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Maria Serina e Isabel Canha, as empreendedoras do site Executiva.pt

A nossa missão

Enquanto jornalistas ouvimos e contámos histórias sobretudo de homens porque são eles que estão na linha da frente da maioria das áreas: política, negócios, cultura, ciência e desporto. Mas ao longo de mais de 25 anos de carreira nas áreas dos negócios e das revistas femininas, conhecemos inúmeras mulheres que têm histórias muito inspiradoras para partilhar. Os seus testemunhos podem encorajar outras mulheres a atingirem todo o seu potencial, a assumir riscos e quebrar barreiras, a superarem-se e, com isso, tornarem-se pessoas mais realizadas e capazes de mudar a sua vida, e a dos outros, para melhor.

Executiva é o espaço que dá voz às mulheres. Este site dirige-se a empresárias, empreendedoras, gestoras, quadros de organizações, profissionais liberais, cientistas, artistas, no fundo, a todas as mulheres para quem a carreira é uma parte muito importante da sua vida. Mulheres que encontram no trabalho mais uma fonte de realização pessoal, que se orgulham da sua competência, ambicionam progredir e ocupar os lugares de topo que merecem. Que têm objetivos e ambições, que transformam adversidades em oportunidades, e dificuldades em desafios. Mulheres com todas as letras, como você!

Acreditamos que por trás de uma grande profissional há sempre uma boa história. Gostamos de estar horas à conversa até a descobrir. Escrever para lhe dar a conhecer o outro lado das pessoas é, para nós, uma paixão. Começámos a trabalhar juntas em 1991, na revista Exame, e desde então somos colegas e amigas e mais de metade do nosso percurso foi feito em dupla. Este projeto é um sonho com mais de 10 anos, que nunca duvidámos que transformaríamos em realidade. Hoje orgulhamo-nos de o partilhar consigo. E esperamos que ele também a ajude a concretizar os seus sonhos.

 

 A dupla diretiva 

Isabel Canha, diretora

Enquanto estudava, na Faculdade de Direito de Lisboa, em 1988, comecei a trabalhar como colaboradora da secção de Economia do jornal Semanário. Prescindi de grande parte das férias de Verão para estar na Redacção; o dia mais emocionante que ali vivi foi o do incêndio no Chiado. Depois disso, terminei o curso com a certeza de que nunca seria advogada.

Tive a sorte de ser convidada para integrar as equipas fundadoras da revista de negócios Exame, em 1988, e Fortuna, em 1991. O arranque de novos projectos continua a ser, para mim, particularmente entusiasmante. Na Executive Digest, onde desempenhei funções de editora-chefefui responsável pelo lançamento do suplemento trimestral Executiva. Seguiram-se a direcção da revista feminina Cosmopolitan e da Exame, esta última durante nove anos.

Gosto de escrever e vibro com histórias reais de pessoas inspiradoras que têm a força e a persistência para ultrapassar dificuldades de diferente natureza e, ainda assim, fazem coisas extraordinárias. Por isso escrevi o livro As Mulheres Normais Têm Qualquer Coisa de Excepcional (2009), em homenagem a heroínas do quotidiano. Sempre tive também uma predilecção pelas histórias de empreendedores, os meus heróis. À biografia do maior empreendedor do século XX, António Champalimaud (António Champalimaud – Construtor de Impérios, 2011), em co-autoria com Filipe Fernandes, dediquei seis anos de investigação e trabalho.

Os temas relacionados com a situação da mulher interessam-me em particular por isso fui oradora na TEDxFCT-UNL 2013 com o tema “Telhado de vidro” e organizadora licenciada da TEDxBelémWomen 2013, em que a Maria Serina também esteve envolvida. Gosto de moda, que considero uma arte (sobretudo sapatos e malas). Adoro sushi e cheviche. Faço a melhor mousse de chocolate negro do mundo (diz meio mundo). Odiava exercício físico e hoje adoro – o que prova que as pessoas mudam. Como deixei de fumar (só com a ajuda da força de vontade), engordei mais do que gostaria. Para queimar calorias, durante sete anos fiz natação no Sporting Clube de Portugal. Hoje faço ioga, pilates, body balance, zumba, ginásio… Ou falto ao ginásio. Depende do trabalho. Viajar faz parte da minha vida. Todos os anos tento visitar pelo menos um país novo. No próximo Agosto o destino será o Uruguai e a Argentina, pois desde há três que o tango se tornou uma das paixões da minha vida. O site Executiva é outra delas.

Maria Serina, diretora adjunta

Tenho tido a sorte de fazer aquilo de que gosto. Hesitei entre Direito e Comunicação Social, mas estava escrito nas estrelas que o jornalismo seria a minha vida. Em finais dos anos 80, ainda estava na universidade quando fui desafiada para escrever numa revista de bolsa. Apesar de ter concluído o curso de Direito, nunca fiz uso dele. A primeira metade da minha carreira foi feita como jornalista de negócios nas revistas Exame, Fortuna & Negócios e Executive Digest, até que, em 2000, descobri o mundo das revistas femininas com a Cosmopolitan. Agora tenho o privilégio de conciliar estes dois mundos no site Executiva. Os objetivos do projeto e o facto de o fazer com uma das minhas melhores amigas não me deixam qualquer dúvida de que aqui serei feliz.

O desafio é grande, mas a vontade de o transformar num projeto vencedor é ainda maior. Sou perseverante e determinada e não desanimo facilmente. Fiz uma mini-maratona aos 34 anos para desafiar os meus limites. Aprendi a andar de bicicleta com 47 anos, porque acredito que a vida é uma aprendizagem constante. Deixei de fumar há dois anos, porque acho que nunca é tarde para mudar. Mas o meu maior desafio tem sido, sem dúvida, o de educar o meu filho e tentar prepará-lo para a vida. Gosto de me pôr à prova travando pequenas batalhas, que juntas me dão a força de quem consegue ganhar guerras. E adoro celebrar as vitórias, as minhas e as de todos aqueles que fazem parte da minha vida.

Mas tenho outras paixões. Gosto de cozinhar e de conduzir, adoro rir e sou mais feliz nos dias de sol. Não resisto ao salame de chocolate da minha mãe e emociono-me sempre que ouço ‘Bohemian Rhapsody’, dos Queen. Enquanto outras pessoas relaxam com massagens, eu descontraio a ler revistas. O meu desporto favorito são as caminhadas, especialmente na companhia de amigas. Nunca tive a síndroma das segundas-feiras, porque gosto daquilo que faço.