Pedro Reis: “A mulher da minha vida”

O CEO do Millennium BCP Capital elege apenas uma mulher: Rita, 'um poço de equilíbrio, uma fortaleza de bom senso, uma montanha de brio e de rigor profissional e uma equilibrista profissional a fazer tudo “bater certo'".

Pedro Reis afirma que a sua mulher "é uma profissional de mão cheia sem deixar de ser a companheira perfeita".

Pedro Reis é CEO do Millennium BCP Capital, grupo em que ingressou em maio de 2014, como assessor da administração. Começou a sua carreira em 1991 na Altamira, empresa da família, onde desempenhou funções de presidente executivo durante oito anos. Em 1995 ganhou o Prémio “Gestores do Amanhã”, da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), da consultora de executive search Egon Zehnder e revista Fortuna. Em 1999 fundou a Tubos, onde esteve até 2007. Em 2008 transitou para a agência de comunicação Imago. Depois de vender a sua participação, passou para a Cunha Vaz & Associados, onde esteve de julho a outubro de 2008 e de de onde saiu para liderar o AIECEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.  Em 2014, foi condecorado pelo Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, com a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelos serviços prestados ao país na internacionalização da sua economia.

Licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa, ao seu percurso académico somou formações na Harvard Business School (Estados Undios) em Strategic Finance (2005), no Insead (França) no AMP – Advanced Management Program (1995) e, também na Universidade Católica, no PAGE – Programa Avançado de Gestão para Executivos (1994-95).

A uma carreira de um quarto de  século ligada a projetos empresariais de diferentes sectores, Pedro Reis publicou em março de 2011 (antes das eleições legislativas) o livro Voltar a Crescer, a convite do então líder do PSD, Pedro Passos Coelho, com 365 ideias para reformar a economia, para qual ouviu 55 empresários e gestores.

Neste texto que escreveu para a Executiva, o gestor homenageia Rita, a sua mulher, e preocupa-se em desmontar a hipótese de que possa estar a ser pouco objetivo na escolha. Eis o seu argumento.

 

“Nem vale a pena dar me ao trabalho de pensar e de refletir quem é a mulher da minha vida, pois a resposta é óbvia para mim: é a minha mulher Rita. Para não se pensar que caí em lugares comuns explico, resumidamente, qual a razão de tal “escolha”.

Se tivesse de escolher uma palavra para definir a Rita “profissional” escolheria o equilíbrio. E considero, justamente, que essa é a característica chave para uma pessoa orientar o seu percurso profissional, quanto mais para as Mulheres de hoje em dia que têm que ser verdadeiras heroínas para tudo conciliar e de nada abdicar.

Quem tenha equilíbrio na vida e nos cromossomas tem a chave certa para gerir as múltiplas frentes simultâneas com que é confrontado: a frente “caseira” (familiar) que está sempre em “teste de carga” seja porque se acabou de casar, seja porque a “cara metade” está numa fase importante da carreira, seja porque nasceram as crianças, seja porque estas estão numa fase crítica do seu percurso académico, seja ainda porque há um membro da família (ou um amigo) que precisa mesmo de nós.

Quem domina o equilíbrio tem também a ferramenta adequada para lidar com mestria com a sua frente profissional que (por norma) é um plano inclinado (no sentido de que nunca está estável): ou bem que se está a disparar carreira acima ou bem que se vem ladeira abaixo porque se “apanhou” com um chefe complicado ou com um colega excessivamente ambicioso, ou bem que a empresa está numa boa fase ou mal que está num momento complicado do projeto ou do mercado. Dê-se lá a volta por onde se quiser, as solicitações são sempre “mais do que muitas”. Com bons ventos ou com tempestades, a verdade é que a gestora tem “somente” que dar tudo na fase que era para durar apenas uns meses e depois a “coisa” acalmava; até se perceber que os meses se convertem em anos e os anos em décadas numa base non stop

Por fim, quem respira e transmite equilíbrio consegue sempre guardar/conquistar/preservar/encontrar tempo (mais do que justo e mais do que saudável) para cuidar da frente pessoal, o que obriga a cuidar da própria naquele espaço reservado “arrancado a ferros” aos outros todos.

Ora a Rita, a “minha” Rita (neste momento, se me pudessem ver, assistiriam ao meu encher do peito com orgulho) é um poço de equilíbrio, uma fortaleza de bom senso, uma montanha de brio e de rigor profissional e uma equilibrista profissional a fazer tudo “bater certo” enquanto acorre a todas as frentes ao mesmo tempo (literalmente).

Só por isso se entende (esta é aquela parte que me ajuda a desmontar a hipótese de pensarem que eu estou a ser pouco objetivo) que, concluída a sua licenciatura em gestão e administração de empresas na Universidade Católica, a Rita tenha sido contratada por uma das melhores e maiores auditoras internacionais, que a seguir tenha sido convidada por uma das melhores consultoras mundiais para organizar o seu escritório (e a sua parte financeira) em Portugal desde a primeira hora, que depois dos nossos três Filhos já terem conquistado a sua autonomia básica tenha voltado à sua Católica para ser uma das almas do Gabinete do Antigo Aluno e que agora esteja a dirigir o Departamento de Auditoria de uma grande Instituição do Terceiro Setor.

Por isso, também por isso é mais bem dito, eu a admiro tanto: porque a Rita é o equilíbrio e o bom senso em pessoa, e porque é uma profissional de mão cheia sem deixar de ser a companheira perfeita.

Difícil conciliar tudo? Sem dúvida. Impossível? Pelos vistos não. É o que concluo depois de ter a sorte de estar ao seu lado há mais de 24 anos a assistir ao exercício de verdadeiro malabarismo que é a sua agenda. A Rita é para mim a prova acabada de que é possível equilibrar tudo sem ter de se entrar na conversa ou na desculpa do “tempo de qualidade” para a Família ou na justificação do “ou se sacrifica tudo pela carreira ou não nos realizamos”.

Confesso que ainda hoje não percebi bem como ela o consegue. Mas se calhar isso é algo que só as Mulheres podem perceber (e dominar). A nós, Homens, seres claramente mais limitados, resta-nos observar e aprender. E já agora aplaudir!”

 

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