação. O melhor é endireitar os ombros e tronco e voltar a cadeira na direção da conversa.

Da mesma forma, quando está de pé a conversar, e ainda que tenha o tronco e cabeça voltados para o seu interlocutor, se os seus pés apontarem em outra direção, estará inconscientemente a transmitir a mensagem de que não vê a hora de sair dali. Ainda que a maior parte das pessoas concentre a atenção na face e parte de cima do corpo, é melhor estar atenta a este pormenor.

Enroscar os pés à volta das pernas de uma cadeira – Inconscientemente, é uma atitude de autoconforto e demonstra que se sente insegura e pouco à vontade, como se precisasse de se agarrar a qualquer coisa. A evitar em situações nas quais é importante passar uma imagem de confiança.

Esfregar ou dar palmadinhas nas pernas – Outro gesto demasiado óbvio de autoconforto. Fazemo-lo inconscientemente quando nos sentimos stressados ou desconfortáveis, emocional ou fisicamente. Evite-o a todo o custo, sobretudo naquela reunião frente a frente com o chefe.

Passar o tempo a mexer no telemóvel – Em plena era digital e de conetividade constante, é um dos gestos que mais frequentemente vemos em ambientes de trabalho – e não apenas nos millennials; os mais velhos também já se renderam ao hábito. Mas, a menos que as suas funções a obriguem a acompanhar as redes sociais ou outra plataforma digital em tempo real, não largar o telemóvel durante uma reunião de equipa, uma apresentação, uma simples conversa entre colegas, ainda é considerado um sinal de desinteresse e até de desrespeito, por mais antiquado que isto lhe soe. Se precisar mesmo de o fazer numa dessas ocasiões, peça desculpa antes de prosseguir.

Tocar na cara – Especialmente na zona da boca, nariz ou orelhas. Quando fala, pode ser interpretado como sinal de que não está a ser honesta; quando escuta também pode ser entendido como sinal de resistência ou desconfiança sobre o que é dito.

Assentir demasiadas vezes – É aquele gesto de concordância que faz com a cabeça quando conversa com alguém. É uma boa forma de demonstrar empatia e atenção à conversa, mas em exagero pode denotar fraqueza ou que está a esforçar-se demasiado por agradar. Também pode ser interpretado como sinal de que já desligou da conversa, entrou em modo de piloto automático e está desinteressada.